Como conheci o diretor via DESERET, hesitei em reconhecê-lo como um cineasta estrutural. Em conversas com amigos, o adjetivo apareceu. E precisei deste filme para admitir. Porém, talvez não tenha visto a obra em condições adequadas: fiquei impaciente, não relaxei. Inventei até mesmo uma espécie de narrativa chistosa para a sucessão de céus (que começam meio nebulosos e abrem-se cada vez mais ao azul, como uma espécie de progressão nefelibática do heterossexualismo - risos), quando deveria entregar-me à contemplação propriamente dita. Sendo assim, não apreciei muito o primeiro céu, pois a imagem da cópia a que tive acesso estava ruim. O segundo, por sua vez, deslumbrou-me, em sua pletora cromática. Comecei a notar que, volta e meia, aparecia um aviãozinho em meio às nuvens, até o sobejo de fumaça no sétimo céu e os sons de tiro no oitavo, quase em preto e branco. Ao final, as nuvens de tipo cirro fixam-se no céu, o filme termina, ensolarado até (ainda que não vejamos a nossa estrela essencial). Preciso assistir a mais filmes benninguianos: eis a conclusão! (WPC>)
No primeiro céu a gente tá esperando um corte e a continuacão da narrativa -- ou o comeco dela. No oitavo aprendemos a ver o que nunca paramos para olhar. No final parece que fomos reprogramados para ver a vida novamente.
Como conheci o diretor via DESERET, hesitei em reconhecê-lo como um cineasta estrutural. Em conversas com amigos, o adjetivo apareceu. E precisei deste filme para admitir. Porém, talvez não tenha visto a obra em condições adequadas: fiquei impaciente, não relaxei. Inventei até mesmo uma espécie de narrativa chistosa para a sucessão de céus (que começam meio nebulosos e abrem-se cada vez mais ao azul, como uma espécie de progressão nefelibática do heterossexualismo - risos), quando deveria entregar-me à contemplação propriamente dita. Sendo assim, não apreciei muito o primeiro céu, pois a imagem da cópia a que tive acesso estava ruim. O segundo, por sua vez, deslumbrou-me, em sua pletora cromática. Comecei a notar que, volta e meia, aparecia um aviãozinho em meio às nuvens, até o sobejo de fumaça no sétimo céu e os sons de tiro no oitavo, quase em preto e branco. Ao final, as nuvens de tipo cirro fixam-se no céu, o filme termina, ensolarado até (ainda que não vejamos a nossa estrela essencial). Preciso assistir a mais filmes benninguianos: eis a conclusão! (WPC>)
No primeiro céu a gente tá esperando um corte e a continuacão da narrativa -- ou o comeco dela. No oitavo aprendemos a ver o que nunca paramos para olhar. No final parece que fomos reprogramados para ver a vida novamente.