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Data de lançamento
3 Fev. 2022Duração
Drew Evans (Josh Plasse) venceu na vida. Charmoso e arrogante, ele fecha negócios milionários e seduz as mulheres mais bonitas de Nova York apenas com seu sorriso.
Katherine Brooks (Katherine Hughes) é uma mulher linda, inteligente e ambiciosa, que não deixa nada nem ninguém distraí- la de sua busca pelo sucesso. Ela foi contratada pela empresa de investimentos do pai de Drew, o que vira a vida do rapaz de cabeça para baixo: a competição com ela o estressa, sua atração por ela o distrai e suas investidas fracassadas o frustram. Logo quando Drew achava estar próximo de ter tudo aquilo que queria, seu excesso de confiança põe tudo a perder.
Baseado no romance Atraído, de Emma Chase.
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TANGLED
Direção: Traci Hays
Ano: 2022
Assistido em: 14/03/2026
A vantagem das comédias românticas ou dramas românticos é que eles serve muito bem como passatempo. Você não tem nada para assistir, não tem nenhum título mais importante em vista, então dá o play facilmente e acompanha por uma hora e meia, duas horinhas, uma história boba, sem grandes pretensões, que não vai ofender ninguém, provavelmente vai te divertir, e rapidamente você vai esquecer. Quando eu vi o pôster desse filme, o que mais me chamou a atenção foi o título, que me lembrou bastante a adaptação da Disney para a história da Rapunzel, Tangled (2010). Vi também um casal protagonista bonito e pensei em dar uma chance. Para minha surpresa, gostei mais do que imaginei que iria gostar.
Drew Evans, um jovem e arrogante banqueiro de investimentos em Nova York, está acostumado a conseguir tudo o que quer, inclusive mulheres. Quando Katherine Brooks é contratada para trabalhar na empresa de seu pai, Drew Evans se depara com algo incomum: Katherine Brooks se mostra completamente imune ao seu charme e às suas investidas. Intrigado e cada vez mais obcecado, Drew Evans passa a tentar conquistá-la, iniciando um jogo de provocações e disputas profissionais que transforma a relação entre os dois.
O diferencial aqui é que esse gênero cinematográfico é, obviamente, muito mais voltado para mulheres. O comum é vermos a protagonista feminina como o foco central da história. Entretanto, aqui não. O nosso protagonista e narrador é Drew Evans, e o filme ser contado pelo ponto de vista dele faz bastante diferença. Geralmente o que esperamos é a mocinha redimindo o cafajeste, que acaba se apaixonando por ela e os dois iniciam um relacionamento. Aqui a dinâmica é um pouco diferente. O que vemos é Drew Evans sendo confrontado por Kate e repensando o próprio comportamento. Em vez de alguém tentando mudar outra pessoa para que ela se torne digna de um relacionamento, o que acontece é uma mudança que parte do próprio Drew Evans, que decide alterar seu jeito de ser por causa do que sente por Kate.
Mas, como nem tudo são flores, o roteiro rapidamente se rende aos clichês. Portanto, não espere uma história original, porque você não vai encontrar isso aqui. Os mesmos tropos de sempre estão presentes e tornam a trama extremamente previsível. Particularmente eu não me incomodo com o “mais do mesmo” quando ele é feito de forma caprichada. O que me incomoda é quando tentam forçar uma inovação mal construída. Aqui, por exemplo, achei completamente desnecessários os vinte minutos finais. Kate e Drew claramente já poderiam ter resolvido a situação entre eles, mas como ainda havia tempo de filme, os roteiristas decidiram inserir uma dinâmica boba em que Drew tenta provar para Kate que mudou. Na prática, um simples diálogo entre os dois resolveria tudo.
Sobre o elenco, convenhamos: Drew e Kate não têm química nenhuma. Eu não senti absolutamente nenhum pingo de tensão sexual entre eles. Pelo menos o Jesse Plasse é um tremendo gato e temos algumas cenas picantes para quem gosta. Para quem não gosta, paciência, é esperar pelo próximo. Trilha sonora, direção, roteiro, edição e montagem não têm nada que realmente chame a atenção. É tudo protocolar, tudo básico, feito da maneira mais simples possível. É uma produção de baixo orçamento que precisa se virar com os recursos que tem.
Eu nunca li o livro no qual o filme é baseado e provavelmente não terei interesse em ler, porque definitivamente não é o tipo de literatura que me atrai. Ainda assim, a adaptação não me ofendeu e não me tratou como idiota com decisões absurdas de roteiro. É um filme que dá para passar o tempo, mas também não vamos nos empolgar. Ele é só isso mesmo: um passatempo. Como eu disse antes, passadas algumas horas, já começa a evaporar da nossa cabeça. Mas tudo bem. Ele foi feito para ser assim e dentro dessa proposta ele cumpre exatamente o que promete.
Chaaaato, estranhei bastante, porque quando li o livro eu gostei.
Acho que não curti muito os atores.
Pra quem quiser assistir tem no telegram.