Ed Beaumont (Alan Ladd) é o assistente leal de Paul Madvig (Brian Donlevy), um líder político. Ed fica preocupado quando Madvig resolve apoiar na próxima eleição a candidatura do senador Ralph Henry (Morosi Olsen), pois crê que Ralph e Janet Henry (Veronica Lake), sua filha de quem Paul é noivo, estão só usando-o em proveito próprio. Logo Taylor (Richard Denning), o filho do senador, é assassinado. A vítima estava envolvida romanticamente com Opal Madvig (Bonita Granville), a irmã de Paul. Por não aceitar esta situação, Paul é considerado suspeito e, como se isto não bastasse, uma carta anônima enviada ao promotor público o acusa do crime. Ed está certo de que se trata de uma armação de Nick para incriminar Paul, e assim provoca o rompimento com Paul e procura Nick Varna (Joseph Calleia), que quer que Beaumont dê informações contra Paul para o Obsever, um jornal cujo editor Clyde Matthews (Arthur Loft) atravessa uma crise financeira. Clyde é manipulado por Varna, que oferece para Ed 10 mil dólares e o controle de uma casa de jogo caso ele lhe passe as informações que deseja. O objetivo é prejudicar a candidatura de Henry, mas como Ed não quer "colaborar" é barbaramente espancado por Jeff (William Bendix), um capanga de Nick, talvez tendo sido até morto caso não conseguisse fugir. Após se recuperar da surra, Ed começa a concluir quem matou Taylor e volta a se encontrar com Varna e seus capangas na casa de Clyde. Lá a mulher dele, Eloise Matthews (Margaret Hayes) se insinua tanto para Ed que estimula seus "avanços". Como conseqüência do problema financeiro e da humilhação pública que Eloise lhe impôs, Clyde se suicida, mas várias situações ainda estão para acontecer.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Marília Mendonça: Sentimento Louco
Sensacional a lealdade de Ed para com Paul, muito foda, e todo crédito ao Alan Ladd por essa atuação.
O cara faz de tudo pelo aliado, apanha, quase morre, corre a fita que nem é dele, na intenção de salvar Paul.
Gostei muito da personalidade de Paul e esse final, eu esperava um
obrigado do Paul, pela lealdade de Ed, e alguma demonstração de gratidão por tudo que ele vez ao longo das acusações a Paul. Mas Paul faz isso de outra forma, de um jeito que só a personalidade diferenciada desse personagem poderia fazer.
Devo dizer que o trio, Alan Ladd, Veronica Lake e Brian Donlevy estão impecáveis nas suas atuações. Mas menção honrosa para atuação fantástica e que em muitos momentos rouba a cena (principalmente na sua última aparição no filme) de William Bendix, como Jeff, o homem é uma máquina de frases de efeito e claro de destruição.
A relação dele com Ed durante o filme é no mínimo inusitada. Após socar tanto Ed, ele parece que começa a pegar algum tipo de apreço pelo seu saco de pancadas kkkk e isso foi muito bom.
E a maneira que Ed achou para provar a inocência de Paul no final foi muito boa.
Enfim, filme muito bom, com algumas reviravoltas.
"The Glass Key" é um filme de drama noir estadunidense de 1942, dirigido por Stuart Heisler. O roteiro adapta romance homônimo de Dashiell Hammett, que já havia sido filmado antes em 1935. Destaque para a impecável atuação de Verônica Lake, esbanjando charme, talento e beleza na arte de representar. O elenco de apoio é vigoroso. No contexto geral, um clássico cult do gênero. Muito bom!
570. (08/04/2020)
Muito bom noir.
Não tinha reparado como a voz da Veronica Lake é bonita. (cometário nada a ver ahahah)
The Glass Key é um daqueles trabalhos que você não da nada pela capa, mas acaba se mostrando um filmaço. Certamente serviu de inspiração para a criação de Miller's Crossing, dos irmãos Coen.
Muito bom Noir que com certeza foi uma inspiração pros Irmãos Coen quando escreveram "Ajuste Final".