Durante uma reportagem em uma usina nuclear na Califórnia, Kimberly Wells (Jane Fonda), uma repórter, vê algo muito irregular e Richard Adams (Michael Douglas), seu cinegrafista, filma discretamente o "incidente". No entanto, devido a pressões, o filme não passa no noticiário. Fica claro que existe um esquema para tentar encobrir o acontecido, pois se o caso viesse à tona a usina seria fechada até uma nova vistoria ser feita, o que significaria um prejuízo de vários milhões de dólares. Kimberly e Richard desejam descobrir a verdade e recebem uma grande ajuda de Jack Godell (Jack Lemmon), um engenheiro da usina, que gradativamente toma consciência da gravidade da situação.
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Assisti a esse filme uma vez, alguns anos atrás. Lembro de pouca coisa, mas uma dessas coisas foi da atuação excelente do grande Jack Lemmon e do visual diferente do Michael Douglas. Tenho que rever esse filme!
4.8.26
Filme alerta, filme denúncia, de uma pertinência e realismo incríveis e excepcionais.
Desconheço outro cuja temática tenha sido tão grandiosa e oportuna, em relação à época do seu lançamento, ocorrido em março de 1979.
Quem sabe, até mesmo, tenha sido filme de UTILIDADE PÚBLICA.
Isso porque nos tempos da guerra fria o programa nuclear dos blocos americano e soviético expandiu-se a níveis críticos, trazendo aos cidadãos, como consequência, uma contínua sensação de medo, insegurança e impotência.
Nessa época, nos EUA, a exploração da energia nuclear já não era monopólio do Estado e dos militares, havendo usinas no setor privado destinadas a produção comercial sobretudo da energia elétrica.
Essa proliferação da produção nuclear (desenfreada) gerou inquietação nas populações que habitavam locais próximos às usinas, pelo receio de um eventual vazamento de material radioativo, ou má destinação do lixo nuclear, de consequências invariavelmente catastróficas para a saúde das pessoas e do meio ambiente.
A incrível história baseia-se num livro (de autoria de Mike Gray e T. S. Cook), sendo que o filme foi otimamente adaptado e produzido.
A trama toda é muito inteligente, causa suspense, prende atenção. O roteiro e os diálogos são perfeitos, a ambientação é satisfatória e as atuações são convincentes, merecendo destaque a personagem de Jane Fonda.
Merece especial exaltação a DEMOCRACIA, a liberdade de expressão consagrada nas leis e nos corações e mentes do povo americano. Embora a democracia não seja um regime perfeito, de longe ainda é o melhor dos sistemas de governo.
Em países de regimes totalitários como a China Comunista, Irã, Coreia do Norte e URSS (à época), onde são proibidas a liberdade de imprensa e produção artística, onde não vigoram leis justas e onde a atuação estatal não é exercida com isenção e transparência, acontecem problemas graves, erros de todo tipo e até crimes, e tudo fica acobertado pelos camaradas dos regimes, através da repressão e da ameaça.
Nota 9.
Filme-denúncia sobre a indústria nuclear, os perigos e interesses econômicos a ela inerentes, uma mensagem que só se fortaleceu após os acidentes de Three-Mile Island, Chernobyl e Fukushima. Fonda, Douglas e Lennon apresentam ótimas performances.
Quando terminei de assistir pensei que se tratava de um história real e fui pesquisar, o filme é considerado uma premonição pois após 12 dias aconteceu um acidente nucler na Pensilvânia, quantos mais não aconteceram ao logo da história por causa da negligência e corrupção dos poderosos, é um filme investigativo muito bem conduzido pelo diretor James Bridges e atuado pelo trio que não precisa de apresentações, Jane Fonda, Jack Lemmon e Michael Douglas.
O Diretor James Bridges acerta todos os fundamentos, mas porque seu tema explosivo logo atingiria o alvo com um terrível incidente da vida real na usina nuclear de Three Mile Island, na Pensilvânia. Godell, de Lemmon, é um retrato arrasador, pelo qual o ator recebeu uma indicação ao Oscar, e Jane Fonda é atraente e confiável como ajornalista que quer ser mais do que um rosto bonito. Michael Douglas também produziu.