O conto sádico de um menino solitário, mentalmente incapacitado, que faz amizade com seu reflexo em um espelho antigo. Esta criatura demoníaca ordena-lhe matar as pessoas que ele mais ama.
Um interessante filme bizarro, psicodélico e até um pouco surreal. E é justamente a combinação de todos esses fatores que dá a ele uma atmosfera única. Mais bizarro ainda é a história por trás da obra que levou 15 para ser concluído.
Enfim, o maior destaque é a performance do Frederick Koehler, tanto na atuação do deficiente como na forma da entidade ele mandou bem demais, bem versátil, conseguindo manter a consistência de dois personagens tão complexos e opostos. O desempenho dele é o que realmente carrega a parte psicológica e esquizofrênica do terror do filme.
Quanto ao desenvolvimento da história, é ai que o filme se enrola. O ritmo não é dos melhores, fora que até acontecer alguma coisa que prenda a atenção é meio chato na maior parte do tempo. Pelo menos a atuação do protagonista acaba compensando, além disso a participação do Michael Berryman como o diabão dá um charme a mais com uma belíssima maquiagem.
E voltando a falar da bizarra história da produção, aqui está o resumo:
Os 15 anos de "inferno de desenvolvimento" não foram um atraso de estúdio, mas sim o resultado da obsessão total e dos problemas pessoais do diretor, Andrew Getty.
Andrew Getty era herdeiro da fortuna do petróleo Getty e usou grande parte da sua riqueza ($4 a $6 milhões de dólares) para financiar o filme. No entanto, ele não tinha experiência formal em cinema, o que resultou em uma produção caótica e prolongada.
O Caos por Trás da Produção de 15 Anos A produção do filme se estendeu de 2002 até o lançamento em 2017 por uma série de fatores, todos centrados no diretor:
1. Obsessão Pessoal e Perfeccionismo (Década de Edição) Ideia Baseada em Pesadelos: O roteiro (originalmente chamado The Storyteller) foi baseado em pesadelos horríveis que Getty teve na infância, o que o levou a acreditar que alguém estava "plantando" essas visões em sua mente. Ele estava tentando materializar esse trauma de forma literal.
A "Pós-Produção Eterna": Embora as filmagens tenham levado seis anos para serem concluídas (de 2002 a 2008), o maior atraso ocorreu na pós-produção. Getty converteu uma sala de sua mansão em um estúdio de edição e passou o resto da vida (de 2008 a 2015) obcecado em aperfeiçoar cada quadro. Ele construía seus próprios equipamentos de câmera e criava efeitos especiais intrincados em casa.
Detalhes Desnecessários: Ele gastava fortunas e meses de trabalho em detalhes que apareciam por segundos na tela, como um polvo animatrônico que tocava bateria.
2. Luta Contra o Vício e Morte Trágica Uso de Metanfetamina: Infelizmente, Getty lutava contra o vício em metanfetamina durante grande parte da produção. Críticos e relatos de bastidores apontam que o filme é "visivelmente a obra de um amador sob a influência de poderosos narcóticos", resultando em uma experiência cinematográfica incrivelmente surreal e bizarra.
Morte Antes da Conclusão: Andrew Getty morreu em 2015, aos 47 anos, devido a complicações de úlcera causadas pelo uso prolongado de drogas. Ele morreu antes que a coloração e a edição final do filme estivessem prontas.
3. Caos no Set de Filmagem Finanças Instáveis: Apesar de ser milionário, Getty gastava o dinheiro de forma errática, o que causava a interrupção das filmagens e problemas de financiamento.
Troca Constante de Equipe: O elenco e a equipe técnica mudaram inúmeras vezes ao longo dos anos. Apenas os atores Frederick Koehler e Michael Berryman permaneceram. Os créditos finais têm uma lista enorme de nomes para cada função, confirmando a alta rotatividade.
Corte Final do Produtor: Depois da morte de Getty, o produtor Michael Luceri assumiu o material inacabado. Em homenagem ao amigo, ele usou as anotações de Getty para finalizar a edição e o filme foi lançado dois anos depois, em 2017.
Resumindo, a produção de The Evil Within foi mais uma jornada de obsessão pessoal e autodestruição de um herdeiro rico sem limites criativos do que um projeto de cinema tradicional, o que acabou transformando-o em um filme com uma lenda trágica em Hollywood.
Filme tão ruim que eu adorei assistir. As cenas e efeitos especiais são bem legais e a atuação parece ser desvalorizada apenas pela edição. É previsível e o roteiro não ajuda nem nas cenas e nem nas falas, mas ao mesmo tempo consegue manter a gente curioso. Nem sei como avaliar, mas vale a experiencia.
A proposta do filme é bem legal, no início pensei que iria ser muito ruim mas acabei me surpreendendo.
Um interessante filme bizarro, psicodélico e até um pouco surreal. E é justamente a combinação de todos esses fatores que dá a ele uma atmosfera única. Mais bizarro ainda é a história por trás da obra que levou 15 para ser concluído.
Enfim, o maior destaque é a performance do Frederick Koehler, tanto na atuação do deficiente como na forma da entidade ele mandou bem demais, bem versátil, conseguindo manter a consistência de dois personagens tão complexos e opostos. O desempenho dele é o que realmente carrega a parte psicológica e esquizofrênica do terror do filme.
Quanto ao desenvolvimento da história, é ai que o filme se enrola. O ritmo não é dos melhores, fora que até acontecer alguma coisa que prenda a atenção é meio chato na maior parte do tempo. Pelo menos a atuação do protagonista acaba compensando, além disso a participação do Michael Berryman como o diabão dá um charme a mais com uma belíssima maquiagem.
E voltando a falar da bizarra história da produção, aqui está o resumo:
Os 15 anos de "inferno de desenvolvimento" não foram um atraso de estúdio, mas sim o resultado da obsessão total e dos problemas pessoais do diretor, Andrew Getty.
Andrew Getty era herdeiro da fortuna do petróleo Getty e usou grande parte da sua riqueza ($4 a $6 milhões de dólares) para financiar o filme. No entanto, ele não tinha experiência formal em cinema, o que resultou em uma produção caótica e prolongada.
O Caos por Trás da Produção de 15 Anos
A produção do filme se estendeu de 2002 até o lançamento em 2017 por uma série de fatores, todos centrados no diretor:
1. Obsessão Pessoal e Perfeccionismo (Década de Edição)
Ideia Baseada em Pesadelos: O roteiro (originalmente chamado The Storyteller) foi baseado em pesadelos horríveis que Getty teve na infância, o que o levou a acreditar que alguém estava "plantando" essas visões em sua mente. Ele estava tentando materializar esse trauma de forma literal.
A "Pós-Produção Eterna": Embora as filmagens tenham levado seis anos para serem concluídas (de 2002 a 2008), o maior atraso ocorreu na pós-produção. Getty converteu uma sala de sua mansão em um estúdio de edição e passou o resto da vida (de 2008 a 2015) obcecado em aperfeiçoar cada quadro. Ele construía seus próprios equipamentos de câmera e criava efeitos especiais intrincados em casa.
Detalhes Desnecessários: Ele gastava fortunas e meses de trabalho em detalhes que apareciam por segundos na tela, como um polvo animatrônico que tocava bateria.
2. Luta Contra o Vício e Morte Trágica
Uso de Metanfetamina: Infelizmente, Getty lutava contra o vício em metanfetamina durante grande parte da produção. Críticos e relatos de bastidores apontam que o filme é "visivelmente a obra de um amador sob a influência de poderosos narcóticos", resultando em uma experiência cinematográfica incrivelmente surreal e bizarra.
Morte Antes da Conclusão: Andrew Getty morreu em 2015, aos 47 anos, devido a complicações de úlcera causadas pelo uso prolongado de drogas. Ele morreu antes que a coloração e a edição final do filme estivessem prontas.
3. Caos no Set de Filmagem
Finanças Instáveis: Apesar de ser milionário, Getty gastava o dinheiro de forma errática, o que causava a interrupção das filmagens e problemas de financiamento.
Troca Constante de Equipe: O elenco e a equipe técnica mudaram inúmeras vezes ao longo dos anos. Apenas os atores Frederick Koehler e Michael Berryman permaneceram. Os créditos finais têm uma lista enorme de nomes para cada função, confirmando a alta rotatividade.
Corte Final do Produtor: Depois da morte de Getty, o produtor Michael Luceri assumiu o material inacabado. Em homenagem ao amigo, ele usou as anotações de Getty para finalizar a edição e o filme foi lançado dois anos depois, em 2017.
Resumindo, a produção de The Evil Within foi mais uma jornada de obsessão pessoal e autodestruição de um herdeiro rico sem limites criativos do que um projeto de cinema tradicional, o que acabou transformando-o em um filme com uma lenda trágica em Hollywood.
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Filme tão ruim que eu adorei assistir. As cenas e efeitos especiais são bem legais e a atuação parece ser desvalorizada apenas pela edição. É previsível e o roteiro não ajuda nem nas cenas e nem nas falas, mas ao mesmo tempo consegue manter a gente curioso. Nem sei como avaliar, mas vale a experiencia.
A historia de produção desse filme é simplesmente absurda! recomendo que pesquisem