Ok, há algo de inquestionavelmente divertido e dramático na adaptação dos quadrinhos: gosto da abertura na cama (provando que o protagonista é um hábil manipulador de situações imitadas a partir da rotina dos adultos, em seu favor) e acho interessante como o choque de realidades é apresentado, mas o desenvolvimento decepciona, pela "facilidade" como que tudo é contornado, mesmo situações violentíssimas como o assassinato autorizado de cachorros ou o despejo de pessoas. Há muito de "Os Batutinhas" na cadência episódica do roteiro, claro, e nem sempre as piadas e situações envolvendo as dificuldades econômicas das pessoas funcionam (vide a seqüência da limonada), mas admito que Jackie Cooper é um excelente intérprete e que o filme agrada imediatamente às mães (a minha adorou, por exemplo!). Pena que tudo se "resolve" com uma não-convincente redenção do verdadeiro vilão, que é o continuador cotidiano do Capitalismo enquanto ideologia segregadora (no caso, o pai médico do menino): não há redenção em si, mas compra de afetos e interesses. Neste sentido, achei o filme muitíssimo problemático, e não consegui imergir como pareceu que aconteceria, no início... (WPC>)
Comédia dramática pré-Código em preto e branco da Paramount Pictures indicada a 4 categorias no Oscar: melhor filme, melhor ator, Jackie Cooper (1922-2011) e melhor roteiro adaptado, vencendo o de melhor diretor, Norman Taurog (1899-1981). Este foi o 1° filme baseado em uma estória em quadrinhos, tira ou romance gráfico a ser indicado ao Oscar de melhor filme, escrita e desenhada por Percy Crosby (1891-1964), publicada de 1923 a 1945. Um outro filme do mesmo diretor e elenco foi filmado como uma sequência com os mesmos personagens: Sooky (31).
Aos 9 anos, Jackie Cooper se tornou a pessoa mais jovem a ser indicada ao Oscar de melhor ator. Ele foi a pessoa mais jovem a ser indicada ao Oscar em qualquer categoria até que Justin Henry, aos 8 anos, foi indicado a Melhor ator coadjuvante por sua atuação em Kramer vs. Kramer (79), 48 anos depois. O diretor Norman Taurog detinha o recorde de diretor mais jovem (32 anos) a ganhar o Oscar de melhor diretor até 2017, quando Damien Chazelle venceu com La La Land: Cantando estações (16) com 31 anos. Com 9 anos e 20 dias, Cooper é (até o momento) o mais jovem indicado ao Oscar de melhor ator.
A redenção é o tema central de todo filme americano e este defende sua proposta explorando a popularidade das crianças como atores. Tanto que o elenco infantil é protagonista e os adultos são coadjuvantes. É muito eficaz em mostrar o mundo pelos olhos de uma criança: questões como divisões de classe, pessoas ricas e percepções públicas tornam-se irrelevantes. Uma estória simples, cativante e ingênua mais destinada às crianças, o seu público alvo.
Pessoalmente o grande destaque fica por conta de Jack Cooper em uma atuação muito acima da média tanto para uma criança quanto para a própria época que ainda caminhava lentamente no quesito de atuações faladas. O conto em si não chegou a me comover, até pela minha pequena ligação com cães, mas é inegável que Skippy ainda é uma referencia até hoje.
As pessoas não colocam o filme no contexto da época.. além da direção ser incrível, tanto é q levou o Oscar, vemos a base de TUDO que é o estilo do gênero "Família" até hoje. Pra quem não sabe o filme tb é baseado em um quadrinho, e dá pra perceber bem isso. Uma bela história, simples, bobinha, mas 100% bem sucedida dentro do que propõe.
O filme ia muito bem até os minutos finais.
O arco de redenção do pai desconstrói tudo o que vinha sendo proposto. Era de se esperar um final menos "feel good".
Ok, há algo de inquestionavelmente divertido e dramático na adaptação dos quadrinhos: gosto da abertura na cama (provando que o protagonista é um hábil manipulador de situações imitadas a partir da rotina dos adultos, em seu favor) e acho interessante como o choque de realidades é apresentado, mas o desenvolvimento decepciona, pela "facilidade" como que tudo é contornado, mesmo situações violentíssimas como o assassinato autorizado de cachorros ou o despejo de pessoas. Há muito de "Os Batutinhas" na cadência episódica do roteiro, claro, e nem sempre as piadas e situações envolvendo as dificuldades econômicas das pessoas funcionam (vide a seqüência da limonada), mas admito que Jackie Cooper é um excelente intérprete e que o filme agrada imediatamente às mães (a minha adorou, por exemplo!). Pena que tudo se "resolve" com uma não-convincente redenção do verdadeiro vilão, que é o continuador cotidiano do Capitalismo enquanto ideologia segregadora (no caso, o pai médico do menino): não há redenção em si, mas compra de afetos e interesses. Neste sentido, achei o filme muitíssimo problemático, e não consegui imergir como pareceu que aconteceria, no início... (WPC>)
Comédia dramática pré-Código em preto e branco da Paramount Pictures indicada a 4 categorias no Oscar: melhor filme, melhor ator, Jackie Cooper (1922-2011) e melhor roteiro adaptado, vencendo o de melhor diretor, Norman Taurog (1899-1981). Este foi o 1° filme baseado em uma estória em quadrinhos, tira ou romance gráfico a ser indicado ao Oscar de melhor filme, escrita e desenhada por Percy Crosby (1891-1964), publicada de 1923 a 1945. Um outro filme do mesmo diretor e elenco foi filmado como uma sequência com os mesmos personagens: Sooky (31).
Aos 9 anos, Jackie Cooper se tornou a pessoa mais jovem a ser indicada ao Oscar de melhor ator. Ele foi a pessoa mais jovem a ser indicada ao Oscar em qualquer categoria até que Justin Henry, aos 8 anos, foi indicado a Melhor ator coadjuvante por sua atuação em Kramer vs. Kramer (79), 48 anos depois. O diretor Norman Taurog detinha o recorde de diretor mais jovem (32 anos) a ganhar o Oscar de melhor diretor até 2017, quando Damien Chazelle venceu com La La Land: Cantando estações (16) com 31 anos. Com 9 anos e 20 dias, Cooper é (até o momento) o mais jovem indicado ao Oscar de melhor ator.
A redenção é o tema central de todo filme americano e este defende sua proposta explorando a popularidade das crianças como atores. Tanto que o elenco infantil é protagonista e os adultos são coadjuvantes. É muito eficaz em mostrar o mundo pelos olhos de uma criança: questões como divisões de classe, pessoas ricas e percepções públicas tornam-se irrelevantes. Uma estória simples, cativante e ingênua mais destinada às crianças, o seu público alvo.
Pessoalmente o grande destaque fica por conta de Jack Cooper em uma atuação muito acima da média tanto para uma criança quanto para a própria época que ainda caminhava lentamente no quesito de atuações faladas. O conto em si não chegou a me comover, até pela minha pequena ligação com cães, mas é inegável que Skippy ainda é uma referencia até hoje.
As pessoas não colocam o filme no contexto da época.. além da direção ser incrível, tanto é q levou o Oscar, vemos a base de TUDO que é o estilo do gênero "Família" até hoje. Pra quem não sabe o filme tb é baseado em um quadrinho, e dá pra perceber bem isso. Uma bela história, simples, bobinha, mas 100% bem sucedida dentro do que propõe.