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Enquanto são recitados sonetos de Shakespeare por Judi Dench - quatorze ao todo - lentas imagens contam o amor de dois homens perdidos em paisagens opacas e espectrais, nas quais se deixam viajar e buscam pelos seus próprios desejos.
"A dream world of magic and ritual, yet there are images of burning cars and radar systems, which reminds you there's a price to be paid in order to gain this dream in the face of a world of violence".
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"Todos os dias são noites até que eu te veja."
The Angelic Conversation #TheAngelicConversation de #DerekJarman Reino Unido,1985.
Jarman fez no mesmo ano duas obras onde a inspiração é William Shakespeare. A Tempestade e esse The Angelic Conversation. Aqui são os sonetos de Shakespeare na voz de Judi Dench que vão se sobrepondo às imagens de dois amantes. Eles se amam, passeiam em lugares bucólicos, vagam pelo mundo. Jarman faz aqui uma obra reflexiva, de contemplação onde nós espectadores somos transportados para aquele lugar, para dentro dos sonetos do autor inglês. É obra de arte filmada.
#PaulReynolds #PhillipWilliamson #WilliamShakespeare #JudiDench
Esse filme me passa a impressão que ele contratou atores héteros para fazerem as cenas homos, longe da verdade de sentimentos e da beleza das imagens e dos momentos que poderiam ser, me parecem modelos fazendo algo desconfortável em cena na busca de oportunidades que o cinema parece ter. Essa impressão me causa uma sedução velada e a fetichização de corpos estranhos que assim como a poesia de Shakespeare entoada magistralmente por Dench é terrivelmente perversa, doce e deslumbrante.
O filme-poema de Derek Jarman dispensa diálogos e se sustenta pela declamação dos célebres sonetos de Shakespeare e pela força das imagens que revelam toda a beleza do amor entre dois homens.
"É meu fiel amor que destrói meu repouso".
Derek Jarman sempre nessa intensidade aí...