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Data de lançamento
2 Set. 2023Duração
A judoca iraniana Leila e sua treinadora Maryam, viajam para o Campeonato Mundial de Judô, com a intenção de trazer para casa a primeira medalha de ouro do Irã. No meio da competição, elas recebem um ultimato da República Islâmica ordenando que Leila finja uma lesão e perca. Com a liberdade dela e de sua família em jogo, Leila se depara com uma escolha impossível: fingir uma lesão e obedecer ao regime iraniano como Maryam implora que ela faça, ou desafiar as duas e lutar pelo ouro.
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Filme interessante sobre como uma ditadura comanda a vida das pessoas....
Grande reflexão sobre a situação entre Irã e Israel e como essas situações respingam em pessoas que apenas querem seguir sua vida, aqui neste caso, se dedicar ao esporte e carreira que ama. Provocativo, o filme não necessariamente toma partido entre os lados da tensão, mas fica evidente à crítica ao governo autocrático Iraniano que, aliado ao apego que criamos pela protagonista, reforça ainda mais essa ideia. Um filme reflexivo, que mostra o quão grande é o valor das liberdades individuais.
Raramente vemos um filme de arte persa sobre mulheres no esporte, e esse drama é uma oportunidade única, uma fita de grande beleza artística em um roteiro formidável, conduzido por uma dupla de cineastas de origens diferentes, o israelense Guy Nattiv (vencedor do Oscar de curta-metragem por “Skin”, em 2019) e a iraniana Zar Amir Ebrahimi (também atriz do filme, vencedora do prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes por “Holy spider”, em 2022). Eles transformam o esporte em palco para discussões políticas. A história acompanha Leila Hosseini (Arienne Mandi), judoca iraniana que em pleno campeonato mundial é obrigada a escolher entre obedecer ao regime dos aiatolás e abandonar a competição ou fingir uma lesão para não enfrentar uma rival israelense. A decisão carrega peso pessoal e coletivo, já que sua treinadora Maryam (Zar Amir Ebrahimi) também traz consigo duras marcas de experiências semelhantes. Filmado em um bonito preto-e-branco, com câmera próxima e inquieta, em que capta grandes lances de treinos e luta, o longa é uma metáfora da luta por liberdade e dignidade. A protagonista tem de treinar de véu (hijab), já que o Irã restringe mulheres no esporte, e as poucas que vão precisam seguir as leis do país. E o tatame deixa de ser palco esportivo para se converter em arena emocional, onde cada hesitação revela a opressão que sufoca as personagens. Além do drama pessoal, o filme tem toques de suspense, numa das primeiras coproduções Irã e Israel, dois países hoje em guerra. Exibido nos festivais de Tóquio e Munique e na mostra Horizons do Festival de Veneza, onde recebeu um prêmio humanitário, “Tatame” é um filme simbólico sobre luta, respeito e empoderamento feminino, que abre fortes discussões políticas sobre o regime autoritário do Irã quanto a restrição às mulheres. Estreou semana passada nos cinemas brasileiros, pela Kajá Filmes. POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspotcom
"Na trama, a judoca iraniana Leila Hosseini recebe um ultimato do governo: desistir do Campeonato Mundial para não correr o risco de enfrentar uma atleta israelense."
Não tem como não se emocionar!
Muito além de um filme sobre esporte, escolhas e provações, "Tatame" marcar uma colaboração inédita entre Irã e Israel nos cinemas: o filme é dirigido pelo israelense Guy Nattiv e pela iraniana Zar Amir Ebrahimi. Parece impossível nos dias de hoje, né?
Você confere a escolha dela que está disponível para assistir principalmente no MUBI e através do Prime Video em algumas regiões, sendo um drama intenso focado em judô e política.
Garanta seu lugar!
Ótimo exemplo de filme-critica a regimes teocráticos radicais. Merecia uma produção melhor, com maior orçamento, pois ficou meio nítida a falta de "acabamento". Sem spoilers, pois não é surpresa para ninguém, mas o maior inimigo da protagonista, a judoca iraniana Leila Hosseini, não estava no tatami.