Ottway (Liam Neeson) trabalha em um lugar isolado no Alasca e seu papel é manter os lobos afastados dos funcionários de sua empresa. Certo dia, quando retornava à cidade para matar a saudade da esposa (Anne Openshaw), o avião cai. Feridos e sem alimentos, os sobreviventes lutam pela vida e tentam reencontrar a civilização. O problema é que o local em que se encontram é dominado por uma alcateia de lobos faminta, em número maior e disposta a manter seu território. Agora todos estão em risco absoluto e Ottway conhece como ninguém o inimigo que tem pela frente.
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🐺❄️ A Perseguição / The Grey (2011) 🏔️
Um filme que é a própria sinopse, kkk! 😅✈️
Ele decola super bem, mas depois cai e não levanta mais voo... 📉 Começa numa pegada super interessante, prometendo uma boa viagem (ou seja, um bom filme!), mas infelizmente, a cada minuto que passa, não agrega em nada. A qualidade vai caindo... Traz muitos diálogos desnecessários, onde até no bar da esquina o assunto é melhor! 🗣️
Em outras palavras: um filme para assistir apenas uma vez na vida! 🤷♂️❌
🗓️ Assistido em: Julho de 2026
✍🏼 Nota: 4,5 / 10 🌟🌟✨
Filme muito bom que poderia tranquilamente se chamar LOBOS. O filme tem Liam Nieesen como protagonista onde um grupo de homens viajam em um avião que sofre um acidente e cai na neve. Quando o maior desafio parece sobreviver à neve, um bando de lobos inteligentes surge para ataca-Los.
Há filmes de ação que começam com tiros e há os que começam com o vento. Em A Perseguição, o vento fala primeiro e o que ele diz é simples: “ninguém vai te salvar”. Joe Carnahan entrega um thriller de sobrevivência que se disfarça de filme sobre lobos, mas que, no fundo, é sobre o vazio, o tipo de vazio que não está na paisagem, mas dentro do peito. É o cinema da exaustão: o frio, o medo e o tempo competindo pra ver quem mata primeiro.
O que parece ser um embate homem versus natureza logo se revela uma batalha muito mais íntima. Os lobos são só o reflexo físico do que já estava corroendo os sobreviventes por dentro, medo, culpa, fé quebrada. Liam Neeson interpreta Ottway, um homem que entende de morte mais do que gostaria. Ele caça lobos, mas é caçado pelo luto, pela descrença e pela solidão.
Cada passo na neve é uma confissão, cada ataque, um lembrete de que sobreviver não é o mesmo que estar vivo.
O grupo de sobreviventes é uma galeria de fantasmas em carne viva. Homens que se apegam a pequenas rotinas, a conversas banais e memórias inúteis porque é tudo o que resta quando o futuro evapora. Carnahan filma esses diálogos com a delicadeza de quem sabe que o heroísmo aqui não está em matar lobos, mas em continuar andando. Liam Neeson, com seu olhar que mistura raiva e resignação, carrega o filme como um Atlas cansado que em um momento que ele grita pro céu, desafiando Deus, que é de um desespero quase sagrado. Não há resposta, claro. O silêncio é o verdadeiro vilão.
A neve domina tudo. Branca, bela, indiferente. O filme inteiro parece afogado em tons de cinza e branco, onde o horizonte nunca promete nada. A fotografia captura o vazio de forma quase espiritual, como se a natureza observasse os homens com a paciência de quem já viu tudo antes. A trilha sonora é mínima, quase ausente, reforçando a solidão. Cada plano congelado carrega um peso quase existencial: a beleza e a brutalidade coexistindo, sem moral, sem redenção.
A Perseguição é menos sobre a fuga e mais sobre a rendição. Não a rendição covarde, mas aquela que aceita o próprio destino de frente. Quando Ottway arma os punhos e encara o lobo final, o filme já não é mais sobre carne ou sangue, mas sobre espírito. É o homem diante do abismo, pronto para cair e ainda assim, rugindo. O filme termina onde a fé deveria começar, e talvez essa seja sua maior beleza: não há vitória, mas há coragem. No mundo gelado de Carnahan, isso é mais do que o suficiente.
Não achei grande coisa na época que lançou e revendo hoje continuo achando um filme mediano.
Se fosse mais enxuto com uns 20 ou 30 minutos a menos, talvez ficasse melhor.
Tem bons momentos e cenas bem tensas e um final que pode não agradar a todos.
12-08-2025 - Revisto
Bom roteiro, fotografias bonitas, só o final que deixou a desejar.