Tendaberry

Tendaberry (2024)
Tendaberry
Média do filme: 3.6 de 5 — baseado em 26 votos
MÉDIAFILMOW
3.6
26 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Data de lançamento 21 Jan. 2024 Outras datas
Duração 117 min (1h57)
Classificação indicativa de Tendaberry: 18 - Não recomendado para menores de 18 anos
Status Streaming

Data de lançamento

21 Jan. 2024

Duração

117 minutos Classificação indicativa de Tendaberry: 18 - Não recomendado para menores de 18 anos
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Sinopse

Quando seu namorado retorna à Ucrânia para cuidar do pai doente, Dakota, de 23 anos, precisa lidar com a ansiedade precária de se apegar ao passado e construir seu futuro em meio ao seu universo no South Brooklyn.

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Sede de Sangue | Trailer Legendado

Sede de Sangue

Comentários 2
amigos querem ver
danielreck
Daniel Reck
1 ano atrás

Uma belíssimo manifesto sobre a vida, seus desafios, e a forma de lidar com eles. Ótimo trabalho da diretora estreante, que retrata as ansiedades e dúvidas das personagens com um enquadramento intimista, e também da atriz Kota Johan, com uma atuação segura e fundamental para o sucesso da obra.

felipebosobrida
Felipe
1 ano atrás

Fundada em Londres em 2007, a Mubi é uma das maiores plataformas de streaming de filmes cult, que reúne em seu catálogo centenas de curtas, médias e longas-metragens de diversos países, além de séries. Nasceu como uma rede social para cinéfilos, depois virou distribuidora de cinema e hoje também produz filmes. ‘Tendaberry’ é um dos lançamentos da temporada, um peculiar drama norte-americano sobre uma jovem solitária de 23 anos que reside em Coney Island e enfrenta a solidão quando o namorado volta para a Ucrânia para cuidar do pai acometido por uma doença. Ela não tem mais notícias dele e descobre estar grávida. No limite entre o abandono e a desesperança, a jovem Dakota planeja o que fazer de sua vida agora. Primeiro trabalho de uma atriz que dá um show com uma interpretação natural, sem exageros, Kota Johan, que é a essência dessa história triste, desalentadora. Exibido nos festivais de Sundance, Torino e Cleveland, o filme marca a estreia da diretora Haley Elizabeth Anderson, que conduz de forma brilhante a protagonista por caminhos e descaminhos durante quatro momentos de sua dura vida, utilizando a fotografia urbana e os sons da cidade a favor do longa. A estética tem uma curiosa mistura de fitas cassete e 16mm, com um tom envelhecido. Gostei muito desse filme autoral, feminino, e confesso que sempre me surpreendo com os lançamentos da Mubi – ela distribuiu recentemente outros três que estão na minha lista para assistir, ‘Grand Tour’ (2024, premiado como melhor diretor para Miguel Gomes no Festival de Cannes), ‘Grand Theft Hamlet’ (2024, exibido no CPH:DOX) e ‘Acabe com eles’ (2024, exibido no Festival de Toronto). Por FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb

andydolll
Wendy
1 ano atrás

Que filme gostoso e que retrata em cada passagem a atmosfera de Nova York.
Você se sente vivendo ali cada pedaço e não perde o interesse pelo rumo da história.
E a música presente em cada passagem do filme.
Triste, melancólico,nostálgico,intenso e cru.
Descreveria dessa forma!

tomcar
Tom
½
1 ano atrás

Tendaberry é uma rara, nostálgica e melancólica coletânea de recortes da vida da jovem Dakota. E, misturado a isso, o filme constrói uma carta de amor à cidade de Nova York, além de uma ode a transitoriedade e a beleza da vida.

O título faz referência direta ao álbum 'New York Tendaberry' (1969), da cantora e compositora nova-iorquina, Laura Nyro. Nyro criou o termo "tendaberry" como uma palavra própria, descrevendo-o como uma essência que representa nascimento, ternura, fragilidade, força e verdade. Esse termo representa e explica bem a essência do filme.

Dakota é uma jovem com um passado problemático e que tem a vida virada de cabeça para baixo ao conhecer um rapaz ucraniano. Eles vivem um romance intenso e encantador, com Nova York ao fundo, o que torna a história ainda mais adorável. O problema é que rapaz precisa voltar para o país de origem, para cuidar do pai doente e, assim que ele retorna, a guerra da Ucrânia começa. Os dias vão se passando, os meses e até os anos... Dakota precisa juntar os próprios pedaços e retomar a vida. O filme segue mostrando essa costura entre passado, presente e futuro da personagem, sempre de um modo tão real e cru, como tenro e afetuoso. É por isso que o filme é um raro recorte de momentos da vida, pois não romantiza nada como costumeiramente os filmes gostam de fazer. A diretora Haley Elizabeth Anderson conduz o filme de modo tão real, que passa a sensação de que o espectador está acompanhado intimamente a vida daqueles personagens.

Outro ponto que não é romantizado, nem glamorizado é a cidade de Nova York. O filme é uma carta de amor à cidade, porém, faz isso de maneira tão crua, que consegue captar a essência dela. Em um momento do filme, a Dakota diz que há uma palavra secreta e, após uma pausa, ela revela que essa palavra é "quebrado". O caos urbano de Nova York é uma analogia perfeita para essa palavra secreta. Pois, apesar do mundo ser imperfeito, ele encontra ordem em meio a esse caos, o que chega a ser até poético ter a capacidade e sensibilidade de enxergar e reconhecer isso.

Por fim, o filme também traz uma discussão muito importante sobre existencialismo e sobre como tudo é efêmero e exige uma certa urgência para ser desfrutado. Dakota, assim como todos os seres humanos, perdeu muitas pessoas ao longo do caminho. E isso a fez se perder de si mesma também. O caminho entre ela e algumas dessas pessoas se encurtou em outro ponto, mas a lição que ela aprendeu, foi a de que ela é a única pessoa de quem ela não pode soltar a mão jamais.

Tendaberry é um filme para sentir, acima de tudo. E não buscar sentido o tempo todo. Ele é para os sensíveis. É certo de que o fato de ele exigir mais da atenção do espectador, o torna um pouco mais longo do que realmente é, no entanto, não é tão difícil se encantar com o longa e nem perceber as quase 2 horas de duração do filme voarem. As narrações e o monólogo final são poderosos e marcam na alma, fazendo do final um abraço que, de vez em quando, todos nós precisamos.

tomcar
Tom
½
1 ano atrás

Esse é daquele tipo de filme para sentir. O título faz referência direta ao álbum 'New York Tendaberry' (1969), da cantora e compositora Laura Nyro. Nyro criou o termo "tendaberry" como uma palavra própria, descrevendo-o como uma essência que representa nascimento, ternura, fragilidade, força e verdade. E o termo representa bem a coletânea de sentimentos e lembranças construída no filme.

Essa frase dita pela personagem central descreve bem o filme:

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

"E a palavra secreta é... quebrado"


Somos todos quebrados e isso faz parte desse mundo imperfeito que encontra ordem no caos.

Há também esse outro trecho que está em sintonia com a fala anterior:

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

"O mundo é tão grande.
O que eu tenho a ver com isso??
Dane-se o caos, viva a harmonia.
Não quero ser uma coleção de tristezas […]"

E esse monólogo final ganha a gente como se fosse um abraço quentinho. Mesmo que você não estivesse gostando do filme até ali, é esse final que vai te ganhar. Não há mais nada a dizer depois dele, a não ser sentir:

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

“Existe o que você quer e existe o que a Terra nos dá. O tempo é indiferente a nós, assim como a Terra. Quando queremos ficar, a terra diz não, o tempo diz não. Suplico aos pés de cada entidade que conheci, mas o tempo diz não, eu imploro, mas a Terra diz não. Você precisa se mover, e se mover agora, precisa seguir em frente sem olhar para trás, e todos que eu conheci e a todos que virão, sinto sua falta, sempre sentirei. Eu os amei tanto. Em alguns anos vai ter um cassino aqui. Haverá um complexo de compras e mais cinco condomínios, talvez um novo parque. O tempo é nosso, mas só por 1 segundo. A Terra ri, chora, mas eu sigo dançando. Aconteça o que for, será sempre mais um ano sem você, depois cinco e depois sete. Sei que nunca nos conhecemos, que nunca fomos nada e ao invés de um retorno, ao invés de um final, todos nos tornamos cada canto, cada ação, cheiro, visão, cada alegria que nos leva de volta, que nunca deveria ter sido, e eu sigo dançando. Quando eu envelhecer, vou deixar toda minha tristeza aqui, levar toda alegria comigo pelo resto dos meus dias. Vou ao encontro do sol no meu ritmo, cair na água no meu ritmo e mergulharei nas profundezas, voltando para respirar e sairei pra secar no meu ritmo. Viva o cara que roubou, viva sua filha, viva as crianças do outro lado da rua, viva a mulher vizinha da porta ao lado, viva a garota que canta no trem e viva eu, viva os meus amigos e as lembranças que eu tenho com eles, viva.”

Um brinde a vida e a quem sabe desfrutar dela, mesmo diante de tantos problemas e caos.

editado
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