Numa aldeia na fronteria entre o Irã e o Tadjiquistão, um menino cego desenvolve um ouvido aguçado para construir o mundo que não consegue enxergar, através dos sons.
Drama feito para tentar ter lindas fotografias, momentos "lindos" com a menina dançando... o drama em si não fisga em absolutamente nenhum momento e não tem nada de singelo. Além de usarem os dois atores principais com características destoantes dos demais personagens.
A fotografia de "Sokout" (O Silêncio) - assinada por Ebrahim Ghafori - é linda, colorida, alegre e delicada. Os closes nos rostos das crianças revelam o olhar refinado de um artista. Há cenas que parecem quadros, de tão perfeitas.
Esteticamente o filme é belíssimo, mas o problema é que o diretor e roteirista Mohsen Makhmalbaf não deixa muito claro o que pretende com a história, já que manteve os personagens na total superfície, sem que criassem conexões entre si ou com o público e sem percursos narrativos definidos. O roteiro não sustenta um filme com a duração de 76 minutos, infelizmente.
O enredo nos apresenta o pequeno Khorshid (Tahmineh Normatova), um menino cego que trabalha numa pequena fábrica de instrumentos musicais. Ele os afina, pois com sua limitação visual, acabou desenvolvendo bastante a sua audição. Contudo, seu patrão vive descontente com seus constantes atrasos e distrações. Ele tem uma amiga, a linda e encantadora menina Nadareh (Nadereh Abdelahyeva), que tenta ajudá-lo constantemente.
Khorshid e sua mãe vivem o dilema de um despejo iminente, por não terem o dinheiro para pagar o aluguel. Entretanto, esse problema parece ter sido usado apenas como elemento dramático, face a impessoalidade dos personagens e ausência de outras circunstâncias que enriqueçam a trama. O desfecho também ficou meio sem pé ou cabeça, parecendo mais um artifício de última hora do que uma licença criativa do cineasta - afinal, associar a genialidade de Beethoven àquele 'bá-tim-bum' foi um delírio.
Como eu amo o cinema iraniano!! ❤️❤️❤️❤️
O cinema do Irã é sempre bom de assistir.
Horrível. Parei na metade.
Drama feito para tentar ter lindas fotografias, momentos "lindos" com a menina dançando... o drama em si não fisga em absolutamente nenhum momento e não tem nada de singelo.
Além de usarem os dois atores principais com características destoantes dos demais personagens.
A fotografia de "Sokout" (O Silêncio) - assinada por Ebrahim Ghafori - é linda, colorida, alegre e delicada. Os closes nos rostos das crianças revelam o olhar refinado de um artista. Há cenas que parecem quadros, de tão perfeitas.
Esteticamente o filme é belíssimo, mas o problema é que o diretor e roteirista Mohsen Makhmalbaf não deixa muito claro o que pretende com a história, já que manteve os personagens na total superfície, sem que criassem conexões entre si ou com o público e sem percursos narrativos definidos. O roteiro não sustenta um filme com a duração de 76 minutos, infelizmente.
O enredo nos apresenta o pequeno Khorshid (Tahmineh Normatova), um menino cego que trabalha numa pequena fábrica de instrumentos musicais. Ele os afina, pois com sua limitação visual, acabou desenvolvendo bastante a sua audição. Contudo, seu patrão vive descontente com seus constantes atrasos e distrações. Ele tem uma amiga, a linda e encantadora menina Nadareh (Nadereh Abdelahyeva), que tenta ajudá-lo constantemente.
Khorshid e sua mãe vivem o dilema de um despejo iminente, por não terem o dinheiro para pagar o aluguel. Entretanto, esse problema parece ter sido usado apenas como elemento dramático, face a impessoalidade dos personagens e ausência de outras circunstâncias que enriqueçam a trama. O desfecho também ficou meio sem pé ou cabeça, parecendo mais um artifício de última hora do que uma licença criativa do cineasta - afinal, associar a genialidade de Beethoven àquele 'bá-tim-bum' foi um delírio.
Encantador!