O que mais mantém esse filme interessante é a grandiosa atuação de Laurence Olivier, que consegue transformar o seu convicto personagem em algo pulsante e intenso. Vida de Solteiro é um filme obviamente teatral, sobre frustrações e família, que se traduz especificamente na personagem de Brenda De Banzie. Então me incomodou o injusto tempo e atenção dado a ela. Merecia mais. O filme é, também, um dos principais marcos da nouvelle vague britânica, sendo o segundo longa metragem de Tony Richardson. Não é o melhor do diretor, mas serve muito de introdução para a sua obra-prima seguinte.
É meu estilo de filme, aquela tristeza, fracasso, miséria, o outro lado da coisa. Na arte, acho que essas características também tem uma certa beleza. Ainda mais no mundo de hoje que todo mundo tem que ser perfeito, não podem errar, ser bonito, não ter nenhum defeito....quando a gente vê esse tipo de filme, a gente lembra que é humano. Muito legal!
Produção inglesa indicada ao Oscar de melhor ator, Laurence Olivier (1907-1989); no BAFTA, teve mais 3 nomeações, incluindo melhor ator britânico, Laurence Olivier, e melhor roteiro britânico. Parte da performance de Sir Laurence Olivier foi baseada no comediante do Music Hall Max Miller, também conhecido como "The Cheeky Chappy" ("Nunca haverá outro como eu"). O filme foi baseado na peça teatral de mesmo nome de John Osborne (1929-1994). A história de Archie Rice, ambientada durante a Crise de Suez, foi uma parábola do declínio do Reino Unido como potência mundial.
Houve mais 2 versões deste filme: o belga De humorist (68) e o americano The entertainer (75), ambos realizados para a TV. Foram as estréias no cinema de Albert Finney (1936-2019) e de Alan Bates (1934-2003). Laurence Olivier e Joan Plowright se conheceram durante a produção teatral de "The entertainer". Eles se casaram em 1961 e permaneceram casados até a morte de Olivier em 1989. Roger Livesey (1906-1976), que interpretou o pai de Laurence Olivier, era menos de um ano mais velho que ele. Um bom drama familiar e sombrio, sobre um egoísta envelhecido e patológico, com elenco britânico de primeira linha. Um dos maiores problemas, talvez, seja o excesso de diálogos que não param em nenhum minuto, te prende na tela sem te dar descanso, seja durante as conversas normais ou durantes os números apresentados pelo artista.
Em novembro de 1956, Archie Rice é um artista em declínio que se apresenta nos vaudevilles ingleses. Ele tenta manter a sua carreira, mesmo com o mundo artístico das performances musicais caindo no esquecimento. Enquanto ele busca se reerguer profissionalmente, sua vida pessoal entra em crise.
O que mais mantém esse filme interessante é a grandiosa atuação de Laurence Olivier, que consegue transformar o seu convicto personagem em algo pulsante e intenso. Vida de Solteiro é um filme obviamente teatral, sobre frustrações e família, que se traduz especificamente na personagem de Brenda De Banzie. Então me incomodou o injusto tempo e atenção dado a ela. Merecia mais. O filme é, também, um dos principais marcos da nouvelle vague britânica, sendo o segundo longa metragem de Tony Richardson. Não é o melhor do diretor, mas serve muito de introdução para a sua obra-prima seguinte.
332. (25/10/2019)
É meu estilo de filme, aquela tristeza, fracasso, miséria, o outro lado da coisa. Na arte, acho que essas características também tem uma certa beleza. Ainda mais no mundo de hoje que todo mundo tem que ser perfeito, não podem errar, ser bonito, não ter nenhum defeito....quando a gente vê esse tipo de filme, a gente lembra que é humano.
Muito legal!
Produção inglesa indicada ao Oscar de melhor ator, Laurence Olivier (1907-1989); no BAFTA, teve mais 3 nomeações, incluindo melhor ator britânico, Laurence Olivier, e melhor roteiro britânico. Parte da performance de Sir Laurence Olivier foi baseada no comediante do Music Hall Max Miller, também conhecido como "The Cheeky Chappy" ("Nunca haverá outro como eu"). O filme foi baseado na peça teatral de mesmo nome de John Osborne (1929-1994). A história de Archie Rice, ambientada durante a Crise de Suez, foi uma parábola do declínio do Reino Unido como potência mundial.
Houve mais 2 versões deste filme: o belga De humorist (68) e o americano The entertainer (75), ambos realizados para a TV. Foram as estréias no cinema de Albert Finney (1936-2019) e de Alan Bates (1934-2003). Laurence Olivier e Joan Plowright se conheceram durante a produção teatral de "The entertainer". Eles se casaram em 1961 e permaneceram casados até a morte de Olivier em 1989. Roger Livesey (1906-1976), que interpretou o pai de Laurence Olivier, era menos de um ano mais velho que ele. Um bom drama familiar e sombrio, sobre um egoísta envelhecido e patológico, com elenco britânico de primeira linha. Um dos maiores problemas, talvez, seja o excesso de diálogos que não param em nenhum minuto, te prende na tela sem te dar descanso, seja durante as conversas normais ou durantes os números apresentados pelo artista.
Em novembro de 1956, Archie Rice é um artista em declínio que se apresenta nos vaudevilles ingleses. Ele tenta manter a sua carreira, mesmo com o mundo artístico das performances musicais caindo no esquecimento. Enquanto ele busca se reerguer profissionalmente, sua vida pessoal entra em crise.
Não assisti, nem sei se quero!