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Sinopse
Sob as ordens de um chefe do crime implacável, um motorista de fuga precisa lutar contra sua consciência e levar um membro da equipe desavisado para uma execução em uma emboscada. Há uma longa viagem pela frente.
Suspense e ação na medida certa num filme sem maiores pretensões que ainda tem Pepper, um bom ator infelizmente com pouca projeção em Hollywood. Sou fã!
BRING HIM TO ME Direção: Luke Sparke Ano: 2023 Assistido em: 24/03/2024
Tenho uma atração natural por esse filmes completamente desconhecidos, que ficam de fora do circuito comercial, cuja a grande maioria me dá uma dor de cabeça desgraçada para conseguir assistir, mas ainda assim, nunca dispenso uma história que considero interessante. Esse aqui em especial chamou minha atenção devido a sinopse, e mesmo que com desconfiança, lá fui eu assistir já esperando por uma bomba, mas até que me surpreendi.
Um motorista de fuga acaba recebendo a missão de levar um jovem criminoso até os líderes da facção, sem que o rapaz saiba que na verdade está indo para sua execução. O que parecia ser uma simples missão vai se complicando quando eles passam a ser perseguidos no caminho, o que leva o motorista e seu jovem carona a se afeiçoar um ao outro.
Nunca tive problema nenhum com clichês, desde que bem feitos, eles podem sim ser uma grata surpresa, e apesar do roteiro não trazer absolutamente nenhuma novidade, o diretor até consegue conduzir bem a sua história. O que a princípio poderia ser apenas mais um filme de ação qualquer, surpreende quando faz a história progredir e desenvolve seus personagens apenas com os diálogos. Por ser de baixo orçamento, nós não temos cenários complexos, ou grandes externas, é tudo feito a toque de caixa, mas mesmo assim todas os momentos de diálogo entre o motorista e o jovem ladrão servem para nos entregar detalhes sobre os dois, enriquecendo assim o texto e por consequência fazendo com que o filme fuja do padrão de 90% das produções do gênero que se resumem apenas a porradaria sem que exista substância na história.
Com exceção do Sam Neill, que é um ator consagrado, e do Liam McIntyre que eu já conhecia, o elenco é composto por desconhecidos que se destacam bastante em seus papéis, principalmente a dupla de protagonistas que está muito bem no que é posposto.
Bring Him To Me, é ilimitado pelo seu orçamento, mas consegue encontrar na criatividade de seu roteirista/diretor espaço para ir além do lugar comum. Não é aquele filme inovador que vai se tornar cult ou vai influenciar o gênero, nada disso, é uma produção simples, mas o destaque maior fica por conta de uma preocupação em construir uma base para os personagens, o afeto entre os protagonistas soa exagerado devido ao espaço de tempo do qual a história se encaixa, mas é inegável que há um esforço por parte dos realizadores para tornar aquele relacionamento algo crível, algo que não é facilmente encontrado nesse tipo de produção, e nesse quesito o filme já vale mais que quase tudo que é produzido no gênero.
Suspense e ação na medida certa num filme sem maiores pretensões que ainda tem Pepper, um bom ator infelizmente com pouca projeção em Hollywood. Sou fã!
Um bom filme de ação, nada de espetacular, mas com boas atuações.
- Chicago Indie Film Awards 2023: premiado como Melhor Direção;
Filme acima da média, com boa atuação de Barry Pepper.
BRING HIM TO ME
Direção: Luke Sparke
Ano: 2023
Assistido em: 24/03/2024
Tenho uma atração natural por esse filmes completamente desconhecidos, que ficam de fora do circuito comercial, cuja a grande maioria me dá uma dor de cabeça desgraçada para conseguir assistir, mas ainda assim, nunca dispenso uma história que considero interessante. Esse aqui em especial chamou minha atenção devido a sinopse, e mesmo que com desconfiança, lá fui eu assistir já esperando por uma bomba, mas até que me surpreendi.
Um motorista de fuga acaba recebendo a missão de levar um jovem criminoso até os líderes da facção, sem que o rapaz saiba que na verdade está indo para sua execução. O que parecia ser uma simples missão vai se complicando quando eles passam a ser perseguidos no caminho, o que leva o motorista e seu jovem carona a se afeiçoar um ao outro.
Nunca tive problema nenhum com clichês, desde que bem feitos, eles podem sim ser uma grata surpresa, e apesar do roteiro não trazer absolutamente nenhuma novidade, o diretor até consegue conduzir bem a sua história. O que a princípio poderia ser apenas mais um filme de ação qualquer, surpreende quando faz a história progredir e desenvolve seus personagens apenas com os diálogos. Por ser de baixo orçamento, nós não temos cenários complexos, ou grandes externas, é tudo feito a toque de caixa, mas mesmo assim todas os momentos de diálogo entre o motorista e o jovem ladrão servem para nos entregar detalhes sobre os dois, enriquecendo assim o texto e por consequência fazendo com que o filme fuja do padrão de 90% das produções do gênero que se resumem apenas a porradaria sem que exista substância na história.
Com exceção do Sam Neill, que é um ator consagrado, e do Liam McIntyre que eu já conhecia, o elenco é composto por desconhecidos que se destacam bastante em seus papéis, principalmente a dupla de protagonistas que está muito bem no que é posposto.
Bring Him To Me, é ilimitado pelo seu orçamento, mas consegue encontrar na criatividade de seu roteirista/diretor espaço para ir além do lugar comum. Não é aquele filme inovador que vai se tornar cult ou vai influenciar o gênero, nada disso, é uma produção simples, mas o destaque maior fica por conta de uma preocupação em construir uma base para os personagens, o afeto entre os protagonistas soa exagerado devido ao espaço de tempo do qual a história se encaixa, mas é inegável que há um esforço por parte dos realizadores para tornar aquele relacionamento algo crível, algo que não é facilmente encontrado nesse tipo de produção, e nesse quesito o filme já vale mais que quase tudo que é produzido no gênero.