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Logo após a II guerra, um jovem casal de namorados passam um domingo juntos tentando que este seja um doa inesquecível. Cheios de sonhos e ilusões, apesar de ter tudo contra eles, tentam ser felizes. Pese os problemas econômicos e os contratempos vividos, pese as preocupações próprias da era nuclear, as explosões atômicas em Hiroshima e Nagasaki, o amor deles dá a possibilidade de iludirem-se com um futuro melhor.
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Reassistido em 28/09/2024 (maratona da filmografia de Akira Kurosawa).
Me fez lembrar do meu ultimo relacionamento.
O filme é um drama que se passa no Japão pós-guerra e segue a história de um casal que encontra uma criança perdida e decide procurar sua família. O filme aborda temas como a compaixão, a solidariedade e a esperança em tempos difíceis. É considerado um dos primeiros grandes trabalhos de Kurosawa e mostra sua habilidade em contar histórias emocionantes e impactantes.
Interessante citar os detalhes que o diretor costuma utilizar ao colocar os personagens vislumbrando sonhos ou realidades utópicas como se fosse um teatro dentro do próprio filme .Como aquela cena em que o casal enxergava um estabelecimento em um momento ou o cargo de Mastro regente de uma orquestra em outro, em vista da realidade do país e de suas próprias vidas. Dodeskaden seu trabalho de 1970 (primeiro filme em cores) seria um exemplo disso na vida rotineira daquelas pessoas.
Um dos primeiros filmes a receber reconhecimento internacional, ajudando a lançar sua carreira como um dos diretores mais influentes do cinema japonês e mundial.
Essa obra foi praticamente meu primeiro contato com Kurosawa. O que parecia um filme muito bom, mas "comum" até o último ato, se transformou em algo digno dos maiores. Kurosawa prepara o terreno com situações tristes e corriqueiras da classe trabalhadora, para no fim entregar algo fabuloso com uma mensagem ao mesmo tempo otimista e desoladora.
A quebra da quarta parede foi surpreendente e eu me peguei batendo palmas, a verdade é essa.
Um filme menor do mestre Kurosawa, mas uma história bonita.
One Wonderful Sunday fala sobre compaixão. A compaixão dos mais afortunados, pelos mais carentes, em meio aquele momento difícil que passava o país. O casal só precisava de um pequeno empurrão, para que pudessem conseguir ter uma vida digna. Em meio a isso, Kurosawa critica aqueles empresários que pensam mais no lucro do que na qualidade do serviço (algo extremamente comum nos dias atuais), e o desperdício de comida, que poderia estar ajudando alguém a ter o que comer. Uma pena não vermos o sonho do casal se realizando e participarmos de uma civilização totalmente egoísta!