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Johan (Cornelio Wall) é um menonita casado que vive ao norte do México. Os menonitas defendem o pacifismo radical e rejeitam o progresso, mas a comunidade de Johan é mais moderada. Eles usam carros e os benefícios da medicina moderna, mas ainda se recusam a utilizar comunicações com o exterior, como telefone ou internet. Neste ambiente Johan se apaixona por outra mulher, contrariando as leis de sua religião.
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Esse final aí?
Excelente filme (!), e que trata de um "desconcertante" tema clássico: o conflito perpétuo entre 'afinidade' e 'conveniência'. Estar inserido em uma estrutura comunitária enraizada em regras conservadoras, impermeáveis ao mundanismo relativista que abala princípios e tradicionais costumes (...) é uma forma conveniente e razoável de diminuir os desafios existenciais. Entretanto, a afinidade genésica alimentada pelos intentos mais viscerais da "carne", pode abalar consideravelmente qualquer estrutura construída pelo homem. E é de tal temática, que esta conceitual produção fílmica aborda, levando a audiência em direção a uma obra - de visual e fotografia, principalmente- ímpar! Há também "silêncios acolhedores", além de necessários "hiatos" simbólicos. Enfim, uma produção cinematográfica que se destaca por uma "sofisticada singeleza" (mesmo diante de temas tão difíceis: o governo das paixões mundanas; a infidelidade conjugal - e suas nefastas consequências!; as imprecisas e inseguras "amarras" das convenções sociais... entre outros), levando o dedicado consumidor de cinema a "saborear" uma excepcional "iguaria" produzida pelo competente diretor Carlos Reygadas. Meus sinceros aplausos ao drama germano-mexicano: Luz Silenciosa! Assistido em: 07 de dezembro de 2025, domingo.
Cinema de ritmo um tanto desafiador certamente todavia eu fiquei encantado com a forma de Reygadas tanto em seus silêncios quanto em sua mise-en-scène naturalista. Reygadas coloca sua câmera com o intuito de observar aquela relação , e nunca julgá-la mas consegue levantar questões importantes sobre a criação do mundo, o paraíso terreno , a inserção do homem neste contexto bem como sua inclinação para o pecado ainda que isso moralmente corroa o ser humano de culpa. Tem algo de Dreyer e de divino neste filme ou sobre o silêncio divino que precisa de poucas palavras para exprimir.
O filme traz como roteiro o tradicional triangulo amoroso com pequena variação no seu conteúdo. Johann, Esther e Marianne são os protagonistas. O filme se caracteriza por ser arrastado, com nenhuma ação, pouco diálogo e ótima fotografia. O final compensa os 142 minutos. Normalmente em um drama se encaixa a natureza. Já o diretor Reygadas nos entrega a natureza onde ele encaixa um drama.
A cena de abertura é de uma qualidade fora de série e uma das mais belas que já vi.O filme se rende ao silêncio,do começo ao fim,temos poucos momentos de falação desnecessária e acontecimentos descontrolados.Filme contemplativo,com uma Fotografia belíssima.O drama ganha novos ares chegando na reta final.
>Assistido em 13 de Dezembro de 2021