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Data de lançamento
30 Out. 2025Duração
A história sombria de uma família escondida no Egito Romano. O filho, conhecido apenas como "o Menino", é influenciado por uma criança misteriosa a se rebelar contra seu guardião, o Carpinteiro, revelando poderes inerentes e um destino além de sua compreensão. Ao exercer seu próprio poder, o Menino e sua família se tornam alvos de horrores, naturais e divinos.
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Gostei muito do filme, pois, além de sua premissa interessantíssima, ele consegue trabalhar temas e personagens bíblicos sem a utilização da estética cafona e desgastada de obras do mesmo gênero. A atmosfera sombria e nada maniqueísta me capturou, fazendo com que eu, um ateu, me interessasse pela história de Jesus através de seus fragmentos abordados.
Em termos de atuação, Isla Johnston entrega, com grande competência, justamente Satanás: o enigma que encanta e atrai, a real intenção que repele, e, principalmente, a profunda tristeza de quem se revoltou, acredita na validade de sua revolta, mas não consegue se ver livre do sentimento de abandono.
Os outros atores e atrizes não comprometem, mas poderiam ter maior substância. E é aí onde reside meu único problema com o filme: tempo de desenvolvimento. Sua curta duração (levada em conta sua proposta) faz com que todos os personagens percam a oportunidade do ápice, uma vez que todos têm que dividir seus desenvolvimentos (individual e coletivo) entre si e dentro de míseros 94 minutos. Fica a sensação de que algo importante foi escondido fora das câmeras.
O filme é bemmm legal, o fato de ter o Nicolas Cage pode até espantar algumas pessoas e até acho que se não tivesse ele, seria um filme mais celebrado. Curti o Jesuisi meio Superman e a menina é faz o Bolsona é bem boa atriz.
Quando se fala de Jesus todo mundo já fica se coçando pra criticar negativamente o filme pq o protagonista não nasceu brilhando e perfeitinho como fazem acreditar. O filme entrega um elenco ótimo, as atuações do Nicolas Cage desesperançoso e da Isla Johnston sempre misteriosa são certeiras. A direção apesar do baixo orçamento entrega uma atmosfera densa e sombria como se propõe o filme, os trejeitos de Satanás e as duas faces dele (hora angelical, hora demoníaco), a maquiagem ótima, tudo bem encaixadinho. Só não vou dar 5 estrelas pq não gostei do CGI
O filme soube captar muito bem o misticismo bíblico com toda a atmosfera sombria que sempre envolveu a mitologia cristã.
Apesar de ser considerado um texto apócrifo o Evangelho da Infância escrito por Tomé é um história que dentro do contexto do folclore bíblico é bastante plausível. Além de servir para tapar algumas lacunas sobre a vida de Jesus que o Vaticano (por algum motivo obscuro) resolveu deixar de fora da versão oficial do seu livro sagrado.
Nicolas Cage também se saiu bem interpretando um José neurótico, sempre em dúvida se ele teria sido corno ou o seu filho seria mesmo um descendente divino. Dá pra imaginar que se fosse uma história verídica o pai ficaria realmente paranoico com aquela situação e não custava nada deus ter dado uma dica pessoalmente pra ele antes de traçar a esposa dele...
O ponto mais negativo fica por conta do título em português totalmente genérico e aleatório que inventaram para o filme, custava manter o original que já estava tão bem escolhido?
Pra quem gostou de conhecer o "outro lado" da história oficial sugiro "O Código Da Vinci" que vale quase como uma sequência deste filme.
Faltou coragem para explorar melhor o que eles queriam mostrar no filme. Tem alguma cenas tão escuras que eu só podia imaginar o que estava acontecendo, porque não conseguia ver nada
Filme N°36 assistido do ano