Juan Sayago (Jorge Martínez de Hoyos) é condenado a dezoito anos de prisão após matar um homem em um duelo. Juan cumpre sua pena e assim que sai da cadeia, traça um plano para sua vida: viver tranquilamente em sua cidade natal ao lado de Mariana Sampedro (Marga López). No entanto, os filhos do homem que Juan matou não pretendem deixar que ele viva tão tranquilamente assim.
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Uma boa pedida para quem procura um faroeste bem diferente dos estilos clássico americano ou dos spaghetti. A começar pelo protagonista, que foge difere totalmente do tipo galã e herói dos faroestes tradicionais. O roteiro dos escritores Gabriel Garcia Marquez e Carlos Fuentes se concentra mais na psicologia, traumas e remorsos dos personagens do que nos tiroteios. Ótima estreia na direção de Arturo Ripstein.
Um amigo pediu que eu escrevesse algo sobre a filmografia deste realizador, do qual eu só havia visto um filme, imperdoavelmente. Empreendi uma minimaratona com alguns de seus títulos, no final de semana, e fiquei espantado com o quão pronto ele já estava, em seu primeiro longa-metragem como diretor, aos 23 anos de idade. Com colaboração no argumento e roteiro de Gabriel García Marquéz, este filme é repleto de frases de impacto, paradoxos existenciais e pujança na composição dos personagens e situações. Mas é também um trabalho que respeita as convenções do faroeste crepuscular, ao mesmo tempo em que ostenta um estilo impressionante, nato, de um autor obcecado pelas questões referentes ao confinamento (físico e psicológico), que adere à câmera na mão em seqüências-chave. O trabalho do elenco é primoroso. Adorei! (WPC>)