A Rússia atacou a Finlândia no final de novembro de 1939. O filme conta a história de um pelotão finlandês de reservistas do município de Kauhava, província de Pohjanmaa/Osttrobottnia, que deixou suas casas e foi para a guerra. Foca nos irmãos agricultores Martti e Paavo Hakala.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
O "Pacto Molotov-Ribbentrop", também conhecido como "Pacto Germano-Soviético", era um acordo oculto e safado que dividiu a Polônia entre URSS e Alemanha, criando uma zona de influência soviética onde a Finlândia estava incluída, dando a Stalin a justificativa para pressionar esse país a ceder seus territórios para os russos. Quando a Alemanha nazista aperta o play invadindo a Polônia e depois o resto da Europa, chegando a colocar suas botas na Rússia e quase tirando o charuto do Stalin, o exército vermelho por razões de segurança e pra expandir seus territórios, invade o terreno da Finlândia.
"A Guerra de Inverno", conta a história dessa verdadeira guerrilha travada no inverno entre o monstruoso exército vermelho, contra o minúsculo exército finlandês. Dirigido por Pekka Parikka, em vez de mostrar figurões militares, o filme mostra o lado humano do conflito, com as experiências de homens comuns, tendo que se armar até os dentes pra defender seu pais. Concentrando a trama num grupo de amigos, desses de bairros, que precisam ir pra algo que eles não imaginavam, e que estavam longe de estar preparados.
Amizade, romance, medo, humor negro, se juntam a sentimentos como: determinação, coragem, resiliência e um bucadinho de sorte, que ajudam a unir esses soldados recrutas diante de condições extremas, como o frio congelante do inverno finlandês, escassez de suprimentos e a perigosa ameaça do inimigo, que avançam em turbilhoes, como Orcs na neve, com um armamento muito mais pesados, tanques, aviões. Enquanto os finlandeses tem umas uma garruchas aqui, umas granadas ali, quando mais um canivetes e isqueiro.
Parikka dirige o filme de forma cru, realista e sem glamour, mostrando a através dos olhos angustiados do jovem soldado Jussi (Vesa-Matti Loiri), um mundo brutal e selvagem, que surge nas vidas de pessoas que antes eram fazendeiras. A atmosfera é pesada, densa e com um clima de morte intermitente. O caos é total, os soldados finlandeses não estavam preparados pra guerra e muito menos esses grupo. E quando a quando ela chega neles, vem sem piedade.
O exército vermelho comunista, não perdoava. Desciam como avalanche na neve pra cima do grupo de Jussi, que resistiam de forma desesperada, que depois passaram a lutar por sua sobrevivência. As cenas de batalha são intensas e claustrofóbicas, transmitindo com um impressionante realismo, todo horror e veracidade do combate de infantaria. O longa tem uma produção simples, mas perfeita. É tudo muito real, nas mais de 3:00 hrs, você é jogado pro front e só retorna quando o filme termina. A fotografia é sombria, gélida, num branco falso e sufocante, num cenário de floresta congelada, onde se você não perecer nas trincheiras, a fome, o frio e até os lobos, vem te buscar fácil.
Não há heróis idealizados nesse filme de Parikka, os personagens são homens comuns, com suas falhas, virtudes, amantes, vícios e erros de todo tipo, que lutam em batalhas de trincheiras por sua sobrevivência e pra proteger suas terras. Ação é intensa, as cenas são fortes e muito bem produzidas, com elenco principal interagindo de forma impressionante no combate, com momentos emocionantes que envolvem a gente pelas cenas e por umas sub tramas muito bem inseridas durante a ação.
É um tiroteio da porra, com uma infinidade de figurantes e eu acredito que usando tanques de guerra reais dessa época, tudo no meio do frio e metros de neve no chão. É tiro pra todo lado, bombas sem fim, explosões reais, com pedaços de corpos que voam até na gente no sala. As cenas finais são um terror! É uma batalha do capeta, os soviéticos vão pra cima dos finlandeses, com aviões, tanques e canhões, com o Stalin, Lenin e o Putin na ponta do fuzil. Mas os finlandeses não arregram e o desfecho é humilhante pros russos.
Eu desconhecia totalmente essa página da Segunda Guerra, e nunca tinha ouvido falar dessa filme. E perdi o chão... "A Guerra de Inverno" de Pekka Parikka, precisa ser mais conhecido. O filme é bruto, cru e violento, com uma história envolvente, sem heróis, com personagens praticamente reais, que vivem uma batalha desesperadora tentando impedir a invasão do seu país, dessa raça ruim comunista, que com a desculpa de libertar o povo, acabou sendo tão destruidora quanto os nazistas.
"A Segunda Guerra Mundial e suas histórias...", são palavras que eu adoro dizer nos meus comentários. Mas depois de alguns insights, acho que de fatos históricos essas histórias tem muito pouco.
Puta filme! Clássico cult.
Verdadeira obra prima do cinema.
O filme que vale a pena ver, conta essa parte da história... uma guerra muito foda.
Em Novembro de 1939, completamente sem nenhum apoio estrangeiro e nem do lado norueguês ou sueco, os finlandeses, com um exército de 160 mil espartanos do inverno, comeram na porrada uma divisão soviética inteira com 500 mil homens, 1000 aviões (dez vezes a mais q os finlandeses) e o numero de tanques incomparavelmente maior e superior. Os finlandeses tinham como armas antitanque coquetéis molotov e, com maestria no esqui, dominavam o ambiente da guerra, atacando os soviéticos sem parar de um lado pro outro e destruindo quase toda a primeira força de invasão soviética. A invasão, q deveria durar menos de uma semana para o crápula Stalin, filho do capeta, perdurou por 3 meses pq o exercito soviético lançou mais uma leva maciça e gigantesca de soldados contra os finlandeses heroicos, cuja humilhação perpetrada contra os soviéticos foi tão imensa, q encorajou Hitler a invadir a URSS.
Na época os noruegueses mesmo com apoio maciço naval inglês e ate mesmo com tropas inglesas no chão resistindo em Narvik, entregaram o pais diante da força de invasão alemã.
A Suécia permaneceu neutra.
Finlândia= pais de machos, resistiram sem apoio da Grã-Bretanha contra uma força infinita de soviéticos e mataram muitos do Exercito Vermelho, humilharam Stalin.
A lista dos 10 melhores filmes finlandeses... Prepare a pipoca!
A Finlândia é responsável pela produção de grandes pérolas do cinema, que vão de documentários premiados a toda a obra do cineasta indicado ao Oscar Aki Kaurismäki. Finlandeses nativos e finlandeses de coração simplesmente se apaixonam pelos filmes aqui apresentados. Num piscar de olhos você também estará recomendando esses filmes de comédia, drama e ação para todos os seus amigos. Infelizmente, muitos dos trailers disponíveis na Internet apresentem apenas legendas em inglês. Vamos à lista:
Rare Exports (Exportações Raras: um conto de Natal)
Diretor: Jalmari Helander (título original: Rare Exports), 2010
O filme retrata a tarefa desafiadora de reinventar um personagem familiar e tradicional como o Papai Noel em um contexto de ação, dando ao bom velhinho um lado obscuro. Este ousado filme de fantasia tem como cenário a Lapônia na época de Natal, onde o Papai Noel é descoberto e capturado. Crianças começam a desaparecer e a Lapônia passa a encarar uma gangue de elfos rebeldes empenhados em resgatar seu líder. Helander demonstra um grande talento em combinar ação e humor em um só filme. O inverno escuro e congelado da Lapônia se torna um dos principais personagens do filme. [OBSERVAÇÃO: filme não recomendado para crianças!]
Lapland Odyssey (Odisseia na Lapônia)
Diretor: Dome Karukoski (título original: Napapiirin sankarit), 2010
Também ambientado na Lapônia, este filme apresenta uma comédia com uma pitada de ação e é um pouco mais ensolarado que Rare Exports, porém em um cenário igualmente sinistro. A loucura toda começa quando Janne, uma preguiçosa de carteirinha, recebe a tarefa de sua amiga Inari de comprar um receptor de TV digital. Tudo acaba em uma grande diversão na neve. Janne e seus amigos se veem diante de uma série de erros hilariantes que vão dos horários limitados das lojas de eletrônicas em Rovaniemi até a chegada de turistas russos armados até os dentes. Lapland Odyssey é uma verdadeira pérola.
Mother of Mine (Minha Vida Sem Minhas Mães)
Diretor: Klaus Härö (título original: Äideistä parhain), 2005
Aproximadamente 70.000 crianças finlandesas foram enviadas para a Suécia durante a Segunda Guerra Mundial. O filme de Härö analisa esse período através do olhar de Eero, um garoto de nove anos de idade. Os temas abordados incluem confiança, amor e a dificuldade de fazer a coisa certa. A mãe de Eero não lhe inspira confiança alguma, e suas escolhas fazem com que o filho tenha dificuldades em confiar no amor materno. Seis anos depois, ele lê as cartas de sua mãe adotiva sueca após seu funeral e finalmente faz as pazes com o seu passado. O filme ganhou muitos prêmios internacionais, e foi eleito “Escolha da Audiência” no quesito de melhor narrativa na edição de 2006 do Festival Internacional de Cinema de Palm Springs.
Punk Syndrome (A Síndrome Punk)
Diretores: Jukka Kärkkäinen e Jani-Petteri Passi (título original: Kovasikajuttu), 2012
Na Finlândia, país famoso pela produção de documentários de altíssimo nível, The Punk Syndrome se destaca por sua qualidade e pelo assunto abordado: uma banda de punk rock cujos quatro membros são portadores de deficiência mental que deixa sua marca na cena musical. O motivo é simples: a banda simplesmente arrasa. Além de destacar uma grande banda do gênero, o documentário pode ser visto como uma prova do quão semelhantes nós somos, independentemente da segregação imposta pela sociedade. Como todo grande documentário, este apresenta uma visão bastante intimista dos membros da banda, e foi premiado com o SXGlobal Award no festival SXSW em Austin, Texas.
Steam of Life (Vapor de Vida)
Diretores: Joonas Berghäll e Mika Hotakainen (título original: Miesten vuoro), 2010
“Sauna” é a única palavra que migrou do finlandês para as línguas inglesa e portuguesa. Na Finlândia, as saunas não são apenas uma maneira de se banhar, e também de socializar. Esse filme retrata o coração e a alma do país de uma maneira única. Na tela, homens finlandeses se banham em várias saunas e compartilham seus pensamentos com bastante franqueza. Esta belíssima obra representa a humanidade e a masculinidade de modo tocante, considerando verdades universais a medida que lida com problemas relacionados ao desgosto, à vida e à síndrome do ninho vazio. Ele também retrata como a vida pode ser quando se tem um urso como melhor amigo. É difícil evitar as lágrimas no decorrer do filme.
Soldados Desconhecidos
Diretores: Edvin Laine, 1955 e Rauni Mollberg, 1985 (título original: Tuntematon sotilas)
Duas versões baseadas no mesmo clássico da literatura finlandesa, feitos com 30 anos de diferença, são belíssimas obras do cinema e retratam a mudança de atitudes diante da guerra e do patriotismo. Laine usa como referência o amado livro de Väinö Linna, que foi a princípio considerado controverso e o transforma em um tributo à alma e desenvoltura dos soldados Finlandeses durante a Segunda Guerra Mundial. A versão de Mollberg tem como foco os horrores e o impacto da guerra, e ele tomou todas as medidas possíveis para que seus atores chegassem ao limite emocional, privando-os das coisas mais simples e mudando o leiaute do set de filmagens sem aviso prévio. Os filmes contam a história de uma fábrica de metralhadoras de quinta categoria que é convocada inteira para a frente oriental finlandesa em 1941.
The Three Rooms of Melancholia (3 Quartos de Melancolia)
Diretor: Pirjo Honkasalo (título original: Melancholian kolme huonetta), 2004
A devastação causada pela Segunda Guerra na Chechênia e seu impacto nas crianças chechenas e russas é o grande foco desse documentário poético. A câmera nos mostra uma escola militar russa, uma vila destruída pela guerra e crianças em um campo de refugiados. Honkasalo deixa que as imagens falem por si mesmas, adotando narrações esparsas para contar uma história mágica de uma maneira bastante comovente e imparcial. O filme ganhou três prêmios no Festival de Cinema de Veneza e o prêmio “Damasco de Ouro” na categoria de melhor documentário no Festival Internacional de Cinema de Erevan, entre outros.
Black Ice (Gelo Negro)
Diretor: Petri Kotwica (título original: Musta jää), 2007
Esta obra de Kotwica consiste em uma ótima mistura de drama psicológico e humor negro. Saara é uma médica cujo marido arquiteto, Leo, está envolvido em um caso amoroso com uma mulher mais jovem, Tuuli. Para se vingar, Saara se torna amiga de Tuuli sem revelar sua verdadeira identidade. Eicca Toppinen, da banda Apocalyptica, compôs uma trilha sonora com a tensão perfeita para esse filme incrível. Kotwica foi indicado ao prêmio de melhor diretor no Festival Internacional de Cinema de Berlim e o filme foi refeito na Coreia do Sul com o título Du yeoja (Duas Mulheres).
Frozen Land (A Terra Congelada)
Diretor: Aku Louhimies (título original: Paha maa), 2005
Esse filme complexo envolve uma séria de histórias entrelaçadas que ganham vida por uma professora que perde o emprego. Como cineasta, Louhimies tende a olhar para os seres humanos e seus pontos fracos com um olhar bastante fixo, porém as pessoas tendem a ser resilientes com relação às suas fraquezas e atribulações. Às vezes ela chegam até a ser boas. Frozen Land foi premiado em Athens, Bergen, Gotemburgo, Leeds e Moscou.
Ricky Rapper (Ricky Rapper)
Diretor: Mari Rantasila (título original: Risto Räppääjä), 2008
Nesse filme baseado na série de livros infantis de Sinikka e Tiina Nopola, Ricky é um baterista e rapper que está sempre participando de várias jam sessions e outras travessuras. Independente e engenhoso, Ricky precisa encarar alguns adultos pra lá de quadrados de seu mundo que não compreendem sua paixão por batidas funkeadas. Porém, ele é fundamentalmente a favor de tudo o que há de bom no mundo. Um filme musical e familiar que todos podem curtir, Ricky Rapper foi um dos maiores sucessos de bilheteria no ano em que foi lançado.
Borrowing Matchsticks (Empréstimo de Fósforos)
Diretores: Leonid Gaidai e Risto Orko (título original: Tulitikkuja lainaamassa), 1980
Colaboração cinematográfica entre Finlândia e União Soviética, esta comédia ambientada na cidade de Liperi na Finlândia oriental é estrelada por atores russos e finlandeses, e tem como base um romance de 1910. A história começa com a ida de Antti Ihalainen até a casa do vizinho para pedir alguns fósforos emprestados, porém tudo muda quando Ihalainen se depara com o amigo Jussi Vatanen, que lhe dá uma carona. Vatanen, que está viúvo há um ano, precisa da ajuda de Ihalainen para encontrar uma nova esposa. Em pouco tempo as coisas ficam completamente fora do controle neste bem-sucedido exemplo de comédia bucólica e espalhafatosa. Você também pode conferir uma versão 100% finlandesa, dirigida em 1938 por Yrjö Norta e Toivo Särkkä.
Diretor e escritor Aki Kaurismäki
Assista o trailer de “Le Havre”, de Kaurismäki
Kaurismäki é um daqueles raros diretores cujo estilo é tão característico e único que inspira a criação de adjetivos. A palavra “Kaurismäkiresco” é usada para descrever tudo que vai de filmes alternativos norte-americanos a restaurantes de Helsinque. Ele produziu obras-primas do cinema europeu durante cada fase dos seus 30 anos de carreira. Como exemplo, temos Le Havre (2011) e Mies vailla menneisyyttä (Um homem sem passado, 2002). “Um homem sem passado” ganhou o Grand Prix e o Prêmio do Jurado Ecumênico em Cannes, além de ter sido o único filme finlandês indicado ao Oscar. As obras de Kaurismäki enfatizam sua empatia pelos oprimidos e desprovidos de direitos civis. Ele tem um talento incrível para fazer o espectador rir de coisas surpreendentes.
A Guerra de Inverno (em finlandês: Talvisota), também conhecida como a Guerra Soviético-Finlandesa ou Guerra Russo-Finlandesa, começou quando a União Soviética atacou a Finlândia a 30 de Novembro de 1939, três meses após o início da Segunda Guerra Mundial.
O Incidente de Mainila, uma operação de bandeira falsa onde os soviéticos dispararam com sua própria artilharia contra um vilarejo russo perto da fronteira, foi utilizado como pretexto para a invasão quando acusaram os finlandeses de o terem feito. Quatro dias depois deste suposto incidente, o exército soviético invade a Finlândia, o que provocou a expulsão da URSS da Liga das Nações em 14 de Dezembro de 1939.
Stalin esperava conquistar todo o país até ao final de 1939, mas a resistência finlandesa frustrou as forças soviéticas, que eram em maior número (3 soviéticos para 1 finlandês). A Finlândia aguentou o conflito até 13 de Março de 1940, quando um tratado de paz foi assinado, cedendo 10% do território finlandês, e 20% da sua capacidade industrial, à União Soviética.
Precedentes
Até o início do século XIX, a Finlândia constituía a parte oriental do Reino da Suécia. Em 1809 foi conquistada Rússia e, para proteger sua capital imperial, São Petersburgo, foi transformada em um Estado tampão autônomo dentro do Império Russo. No final do mesmo século, os russos iniciaram um programa de russificação na Finlândia para fortalecer o governo central e unificar o Império. Essa tentativa arruinou as relações entre os russos e finlandeses e movimentos de autodeterminação ganharam apoio popular na Finlândia.
Com a Primeira Guerra Mundial e o colapso do Império Russo após a revolução bolchevique, o senado da Finlândia declarou sua independência em 06 de dezembro de 1917. No ano seguinte as relações entre os dois países pioraram ainda mais, durante a Guerra Civil Finlandesa a Rússia Soviética deu apoio aos bolcheviques que queriam tomar o poder da nova nação. Os nacionalistas receberam apoio militar da Suécia, Polônia, Estônia e principalmente do Império Alemão. Os nacionalistas venceram o conflito. Em 1932 a União Soviética e a Finlândia assinaram um acordo de paz, renovado em 1934 para um prazo de 10 anos. Em 1938 após o Grande Expurgo, os soviéticos passaram a exigir da Finlândia alguns territórios e ilhas no Golfo da Finlândia. O governo finlandês recusou-se a seguir as exigências soviéticas.
Em 26 de novembro os soviéticos simularam um bombardeamento finlandês contra Mainila, no qual artilharia soviética disparou contra o pequeno vilarejo russo de Mainila e culpou a Finlândia de ter causado o ataque, inventando perdas militares além das civis. A União Soviética exigiu que os finlandeses pedissem desculpas pelo incidente e movessem as suas forças 20 a 25 quilômetros da fronteira. Os finlandeses negaram qualquer responsabilidade pelo ataque e recusaram-se a seguir as indicações soviéticas. A União Soviética utilizou esta operação de bandeira falsa como uma desculpa para quebrar o pacto de não agressão e quatro dias depois iniciou a Guerra de Inverno contra a Finlândia.
(Ganhamos chão suficiente para enterrar nossos mortos. - Oficial Soviético sobre os ganhos territoriais da URSS após o tratado de paz.)
★━━━━━━━━━★━━━━━━━━━★