No Velho Oeste, o rico rancheiro Brandt Ruger parte com amigos para uma grande caçada, deixando em casa sua bela mulher, Melissa. No meio da viagem, ele recebe a notícia de que a garota foi raptada por um conhecido fora-da-lei, Frank Calder, e sua quadrilha. Enfurecido, Brandt convence seus amigos a sair num outro tipo de caçada, e o grupo começa a perseguir e matar os integrantes da quadrilha.
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Em The Hunting Party (1971), lançado no Brasil como Caçada Sádica, Gene Hackman e Oliver Reed não conseguiram me fazer gostar do filme. Mesmo com Oliver Reed entregando uma atuação superior e defendendo um personagem mais carismático, isso não é suficiente para sustentar a experiência como um todo, pois, ainda assim, tudo soa apenas correto, nada além do mediano. A narrativa caminha de forma arrastada e dá a sensação constante de que não leva a lugar nenhum,
como se o filme prometesse conflitos e desdobramentos que nunca se concretizam de fato.
Visualmente, a obra também cansa. A fotografia excessivamente amarronzada domina quase todas as cenas, criando uma atmosfera árida e opressiva, mas sem o impacto estético necessário para justificar essa escolha. Há poucas cenas que realmente exploram a natureza ou variam o olhar do espectador, o que torna o filme visualmente monótono e, com o tempo, desgastante. Essa falta de variação contribui para a sensação de cansaço geral, tanto narrativo quanto estético.
Candice Bergen está belíssima e acaba sendo um dos poucos elementos que despertam algum envolvimento emocional. Torci para que seu personagem e o de Oliver Reed encontrassem algum tipo de felicidade juntos, que construíssem algo minimamente esperançoso em meio à brutalidade e ao vazio que cercam a história.
No entanto, essa expectativa também é frustrada. O final é anticlimático, assim como todo o desenrolar do filme, marcado por uma ausência quase total de esperança ou catarse, deixando a impressão de uma obra fria, seca e emocionalmente distante, que termina exatamente como se desenvolve: sem impacto e sem recompensa.
Assistido em 16/12/2025
Perseguição, violência extrema e vilão implacável. Tudo que eu gosto num faroeste. Filmaço!
Co-produção anglo-americana, este faroeste foi dirigido por Don Medford (1917-2012) e Levy Gardner Laven, que não foi creditado. Uma rara incursão no cinema para o veterano diretor de TV Don Medford. Este filme e a sequência No calor da noite (67) e A organização (71) foram os únicos lançamentos teatrais de Medford. Alguns outros filmes do diretor foram feitos para a TV e grande parte de sua carreira se concentrou em episódios de seriados. Durante as filmagens, Oliver Reed (1938-1999) admitiu que não gostava de ter um sotaque americano.
As regras de censura do Reino Unido em relação à crueldade com os animais significam que a cena de abertura - em que uma vaca tem a garganta cortada - é removida das imagens no Reino Unido, uma cena brutal e totalmente desnecessária. Fora que teve outras cenas de cavalos levando tombos violentos.
Tem todas as coisas ruins possíveis deste western mediano igual a maioria que os outros do gênero. Crueldade contra animais, espancamento de mulheres, estupro, sangue, tripas, vísceras. Candice Bergen deve ter realmente desejado ser atriz para passar por toda essa merda. Ela passa a maior parte do filme tentando evitar ser estuprada. Gene Hackman está incrível como o vilão animalesco e sádico. Algumas idéias interessantes e bonitas locações, mas um filme muito mal executado e violento demais, que acaba por não levar a lugar nenhum.
Western dramático,estilizado,belas atuações do elenco principal,final atípico,fazem deste filme se destacar do faroeste tradicional com louvor!
19/06/2017
ótimo filme
final melhor ainda