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Data de lançamento
17 Dez. 2004Duração
Mohan Bhargava (Shah Rukh Khan) saiu do pequeno vilarejo na Índia, onde ele nasceu e foi criado. Viaja para os Estados Unidos, onde trabalha na NASA. Mas depois da morte de seus pais, Mohan torna-se nostálgico e pede uma licença para visitar Kaveri (Kishori Ballal), uma mulher que ajudou a criá-lo. E no processo redescobre suas raízes.
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Outro filme sobreavaliado; extremamente longo, requis um saco de paciência para chegar até o fim; trama muito previsível; aquelas canções de mais de 5min a cada meia hora de filme pelo menos enchem o saco; o que vale é apenas por mostrar aspectos culturais indianos. É mais como um documentário à la bollywood, nada mais, não tem nada de artístico.
É uma declaração de amor do indiano por sua cultura. Mas peca pela narrativa do "white savior".
Edulcorante, musicada e tremendamente longa epopéia indiana. Felicitações a quem teve paciência de chegar até o fim.
É uma boa história, sobre relação humana e empatia.
Quando vi o trailer não apostei tanto no filme mas o cinema indiano tem disso, de nos surpreender! É um longa sem uma grande produção, o forte dele é a história e os sentimentos que ligam as pessoas em suas relações com o próximo e a terra natal.
Os problemas apresentados na aldeia, as críticas sobre o governo e as tradições indianas que perpetuam a miséria e a ignorância, a responsabilidade por uma vida melhor que cabe também de nossas atitudes, tudo isso fez eu refletir de como os mesmos problemas ocorrem em todas as nações e como sempre jogamos a responsabilidade que também nos cabe em outrem.
"E percebi que nós continuamos a lutar contra nós mesmos, quando deveríamos lutar contra o analfabetismo, a superpopulação e a corrupção. Todos os dias em nossas ruas e casas cada um de nós continua dizendo:
'- O país entrou em colapso! O país está a um passo da destruição!"
Se continuarmos a dizer estas coisas, um dia seremos realmente destruídos. Vocês devem fazer algo para remediar esta situação.
... De que forma somos grandes então? Se temos problemas na aldeia, apontamos o dedo para o Estado e o Estado para outra pessoa. Nós culpamos os outros. O fato é que todos somos culpados!"
Qualquer semelhança é mera coincidência! ;)
Mohan se entristece quando vê a situação miserável de tantos na aldeia, o mais marcante e doído é do tecelão que se tornou agricultor mas que não conseguiu vender nada pq é de uma casta inferior e as pessoas acreditam que ele não pode mudar de atividade pq pertence a uma casta que há muito tempo só exerce a atividade tecelã e assim continua na miséria e sem poder dar uma subsistência digna à família. Seus olhos negros e profundos com lágrimas ficam marcados na memória por um bom tempo (na de Mohan e na nossa!).
"Hábitos podem ser mudados mas não crenças e mentes estreitas."
Me tocou profundamente ver a luta e a garra dos personagens em trazer as crianças da aldeia para a escola mesmo vivendo uma realidade tão dura e sofrida, os mais pobres acreditam que a escola não é para eles pois a luta pela sobrevivência é diária. A mensagem é que não há bem maior do que o conhecimento que nos salva da escuridão. As músicas presentes no filme são poucas mas a cena onde ele canta para entreter as pessoas quando o filme para e fala das estrelas unindo as crianças de todas as castas mostrando que todos somos iguais e que o espetáculo da natureza é para todos me embargou os olhos.
A relação amorosa de Mohan com Gita aconteceu diferente dos outros filmes, (ponto forte na minha opinião) a paixão veio pq o encanto mútuo nasceu a partir do que se é de verdade por essência, não foi a beleza física que ficou ressaltada ou é o mais importante.
Por fim, acredito que o filme foi rodado numa aldeia real na Índia e que a própria população participou como personagens (representando a si mesmos).
Belíssimo filme!