Os grupos de teatro estudantis da Gdank nos anos 50 são o tema deste filme, que conta a história romântica de Jacek e Margueritte, tendo como inspiração a Nouvelle Vague francesa.
Não conhecia filme ou realizador, e dei um grito quando vi o nome de meu amado Cybulskinho nos créditos de abertura - inclusive como co-roteirista: tive acesso a esta obra como presente de final de ano, num cineclube virtual do qual participo, e teve tudo a ver com o clima dissolvente das relações, prestes a entregarem-se às festividades. Fiquei impressionado com as similaridades da trama (e do modo de filmar) em relação à pentalogia truffautiana do Antoine Doinel, com um detalhe adicional merecedor de atenção: o modo como os idiomas através dos quais os personagens tentam conversar revelam algo acerca de suas intenções, seja na historicidade nem sempre compreendida do polonês do protagonista, seja no francês modernizado da garota por quem ele se apaixona, passando, logicamente pelo pragmatismo anglofílico dos conquistadores que surgem numa quadra de tênis (um deles, sendo o jovem e já ousado Roman Polanski). Fotografia belíssima, que converte os cenários naturais em algo similar às obras de Kandinsky. As intervenções teatrais são maravilhosas, antecipando a irrupção de poesia que ocorre na segunda metade de A DUPLA VIDA DE VERONIQUE. Gratíssima descoberta, filme que ajuda a salvar vidas, em seu platonismo anunciado: o intenso Zbigniew redige uma declaração de princípios aqui. Faço côro! (WPC>)
Primeiro filme do diretor, não fica devendo em nada para Truffaut ou Goddard, com um elenco muito competente. O filme tem vários pontos positivos, o primeiro é a parte técnica da direção, simplesmente de tirar o fôlego. Janusz Morgenstern consegue imagens maravilhosas com uma câmera na mão. Teresa Tuszynska é o segundo ponto, a atriz que faz Marguerite é de arrasar corações, com um carisma e uma beleza que não se vê mais no cinema faz tempo. E o terceiro ponto, para ficar só em três, são as imagens do teatro estudantil, todas as cenas são excelentes, mas o teatro de mãos é de uma sensibilidade que cai muito bem no contexto do filme. Um filme para assistir e reassistir só contemplando sua beleza.
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Amo demais esse filme, mas perdi o cd que eu tinha onde o filme estava gravado. Consegui baixar o filme no pirate bay mas não encontro legendas em local algum da internet. Alguém tem o arquivo já com legenda ou link de onde baixar legenda pra me passar? Obrigada!
Não conhecia filme ou realizador, e dei um grito quando vi o nome de meu amado Cybulskinho nos créditos de abertura - inclusive como co-roteirista: tive acesso a esta obra como presente de final de ano, num cineclube virtual do qual participo, e teve tudo a ver com o clima dissolvente das relações, prestes a entregarem-se às festividades. Fiquei impressionado com as similaridades da trama (e do modo de filmar) em relação à pentalogia truffautiana do Antoine Doinel, com um detalhe adicional merecedor de atenção: o modo como os idiomas através dos quais os personagens tentam conversar revelam algo acerca de suas intenções, seja na historicidade nem sempre compreendida do polonês do protagonista, seja no francês modernizado da garota por quem ele se apaixona, passando, logicamente pelo pragmatismo anglofílico dos conquistadores que surgem numa quadra de tênis (um deles, sendo o jovem e já ousado Roman Polanski). Fotografia belíssima, que converte os cenários naturais em algo similar às obras de Kandinsky. As intervenções teatrais são maravilhosas, antecipando a irrupção de poesia que ocorre na segunda metade de A DUPLA VIDA DE VERONIQUE. Gratíssima descoberta, filme que ajuda a salvar vidas, em seu platonismo anunciado: o intenso Zbigniew redige uma declaração de princípios aqui. Faço côro! (WPC>)
Uma obra prima do cinema polonês e mundial. Uma história linda sobre amores que vem e vão. Teresa Tuszynska é um espetáculo à parte.
Primeiro filme do diretor, não fica devendo em nada para Truffaut ou Goddard, com um elenco muito competente. O filme tem vários pontos positivos, o primeiro é a parte técnica da direção, simplesmente de tirar o fôlego. Janusz Morgenstern consegue imagens maravilhosas com uma câmera na mão. Teresa Tuszynska é o segundo ponto, a atriz que faz Marguerite é de arrasar corações, com um carisma e uma beleza que não se vê mais no cinema faz tempo. E o terceiro ponto, para ficar só em três, são as imagens do teatro estudantil, todas as cenas são excelentes, mas o teatro de mãos é de uma sensibilidade que cai muito bem no contexto do filme. Um filme para assistir e reassistir só contemplando sua beleza.
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Amo demais esse filme, mas perdi o cd que eu tinha onde o filme estava gravado. Consegui baixar o filme no pirate bay mas não encontro legendas em local algum da internet. Alguém tem o arquivo já com legenda ou link de onde baixar legenda pra me passar?
Obrigada!