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Inspirada na vida e obra do avô Joaquim da Costa Ribeiro, pioneiro da física no Brasil, Ana investiga os mistérios do Termodielétrico, fenômeno natural descoberto por ele em 1944. Visita plantações de palmeiras, jazidas minerais e laboratórios, mesclando materiais de arquivo com paisagens atuais. Ela narra para o espectador tudo o que encontra ao longo do percurso, convergindo os campos da arte e da ciência. Esse encontro enigmático, cheio de perguntas e dúvidas, mas também de curiosidade e poesia, resulta em uma profunda reflexão sobre as mudanças de fase em nossas vidas.
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Belíssimo
Em alguns cinemas brasileiros desde o dia 14/10, esse documentário brasileiro é uma experiência sensorial única, um filme-ensaio da diretora e artista visual Ana Costa Ribeiro, que trata das pesquisas de seu avô, o físico Joaquim da Costa Ribeiro, em torno do fenômeno termodielétrico – processo de geração de correntes elétricas associadas a alterações do estado físico de diversos materiais. A cineasta faz uma montagem ousada, juntando imagens de arquivo, paisagens brasileiras, vozes e parte gráfica, criando um filme completamente mágico e autoral. E é ela quem faz a narração off. O resultado é uma grande discussão acerca da memória, perda, ressignificação e ciência. Exibido em festivais como IDFA, na Holanda, Festival do Rio e Mostra de São Paulo. Distribuído nos cinemas brasileiros pela Embaúba Filmes. POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA NA WEB
Está nos cinemas esse documentário brasileiro que é uma experiência sensorial única, um filme-ensaio da diretora e artista visual Ana Costa Ribeiro, que trata das pesquisas de seu avô, o físico Joaquim da Costa Ribeiro, em torno do fenômeno termodielétrico – processo de geração de correntes elétricas associadas a alterações do estado físico de diversos materiais. A cineasta faz uma montagem ousada, juntando imagens de arquivo, paisagens brasileiras, vozes e parte gráfica, criando um filme completamente mágico e autoral. E é ela quem faz a narração off. O resultado é uma grande discussão acerca da memória, perda, ressignificação e ciência. Exibido em festivais como IDFA, na Holanda, Festival do Rio e Mostra de São Paulo. Nos cinemas brasileiros distribuído pela Embaúba Filmes.
POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA NA WEB
Engana-se quem pensa que vai assistir um filme didático sobre a biografia de um dos cientistas mais importantes do país. Com um olhar poético, o documentário consegue unir dois universos, que, em um primeiro momento, parecem antagônicos. No longa, poesia e ciência caminham juntos, de mãos dadas. Nesse encontro tardio mas poderoso entre avô e neta muitas reflexões são postas à prova. O que o público pode esperar é um filme que fala do tempo e dos ciclos da vida, das transformações que vamos sofrendo com o passar dos anos. É claro, o fenômeno termodielétrico está presente, no entanto, sua interpretação para além da física é o que parece interessar nesta narrativa.
https://jornalnota.com.br/2024/10/11/termodieletrico-aposta-na-poesia-para-contar-a-historia-do-cientista-joaquim-da-costa-ribeiro/
Quando fui designado para ver este filme, fiquei apreensivo: tenho dificuldades com o aprendizado de Física, e temi que fosse um documentário que requisitasse conhecimentos específicos. Tão logo soube da relevância do cientista homenageado, avô da diretora, quis saber mais sobre as suas pesquisas, sobre o conceito titular, eliminar o semi-preconceito anterior. Porém, trata-se de um ensaio fílmico de cariz familiar, à la Petra Costa, sendo a narração da diretora muito similar, inclusive. Há muitas digressões na fala dela, e uma conveniente romantização das viagens do biografado, enquanto a sua esposa ficava no Brasil, com nove filhos para criar. Não duvido da pureza dos sentimentos compartilhados e gosto de como, obedecendo a um apotegma godardiano, poesia, ciência, cinema, é tudo misturado na narração. Mas a tendência à volição de expectativas ("depois eu falo sobre isso"), incomoda pela repetição estratégica, por mais que as descobertas posteriores realmente valham a pena. É curto, mas há muito a ser visto e ouvido aqui, na rememoração pormenorizada da realizadora. Talvez faltasse algum direcionamento, mas isto seria trair o instinto afetivo, em prol de algum interesse específico. Não era o que ela quis fazer. Serve, como ficou, portanto: é, no mínimo, um incitador de curiosidades (e um registro perspicaz das condições classistas da intelectualidade brasileira de outrora, para quem se interessa pela temática)! (WPC>)