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Data de lançamento
29 Junho 2018Duração
Sequestrada por um inventor que a faz de cobaia para aprimorar um sistema de inteligência artificial robótica, uma jovem tenta fugir de seu cativeiro de alta tecnologia.
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⚠️ Alerta de spoiler: Se você não viu o filme, corre daqui.
A Netflix às vezes se supera em fazer filmes ruins. "Tau" é um suspense de cativeiro disfarçado de ficção científica sobre inteligência artificial, e consegue a proeza de transformar uma premissa claustrofóbica em sequências de dar vergonha. Nem Maika Monroe, Ed Skrein e a voz cabulosa do Gary Oldman conseguem salvar um roteiro que trata a inteligência do público como memória de galinha.
A trama é um amontoado de conveniências absurdas. Maika Monroe vive Julia, uma jovem sequestrada por um cientista sociopata (Ed Skrein) e trancada numa casa futurista ultratecnológica. A missão do sujeito? Extrair dados cerebrais de cobaias humanas para aperfeiçoar o "Tau", a inteligência artificial que controla a mansão. Só que o cientista genial comete o erro primário de deixar a sua cobaia passeando pela casa, limpando a cozinha e batendo papo com o sistema operacional. É aí que o filme despenca de vez no ridículo.
"Tau", a máquina que controla lasers de precisão e drones assassinos, tem a maturidade de uma criança de pré-escola. Julia consegue manipular a I.A. mais avançada do planeta simplesmente ensinando o que é o "mundo lá fora", lendo livros de historinha para o robô e conversando sobre música. A inteligência artificial suprema é dobrada na base do papo furado e do afeto maternal da garota. O suspense psicológico vira, de repente, uma historinha de amizade piegas entre a vítima e o computador.
O clímax é uma piada visual. Entre luzes de LED azuis e vermelhas dignas de um comercial de casa inteligente, surge um robô de segurança ridículo, com efeitos visuais que parecem saídos do PlayStation. O confronto final é um horror! Não passa tensão, não tem peso e não tem um pingo de lógica científica. Tudo é limpo, genérico, previsível e sem alma.
"Tau" do Federico D'Alessandro, não é apenas um filme decepcionante; é um desperdício de tempo e de elenco. Pega o pavor do cativeiro e a ameaça da tecnologia descontrolada e transforma tudo numa historinha de ninar para computador ir dormir. É um produto de catálogo vendido como revolução do sci-fi, mas que, logo depois que se assiste, é esquecido no segundo em que os créditos sobem.
O começo do filme é bom e intrigante, o final tem um desfecho legal, mas até chegar no final, olha, é dureza, filme com ia e robô, não é fácil fazer vc simpatizar com o bicho, então só sobra a mulher, que é bonita
Curti, prende a atenção e se passa o tempo. A Maika é muito gata.
Filme com muitos furos e conveniencias, mas mesmo assim é interessante. Se tivesse a qualidade do Ex-Machina seria 5 estrelas.
Tem aquelas conveniências típicas de roteiros, como
a Julia "arrancar" os óculos da camisa do Alex sem ele notar,