Trajetória de Tereza, mulher que busca a felicidade e sua identidade trafegando entre vários relacionamentos amorosos que quebrem com seu passado e os valores tradicionais. Entre eles estarão um ex-namorado, um amigo do seu pai e o próprio irmão.
Esse filme finaliza a famosa "trilogia feminina" da diretora. Ana Carolina tem tanta coisa pra falar aqui que acaba saindo calada. Da trilogia esse foi o que menos me empolgou justamente por tentar ser diferente daquilo que os dois filmes anteriores foram. O drama é exagerado e isso reflete nas atuações,principalmente de Xuxa Lopes que aqui não está bem. A trama fala muito bem de relacionamentos e todos os seus problemas e arrependimentos,mas em um momento ou outro se perde na própria história. Une a vida real e a fantasia,traz personagens alegóricos e que no final das contas não somam em nada à trama.
>Maratona Ana Carolina - Assistido em 24 de Setembro de 2026
O desejo e a própria vida da mulher, sempre subordinados e moldados pela expectativa social. Submetidos à censura e às promessas dos homens e dos deuses. A obrigação eterna de agradar que é acompanhada pela culpa, pela cruz. Um manifesto delirante (e engraçado, e incômodo e anárquico) sobre ser mulher em um mundo com tantas representações masculinas, regido pela lógica masculina.
O transe religioso, a referência à Santa Tereza D'Ávila: todas as figuras masculinas são buscadas pra preencher a necessidade de um "amor incondicional"
- 6/10 - acho que minhas críticas aos filmes da Ana Carolina vão ser sempre as mesmas. passam uma mensagem muito importante e interessante, mas a forma que é passada não conversa em nada comigo - muito gritaria e pessoas chatas
a melhor representação de ansiedade que eu já vi no cinema - não só nacional, no geral mesmo. a tereza tem tantos pensamentos que atropela sua própria linha de raciocínio com contrapontos. não sabe o que quer e não sabe porque não sabe o que quer nem sabe o que fazer sobre isso. como a ana carolina diz que fala por meio de todos os personagens, creio que a tereza seja a personagem mais próxima da diretora por completo - o jeito de falar, pensar e agir da diretora em entrevistas etc é bem parecido com a personagem. o filme é basicamente uma busca por respostas, a linearidade, o realismo e amarrar uma história de começo, meio e fim não é o objetivo. e acompanhar a tereza é se identificar com ela a todo momento (ou lembrar muito de alguns pensamentos de mulheres que conheço, como aconteceu por aqui também). é um filme sincero e talvez até sincero demais por parte da diretora: é uma exposição enorme de um turbilhão de sensações, anseios, medos e pensamentos que talvez não funcione pra todo mundo - eu me identifiquei e amei acompanhar, mas muita gente achou insuportável nos comentários aqui. ana carolina é absurdamente genial e deveria ser muito mais reconhecida e exaltada pelas suas obras. a cena final é um mix de sentimentos com surrealismo, algo que se fosse lynchiano seria exaltado. poucas pessoas no cinema (mundial, novamente) fazem um cinema como o de ana carolina
Esse filme finaliza a famosa "trilogia feminina" da diretora. Ana Carolina tem tanta coisa pra falar aqui que acaba saindo calada. Da trilogia esse foi o que menos me empolgou justamente por tentar ser diferente daquilo que os dois filmes anteriores foram. O drama é exagerado e isso reflete nas atuações,principalmente de Xuxa Lopes que aqui não está bem.
A trama fala muito bem de relacionamentos e todos os seus problemas e arrependimentos,mas em um momento ou outro se perde na própria história. Une a vida real e a fantasia,traz personagens alegóricos e que no final das contas não somam em nada à trama.
>Maratona Ana Carolina - Assistido em 24 de Setembro de 2026
Achei um filme muito corrido , sem charme ou história que cativasse , não rolou pra mim.
O desejo e a própria vida da mulher, sempre subordinados e moldados pela expectativa social. Submetidos à censura e às promessas dos homens e dos deuses. A obrigação eterna de agradar que é acompanhada pela culpa, pela cruz. Um manifesto delirante (e engraçado, e incômodo e anárquico) sobre ser mulher em um mundo com tantas representações masculinas, regido pela lógica masculina.
O transe religioso, a referência à Santa Tereza D'Ávila: todas as figuras masculinas são buscadas pra preencher a necessidade de um "amor incondicional"
e a cena final é a libertação desse raciocínio
- 6/10
- acho que minhas críticas aos filmes da Ana Carolina vão ser sempre as mesmas. passam uma mensagem muito importante e interessante, mas a forma que é passada não conversa em nada comigo
- muito gritaria e pessoas chatas
a melhor representação de ansiedade que eu já vi no cinema - não só nacional, no geral mesmo. a tereza tem tantos pensamentos que atropela sua própria linha de raciocínio com contrapontos. não sabe o que quer e não sabe porque não sabe o que quer nem sabe o que fazer sobre isso. como a ana carolina diz que fala por meio de todos os personagens, creio que a tereza seja a personagem mais próxima da diretora por completo - o jeito de falar, pensar e agir da diretora em entrevistas etc é bem parecido com a personagem. o filme é basicamente uma busca por respostas, a linearidade, o realismo e amarrar uma história de começo, meio e fim não é o objetivo. e acompanhar a tereza é se identificar com ela a todo momento (ou lembrar muito de alguns pensamentos de mulheres que conheço, como aconteceu por aqui também). é um filme sincero e talvez até sincero demais por parte da diretora: é uma exposição enorme de um turbilhão de sensações, anseios, medos e pensamentos que talvez não funcione pra todo mundo - eu me identifiquei e amei acompanhar, mas muita gente achou insuportável nos comentários aqui.
ana carolina é absurdamente genial e deveria ser muito mais reconhecida e exaltada pelas suas obras. a cena final é um mix de sentimentos com surrealismo, algo que se fosse lynchiano seria exaltado. poucas pessoas no cinema (mundial, novamente) fazem um cinema como o de ana carolina