Elise e Didier se apaixonam à primeira vista, apesar de suas diferenças. Ele fala, ela escuta. Ele é um ateu romântico e ela é uma religiosa pé-no-chão. Quando a filha deles adoece gravemente, o amor deles é posto à prova.
Caramba, que filme devastador! Alabama Monroe me deixou emocionalmente destruído. É daqueles filmes que descem secos pela garganta, que fazem a gente chorar e deixam um silêncio difícil de explicar quando os créditos começam a subir.
O sofrimento daquela menina me dilacerou. É cruel assistir à inocência de uma criança confrontada com a brutalidade de uma doença. Mas o que torna tudo ainda mais doloroso é perceber que a tragédia não termina com a perda de uma vida. Ela continua na relação de dois seres humanos que se amam, mas que, consumidos pelo sofrimento, começam a se perder um do outro.
E talvez essa seja uma das reflexões mais profundas do filme: nem sempre o amor é suficiente para impedir que a dor nos afaste de quem mais amamos.
Didier e Elise vivem a mesma tragédia, mas não conseguem sofrer da mesma maneira. E como poderiam? O luto é profundamente singular. Há quem encontre na fé uma tentativa de suportar o insuportável. Há quem encontre na revolta a única maneira de expressar aquilo que não consegue compreender.
O filme me tocou especialmente porque conheço a crueldade do câncer. Perdi meu pai e minha mãe para essa doença. Sei que, muitas vezes, o sofrimento não se limita àquele que adoece. Ele atravessa toda uma família, desorganiza afetos, modifica relações e deixa marcas que o tempo não necessariamente apaga.
Alabama Monroe não romantiza a dor, tampouco oferece respostas reconfortantes. E talvez seja justamente por isso que seja tão extraordinário.
Saio dessa experiência pensando na fragilidade da vida, na importância de quem amamos e em quantas vezes desperdiçamos momentos preciosos com coisas que, diante da finitude, se tornam absolutamente insignificantes.
A vida não nos promete um amanhã. E o amor, por mais intenso que seja, não nos torna imunes à tragédia.
Que filme! Que atuações! Que trilha sonora!
Um cinema dolorosamente humano, daqueles que não terminam quando a tela escurece. Continuam dentro da gente.
É um filme intenso em todos os seus aspectos, ao trazer um recorte da realidade que é duro, difícil e, quase sempre, incompreensível. Isso é a própria vida: algo que não controlamos, onde o imponderável está sempre à espreita. Às vezes, tentamos atribuir explicações e sentido à dor por meio da religião, da fé ou da crença cega na mudança e na melhora. Trata-se de um alento necessário, mas que o filme mostra precisar de fronteiras delimitadas para não se transformar em ilusão destrutiva. Um ótimo drama, com boas atuações e que se consolida como uma verdadeira montanha-russa de emoções.
Filme com uma trama pesada! É triste a forma que a vida nos mostra que podemos passar por obstáculos "quase" impossíveis de superar, deixando nítido a nossa impotência e fragilidade perante a pesaroso acontecimentos.
Que filme! Forte...intenso...porque a vida é feita de alegrias...mas....ela te dá uma rasteira... <br/>06/04/26.<br/><br/>No filme... a Elise canta:<br/>Eu sou um pobre peregrino<br/>E desta terra cansado estou.<br/>Há dor aqui, doença e morte,<br/>Mas não ali pra onde vou.<br/><br/>Vou encontrar os meus amados<br/>Bem logo ao fim do meu vaguear.<br/>Eu vou transpor o rio Jordão<br/>E encontrarei ali meu lar.<br/><br/>2. Eu vejo aqui um céu escuro,<br/>Difícil é meu caminhar,<br/>Mas lá verei tão lindos campos.<br/>Então ali vou descansar.<br/><br/>3. A morte e a dor e meus problemas,<br/>Os fardos mil a carregar,<br/>Em breve ali eu deixarei.<br/>Irei então descanso achar.<br/>
Caramba, que filme devastador! Alabama Monroe me deixou emocionalmente destruído. É daqueles filmes que descem secos pela garganta, que fazem a gente chorar e deixam um silêncio difícil de explicar quando os créditos começam a subir.
O sofrimento daquela menina me dilacerou. É cruel assistir à inocência de uma criança confrontada com a brutalidade de uma doença. Mas o que torna tudo ainda mais doloroso é perceber que a tragédia não termina com a perda de uma vida. Ela continua na relação de dois seres humanos que se amam, mas que, consumidos pelo sofrimento, começam a se perder um do outro.
E talvez essa seja uma das reflexões mais profundas do filme: nem sempre o amor é suficiente para impedir que a dor nos afaste de quem mais amamos.
Didier e Elise vivem a mesma tragédia, mas não conseguem sofrer da mesma maneira. E como poderiam? O luto é profundamente singular. Há quem encontre na fé uma tentativa de suportar o insuportável. Há quem encontre na revolta a única maneira de expressar aquilo que não consegue compreender.
O filme me tocou especialmente porque conheço a crueldade do câncer. Perdi meu pai e minha mãe para essa doença. Sei que, muitas vezes, o sofrimento não se limita àquele que adoece. Ele atravessa toda uma família, desorganiza afetos, modifica relações e deixa marcas que o tempo não necessariamente apaga.
Alabama Monroe não romantiza a dor, tampouco oferece respostas reconfortantes. E talvez seja justamente por isso que seja tão extraordinário.
Saio dessa experiência pensando na fragilidade da vida, na importância de quem amamos e em quantas vezes desperdiçamos momentos preciosos com coisas que, diante da finitude, se tornam absolutamente insignificantes.
A vida não nos promete um amanhã. E o amor, por mais intenso que seja, não nos torna imunes à tragédia.
Que filme! Que atuações! Que trilha sonora!
Um cinema dolorosamente humano, daqueles que não terminam quando a tela escurece. Continuam dentro da gente.
Nota: 10/10.
É um filme intenso em todos os seus aspectos, ao trazer um recorte da realidade que é duro, difícil e, quase sempre, incompreensível. Isso é a própria vida: algo que não controlamos, onde o imponderável está sempre à espreita. Às vezes, tentamos atribuir explicações e sentido à dor por meio da religião, da fé ou da crença cega na mudança e na melhora. Trata-se de um alento necessário, mas que o filme mostra precisar de fronteiras delimitadas para não se transformar em ilusão destrutiva. Um ótimo drama, com boas atuações e que se consolida como uma verdadeira montanha-russa de emoções.
Filme com uma trama pesada!
É triste a forma que a vida nos mostra que podemos passar por obstáculos "quase" impossíveis de superar, deixando nítido a nossa impotência e fragilidade perante a pesaroso acontecimentos.
12/04/2026
Que filme! Forte...intenso...porque a vida é feita de alegrias...mas....ela te dá uma rasteira... <br/>06/04/26.<br/><br/>No filme... a Elise canta:<br/>Eu sou um pobre peregrino<br/>E desta terra cansado estou.<br/>Há dor aqui, doença e morte,<br/>Mas não ali pra onde vou.<br/><br/>Vou encontrar os meus amados<br/>Bem logo ao fim do meu vaguear.<br/>Eu vou transpor o rio Jordão<br/>E encontrarei ali meu lar.<br/><br/>2. Eu vejo aqui um céu escuro,<br/>Difícil é meu caminhar,<br/>Mas lá verei tão lindos campos.<br/>Então ali vou descansar.<br/><br/>3. A morte e a dor e meus problemas,<br/>Os fardos mil a carregar,<br/>Em breve ali eu deixarei.<br/>Irei então descanso achar.<br/>
Eu prefiro acreditar...