John Booth (David Morse) sofre um acidente que toma a vida da filha de Freddy Gale (Jack Nicholson) e então o leva pra cadeia. Cinco anos depois de sua saída, Freddy decide acabar com a vida de John como modo de vingança pela morte de sua filha...
É lento, pode aparecer arrastado para alguns, mas acho a conclusão do filme tão pesada e surpreendente, longe dos finais convencionais, que a trama demorada meio que passa bem a angústia do protagonista. É um filme que mexe com a ideia de sacrifício, e como uma pessoa pode perder tudo em nome de uma promessa que talvez nunca possa cumprir. Entre outros pensamentos que este drama causa, realmente é marcante o desfecho, amargamente reflexivo.
No final, Jerry Black, interpretado por Nicholson, está completamente obcecado em cumprir sua promessa de encontrar o assassino da menina. Ele acredita que o culpado é um pedófilo em série que já matou antes e está convencido de que conseguiu atrair o criminoso ao armar uma emboscada usando a filha de sua namorada como isca. Jerry espera ansiosamente que o assassino apareça, e ele tem certeza de que finalmente pegará o culpado. No entanto, o plano não dá certo. O assassino, que estava realmente a caminho de atacar a menina, morre em um acidente de carro antes de chegar ao local. Isso faz com que Jerry, que não tem essa informação, passe a ser visto como paranóico pelos outros, já que não há mais indícios de que o verdadeiro assassino já existiu. Com o tempo, Jerry acaba desmoronando emocionalmente. Ele se torna um homem perturbado, consumido por sua promessa não cumprida, incapaz de convencer alguém de sua teoria. Aí a parada termina com o Jerry solitário, desiludido e à beira da loucura, em uma estação de gasolina, ainda esperando por um criminoso que ele nunca saberá que está morto. Esse final é surpreendente porque subverte a expectativa de que a justiça seria feita (e suas nuances) ou que a obsessão do Jerry seria recompensada. Em vez disso, o "Guarda de Trânsito" (tradução livre) mostra o quanto essa promessa o destrói, levando-o a um fim trágico sem redenção ou respostas claras. Mais ou menos como é no mundo real 90% das vezes (chutando porcentagens).
Filme bagunçado,sem ritmo e pouco ambicioso.Conta com um drama bem atuado na metade que se estende até o final.Tudo graças a boa participação de Anjelica Houston,que consegue ser o destaque nesse filme. O segundo filme em que Sean Penn se aventura na direção,na medida do possível,consegue ser um bom filme.
Vale pelo Morse, grande atuação desse ator tão subestimado. Sean ainda não tinha o perícia toda que ia desenvolver mais pra frente, mas eu gosto da história e gosto desse filme.
Assisti na Bandeirantes anos atrás, e achei um bom drama. Além das ótimas atuações do elenco, a história é realista, sincera e amarga, um pouco prejudicada pelo ritmo e pela duração. Mas vale a pena ser conhecido.
11.11.1997
É lento, pode aparecer arrastado para alguns, mas acho a conclusão do filme tão pesada e surpreendente, longe dos finais convencionais, que a trama demorada meio que passa bem a angústia do protagonista. É um filme que mexe com a ideia de sacrifício, e como uma pessoa pode perder tudo em nome de uma promessa que talvez nunca possa cumprir. Entre outros pensamentos que este drama causa, realmente é marcante o desfecho, amargamente reflexivo.
No final, Jerry Black, interpretado por Nicholson, está completamente obcecado em cumprir sua promessa de encontrar o assassino da menina. Ele acredita que o culpado é um pedófilo em série que já matou antes e está convencido de que conseguiu atrair o criminoso ao armar uma emboscada usando a filha de sua namorada como isca. Jerry espera ansiosamente que o assassino apareça, e ele tem certeza de que finalmente pegará o culpado. No entanto, o plano não dá certo. O assassino, que estava realmente a caminho de atacar a menina, morre em um acidente de carro antes de chegar ao local. Isso faz com que Jerry, que não tem essa informação, passe a ser visto como paranóico pelos outros, já que não há mais indícios de que o verdadeiro assassino já existiu. Com o tempo, Jerry acaba desmoronando emocionalmente. Ele se torna um homem perturbado, consumido por sua promessa não cumprida, incapaz de convencer alguém de sua teoria. Aí a parada termina com o Jerry solitário, desiludido e à beira da loucura, em uma estação de gasolina, ainda esperando por um criminoso que ele nunca saberá que está morto. Esse final é surpreendente porque subverte a expectativa de que a justiça seria feita (e suas nuances) ou que a obsessão do Jerry seria recompensada. Em vez disso, o "Guarda de Trânsito" (tradução livre) mostra o quanto essa promessa o destrói, levando-o a um fim trágico sem redenção ou respostas claras. Mais ou menos como é no mundo real 90% das vezes (chutando porcentagens).
PS: Pronto, agora não esqueço.
Filme bagunçado,sem ritmo e pouco ambicioso.Conta com um drama bem atuado na metade que se estende até o final.Tudo graças a boa participação de Anjelica Houston,que consegue ser o destaque nesse filme.
O segundo filme em que Sean Penn se aventura na direção,na medida do possível,consegue ser um bom filme.
Vale pelo Morse, grande atuação desse ator tão subestimado. Sean ainda não tinha o perícia toda que ia desenvolver mais pra frente, mas eu gosto da história e gosto desse filme.
Assisti na Bandeirantes anos atrás, e achei um bom drama. Além das ótimas atuações do elenco, a história é realista, sincera e amarga, um pouco prejudicada pelo ritmo e pela duração. Mas vale a pena ser conhecido.