A história de Ted Bundy, o mais terrível seral killer e criminoso sexual da América, que admitiu ter matado mais de 35 mulheres em um período de 4 anos, um homem inegavelmente bonito, charmoso e cheio de carisma, guiado e atormentado por seu outro lado cheio de fantasias estranhas e doentias. Através de seu charme atraiu, ameaçou e tirou as vidas de mulheres que confiaram nele.
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Esse filme entrega uma biografia simples na estrutura, mas interessante na execução. A obra consegue traçar bem a trajetória criminosa, sádica e cruel do Bundy sem florear o que ele fez.
O ritmo é ótimo e o elenco entrega um bom trabalho, mas o grande destaque vai totalmente para o Michael Reilly Burke. O cara mandou muito bem no papel: ele consegue passar perfeitamente aquele charme e carisma falso que o Ted usava para enganar as pessoas, mas muda a chave de forma assustadora nas cenas mais grotescas e pesadas.
O que mais impressiona e causa repulsa é o choque de realidade. É bizarro e medonho parar para pensar que um ser humano foi capaz de cometer tantas atrocidades no mundo real. Uma obra que incomoda justamente por ser verdade.
TED BUNDY
Direção: Matthew Bright
Ano: 2002
Assistido em: 28/06/2025
Qualquer pessoa que tente conhecer minimamente os serial killers mais famosos da história fatalmente vai se deparar com o nome de Theodore Robert Bundy — talvez o mais célebre entre os infames assassinos dos últimos 40 ou 50 anos. Ted Bundy é um caso único, não há paralelos. É estudado por psiquiatras, forças policiais e especialistas em psicologia criminal, e mesmo com toda essa fama, jamais teve um filme que realmente fizesse jus à complexidade e monstruosidade que representava. Costumam retratar apenas trechos esparsos da sua vida. Poucos ousaram mergulhar, de fato, em sua trajetória como assassino. É aí que entra este longa, que se propõe a fazer justamente isso.
O carismático e perturbador Ted Bundy leva uma vida dupla: enquanto encanta mulheres com seu charme, comete uma série de assassinatos brutais. Acompanhamos sua trajetória de estudante aparentemente comum até se tornar um dos serial killers mais notórios da história, enquanto manipula todos ao seu redor e desafia o sistema judicial.
O maior trunfo da obra é a falta de pudor. Aqui, roteiro e direção não suavizam absolutamente nada. As cenas são gráficas, explícitas e desconfortáveis como devem ser. O longa não esconde o modus operandi de Bundy nem tenta dourar a pílula. A violência é mostrada com crueza: ele tortura, espanca, abusa e mata com brutalidade física e psicológica. É um filme que não alivia para o espectador. Não há cortes convenientes. Ele vai até o limite do aceitável.
Mas se por um lado o roteiro acerta ao retratar o horror com honestidade, por outro erra grosseiramente ao ignorar a principal ferramenta que Ted Bundy usava para matar: seu carisma. Essa era a arma mais afiada dele — sua capacidade de encantar, seduzir, convencer. Bundy não era só um monstro sanguinário; era um manipulador nato. E nesse ponto o filme fracassa. O ator em cena (Michael Reilly Burke) jamais transmite esse poder de persuasão. Faltou magnetismo. Faltou credibilidade. Faltou um Ted Bundy com presença e perigo disfarçado de charme.
Bundy já foi retratado diversas vezes pelo cinema, mas nunca com excelência. Este talvez seja o que mais se aproxima de encancarar sua “vida profissional”, por assim dizer. No entanto, ainda falha ao simplificar demais a figura complexa que ele foi. Quem estuda o caso sabe da importância dos traumas de infância, da estrutura familiar disfuncional, da revelação tardia de que sua "irmã" era, na verdade, sua mãe, dos indícios de que seu avô — um homem violento — fosse seu verdadeiro pai. Nada disso aparece no filme. Tampouco há espaço para o espetáculo grotesco que foi seu julgamento, um dos mais famosos da história criminal dos Estados Unidos. Tudo isso é sumariamente ignorado. O roteiro escolhe se concentrar nos assassinatos e descarta o que veio antes e depois. E aí mora a limitação mais gritante.
Ted Bundy não se tornou um dos mais infames serial killers de todos os tempos apenas porque matou muito. Ele foi prolífico, cruel, mas também hipnotizante. Era um predador social, um lobo em pele de galã. E um filme realmente relevante sobre ele precisa retratar todas essas camadas. Não se trata de glorificar um assassino, longe disso — trata-se de expor como o perigo às vezes tem rosto bonito, fala mansa e olhar gentil. Mostrar isso seria prestar um serviço ao entendimento do mal real, provando que por trás de um rosto bonito também pode viver um monstro.
PS: E só para deixar claro, essa história de que o termo “serial killer” foi criado para Ted Bundy é pura invenção. O conceito surgiu na mesma época em que ele agia, mas não foi cunhado para ele especificamente.
eh poggers
01/05/2023
Passou o tempo
Bom filme, mais uma versão mostrando os atos horrorosos desse ser ....Vi dia 27/09/21.