Tara é uma mulher sobrecarregada e infeliz com sua situação de mãe e dona de casa, que sente estar perdendo aos poucos o amor do marido Mark. Diante dessa situação, Tara decide comprar uma passagem só de ida para Paris, esperando que isso a ajude a tomar as rédeas da própria vida e a se redescobrir.
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Vi em 10/02/26. Que pena deixar os filhos e o marido por um momento, por uma sensação....
Um Bilhete para Longe Daqui. Direção Dominic Savage. Filmaço. Filme questione a visão romântica da maternidade e do casamento, mostra a solidão, a fragilidade emocional, a depressão silenciosa dentro do relacionamento. É um filme profundo e reflexivo que leva muitas mulheres e homens a identificarem com a história,porque vivem situações semelhantes. A pessoa se sente sufocada, presa ao casamento, filhos, local, mas a alma anseia por liberdade, pela vida em movimento. No filme a Tara(Gemma Arterton) sempre estava olhando trens em movimento, a água no rio, as pessoas se movimentando, era sua alma presa, sufocado, pedindo por liberdade, de viver a vida intensamente e não ser mãe e esposa o tempo todo, existia vida além da casa, dos filhos, do marido e quando se vive sufocado, a tendência é ser muito infeliz. O som do filme é a vida fluindo, contrário da vida da personagem, estagnada. Trilha sonora excelente. Fotografia ruas em movimento, tudo nesse filme está ligado ao movimento. Filme profundo, emocional que mexe com os sentimentos do espectador. "Às vezes é preciso ter mais coragem para ficar do que partir"
Um drama lento, mas profundo. A depressão em sua forma mais realista e sufocante.
As vezes me sinto como a personagem. O espaço me sufoca, os barulhos, a rotina, o simples peso do tempo passando como gotejar de água. Gostei dessa sensação que o filme passa. É uma sensação de agonia e eu entendo bem.
Um drama bem real, sufocante, triste e lento.
A atuação de Gemma Arterton está impecável. Deu pra sentir todo o sentimento de depressão, angústia, solidão e insatisfação que a personagem Tara enfrenta numa rotina desgastante e sem propósito pessoal.
Há alguns sons de batidas como se Tara fosse uma panela de pressão pronta para explodir. Talvez seja exatamente assim que ela se sinta: pressionada pelo marido em ser uma amante, dona de casa exemplar e mãe dedicada, mas infeliz com a vida que leva.
Não deve ser fácil passar por isso quieta, sem ter o apoio de ninguém ou alguma válvula de escape.