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Beirute. Cinco mulheres costumam se encontrar regularmente no salão de beleza Sibelle: Layale (Nadine Labaki), amante de um homem casado e que sonha com o dia em que ele se separará; Nisrine (Yasmine Elmasri), que está prestes a se casar mas não é mais virgem e não sabe como contar isto ao noivo; Rima (Joanna Moukarzel), que sente atração por mulheres; Jamale (Gisèle Aouad), que tem medo de envelhecer; e Rose (Sihame Haddad), que abriu mão de sua vida para cuidar da irmã mais velha. No salão os temas prediletos do quinteto são o amor, sexo e os homens.
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Amei o filme, também amei as atuações,atrizes maravilhosas em sintonia e um filme acolhedor,senti vontade de saber sobre esse tal caramelo pelo jeito deve ser delicioso 😋.
primeira cena me deixou com vontade de comer caramelo.
apesar do filme não ser longo, demora pra engatar. fica bastante tempo pincelando tudo em aberto até finalmente revelar os "segredos" de cada uma.
as personagens são carismáticas. e são apresentados problemas profundos da cultura libanesa
a cena da noiva fazendo reconstrução vaginal, na qual escorre uma lágrima do rosto dela, é significativa demais.
a rivalidade feminina da amante com a esposa, e depois ela finalmente superando o cara...
a sapatão teve pouca cenas, pouco destaque (talvez justificável pelo filme ser de 2007. e mostrar uma cultura tão misógina, então certamente bastante homofóbica também), mas a cliente/crush dela tendo coragem de cortar os cabelos também é profundo.
por fim, a história da Rose com a amiga que tem Alzheimer, ou algum tipo de confusão mental, é tocante demais. lembrei do meu avô. e das tantas famílias/amigos que também fazem sacrifícios pessoais/sociais para cuidarem de seus entes queridos, como a Rose fez.
passatempo ok. mas se olhar com cuidado, dá para refletir sobre as situações (mesmo o filme tendo tom de comédia)
Esse filme é bastante curioso que se o objetivo é pegar a vivência feminina do lugar neste quesito faz voz, mas ao mesmo tempo pra mim foi tão pasteurizado que não me verteu alma ou o mínimo de pessoal?
Não sei se é por ter sido dirigido pela atriz que vive a protagonista do clubinho das minas, mas tem meio que um cheiro de diva e os conceitos de feminilidade dentro - ou tentando fugir - do normativo é todo enroscado nas peculiaridades da cultura?
Não dava pra saber exatamente onde que tava o dedo da autora: Se numa mensagem (qualquer) OU só pra deixar tudo bem bonito pra ganhar louros? Meio que isso hahahaa.
E tem seu argumento ali, não tô falando que não dá pra sentir o que cada personagem traz pra debate, é só uma falta de balanço ou humanização - todo mundo parece que personagem criado pra ticar uma mensagem, ou algo assim, e nessas não senti *paixão* verdadeira atrás da história, não sei se tô conseguindo explicar... É válido, mas meio que generico ao mesmo tempo - pra mim, espectadora que sei de porra nenhuma sobre feminino no Libano e expressão cultural delas por lá.
Tipo tem temas extremamente interessantes como:
Reconstrução vaginal pra fingir ser virgem no casamento;
Sair nos sopapos com policia pq tava conversando no carro com a namorada e milico vem encher por suspeita de indecência;
Ser solteira e querer encontrar amante e não conseguir alugar quarto em hotel/motel sem ter registro de casada;
Dificuldade em aceitar entrar na terceira idade/menopausa - como se perdesse o que torna "feminino";
Ter romance sendo idosa & o feminino nesta idade - que honestamente foi a parte da história que mais me tocou? CHOREI HONESTAMENTE numa cena ali....
Mas aí teve o tratamento das lésbicas que.... Talvez isso meu amargo? Que visto todas elas serem grupinho de migas de um salão de beleza, estas empurrarem o conceito de feminilidade ali pra unica queer & o final - A CENA FINAL PRA FECHAR O FILME ser uma personagem cortar o cabelo curtinho & isto simbolizar sua libertação como mulher lésbica? PORÉM É UMA PERUCA FEIA? = Resumo do que o filme tenta passar & seu resultado pra mim.
Não vou dizer que não me diverti durante em alguns momentos - o policial (urg) ali na cena de fingir estar falando no telefone me fez sorrir & toda a questão do catolicismo me deixou nos ???? nem sabia que tinha influência no lugar? Toda dicotomia de religiões acabou me interessando mais que o feminino, causando mais curiosidade pelo menos como na cena da procissão entrando no salão de cabelereiro versus o noivo da minazinha dizendo que nem Alah iria tirar ele do carro? - o que... enfim, foi o curioso que tirei daqui.
Preciso ver mais da diretora e outros algos do Libano pra ter qualquer argumento sobre, claramente.
História delicada, linda e sempre atual.
Nadine Labaki e elenco, em ótimas atuações!!
Filmaço!!
Um filme luminoso e leve, com um elenco bonito. São quatro mulheres que trabalham num salão de beleza em Beirute e que dividem seus medos, frustrações e alegrias. A direção consegue criar uma aura quase etérea para contar esses pequenos dramas, que nos emocionam, nos divertem e nos fazem pensar que todos nós igualamos em algum momento. A música é belíssima e a fotografia maravilhosa.