Um jovem yuppie e mulherengo (Gimenez Cacho) é pego em uma armadilha quando é falsamente diagnosticado com o vírus da Aids por Silvia (Liubomirova), uma enfermeira que se vê traída pelo jovem Casanova. À procura de uma morte rápida (colocando a cabeça em um forno de microondas) Tomás se apaixona por Clarisa (Ramirez), uma linda aeromoça que também quer se suicidar por causa de seu amante que está tendo um caso com uma aeromoça loira da Continental Airlines.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Em seu primeiro longa na direção, Alfonso Cuarón já demonstra domínio da câmera, assim como na boa edição. Já o roteiro, co-escrito com o irmão, Carlos, é bem menos notável; uma comédia sexual de erros que reproduz as idiossincrasias misóginas da época, com alguns furos irritantes, como uma enfermeira que aceita transar sem camisinha com um paciente cujo sangue ela mesma coletou para fazer exame de HIV, cujo resultado ainda não saiu (!?); e um MÉDICO que cai na gargalhada ao saber que o ~MELHOR AMIGO~ foi levado a acreditar que é soropositivo no auge da epidemia de AIDS, 🙂 -- e mais, depois que o amigo lhe deixa um recado na secretária, avisando que cometerá su1cidio, ele ri mais ainda!!? Não faz nenhum sentido isso gente! É apenas apenas uma ideia imbecil do que era engraçado à época. E aquele homem que traiu a comissária, com a cabeça enfiada dentro do micro-ondas em duas cenas por razão nenhuma além de "fazer graça"? Affe... 🙄 Por fim, todas as cenas envolvendo crianças, eu queria cortadas do filme -- que comédias são essas, irmãos Cuarón??!
Igualmente desagradável é o protagonista Tomás Tomás, interpretado com competência por Daniel Giménez Cacho, um sujeitinho patético que torna impossível torcer pelo traste. Apesar disso, todo o elenco está bem no filme, uma pena o material ser tão aquém. Fora esses detalhes que essencialmente destroem o filme (pelo menos para mim), a fotografia de Emmanuel Labezki é sólida, cuidadosa, mas ainda não tinha chegado ao primor que se tornaria anos mais tarde. Então é isso: escolhas técnicas da direção, um diretor de fotografia lendário 'still in the making', bom elenco e a edição são os pontos positivos, o resto, amassa e joga no lixo. Não à toa é um filme que Cuarón deve querer que esqueçamos, porque nunca tinha ouvido falar dele até caçar sua filmografia. #torrent
Titulo em PT BR: Amor em Tempo de Histeria
Solo Con Tu Pareja marca a primeira experiência de direção de Alfonso Cuarón, ainda sem demonstrar todo o talento de suas futuras obras. O que temos aqui é uma comédia sexual bem ao estilo mexicano, ou seja: personalidades caricatas, diálogos intencionalmente exagerados e situações que, de tão bobas, fazem rir.
Apesar de inicialmente bizarro (e manter essa característica em alguns momentos), o longa de fato funciona no que se propõe, possuindo algumas cenas bem engraçadas. O protagonista Tomás Tomás, em sua ânsia por se relacionar com qualquer mulher que lhe atrai, desperta até mesmo uma temática bastante importante.
O longa trata, em meio à suas piadas, de DSTs e a precaução que se deve ter para não contraí-las. Pode parecer algo bobo - e é de fato bastante simplório - mas essa era uma pauta bastante em alta na época em que o filme foi realizado. Não é muito elaborada e tampouco gera grandes reflexões, mas está ali acrescentando algo.
Solo Con Tu Pareja não é uma comédia sensacional e pouco instiga no que tange o quesito direção, havendo apenas uma ou outra cena que se destaca. Ainda assim, é um filme que, dentro de sua proposta, consegue divertir através de seus personagens irreais e contextos absurdos.
Minha experiência com esse filme não foi tão ruim. Eu consegui me diverti em dados momentos do filme, mesmo tendo uma comédia bem manjada em determinados contextos. Tem umas paradas tão bizarra que não tem como não rir.
Achei até legalzinho o sub-romance que envolveu o protagonista.
O filme em meio a sua comédia aborda uma mensagem e um fato importante que são de grande valia e que pode gerar boas reflexões.
Em seu primeiro filme, Alfonso Cuarón entrega uma comédia sexual que evidencia bastante uma influencia do cinema do seu colega em idioma Pedro Almodóvar. O absurdo, os exageros, os personagens bizarros e a completa falta de pudor em falar sobre sexo parecem vir de lá. No entanto, Cuarón não se sai tão bem ao lidar com o timing cômico requerido pela película - muitas vezes envolvendo um humor negro que mais constrange do que diverte - , e o filme acaba falhando desastrosamente enquanto comédia.