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Se você é fã das adaptações de Stephen King, certamente terá disposição para encarar as três horas desta minissérie. Eu, particularmente, assisti ininterruptamente, e boa parte disso se deve a algo que sempre me fascinou nas histórias do autor: a atmosfera.
Sabe aquele clima tão característico das adaptações de King? Uma cidadezinha aparentemente pacata, moradores comuns, segredos escondidos, personagens que parecem ter saído da vida real… E, sobretudo, aquele elenco sem a aparência excessivamente hollywoodiana, com rostos comuns, imperfeitos, que conferem uma naturalidade quase documental à narrativa? Pois é! Se você aprecia esses elementos tanto quanto eu, A Hora do Vampiro é um prato cheio.
Para essa ambientação, minha nota é 10! Existe um charme particular nessas produções que dificilmente encontro no cinema contemporâneo. É como se o horror não precisasse invadir um universo extraordinário, porque ele já estivesse à espreita na banalidade da vida cotidiana.
Entretanto, nem tudo funciona com a mesma eficiência.
Os efeitos visuais, compreensivelmente limitados pelos recursos e pelas condições de uma produção televisiva de 1979, envelheceram bastante. Algumas sequências que deveriam provocar medo acabam perdendo parte do impacto. Mas considero isso perfeitamente relevável quando contextualizamos a época. Seria injusto exigir de uma produção de quase cinco décadas atrás os recursos técnicos de hoje.
O que considero menos justificável são algumas atuações. Felizmente, são poucas — contei umas quatro interpretações que me pareceram particularmente fracas e que, em determinados momentos, comprometem a imersão. E aqui já não estamos falando apenas de limitações tecnológicas, mas de execução artística.
Apesar das qualidades, está longe de ocupar o primeiro lugar entre as produções de Stephen King na minha avaliação pessoal.
Até hoje, A Tempestade do Século (1999) permanece no topo da minha lista. Curiosamente, não se trata de uma adaptação literária, mas de uma história escrita pelo próprio King diretamente para a televisão. Uma obra extraordinária!
E faço questão de mencionar também O Iluminado (1997), a minissérie dirigida por Mick Garris, que considero mil vezes superior à versão de Stanley Kubrick. Sei que essa opinião pode provocar a indignação de muitos cinéfilos, mas é justamente aí que reside a beleza do cinema: a experiência artística não precisa obedecer ao consenso.
Agora pretendo assistir à adaptação de Salem’s Lot de 2004 e revisitar a versão cinematográfica mais recente, de 2024. Só então darei meu veredicto definitivo sobre qual delas considero a melhor.
No balanço geral, valeu muito a experiência! Tirando os efeitos visuais envelhecidos e algumas atuações questionáveis, é uma produção que recomendo bastante, sobretudo para quem aprecia o horror construído lentamente, a ambientação sombria e aquela sensação deliciosa de que algo profundamente maligno se esconde por trás da aparente tranquilidade de uma pequena cidade.
A Hora do Vampiro talvez não seja uma das melhores adaptações de King, mas possui algo que muitas produções tecnicamente superiores jamais conseguem reproduzir: personalidade, atmosfera e aquele irresistível prazer de mergulhar no universo de Stephen King.
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Bons filmes!
Equipe Filmow
Pode crê! É nóis!
Grata surpresa! Me deu sustos e medos em vários momentos. Macabro!!!!