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A ação se passa no Tahiti na primeira metade do século XX. Um jovem marinheiro é explorado por seu patrão ligado ao governo colonial. Ele rebela-se e fica em casa,com a esposa, numa outra ilha. O cenário muda radicalmente quando chega um furacão, destruindo tudo.
Importância Histórica : Dorothy Lamour(1914-1996) revelou um tipo em “A Princesa das Selvas”(The Jungle Princess) em 1932. A morena que usava “sarong”,veste típica de nativos das ilhas do sul do Pacifico , marcou presença em diversos filmes ambientados nessa região,incluindo comédias da série “Road to” com Bob Hope e Bing Crosby .Ela apareceu também no premiado “O Maior Espetáculo da Terra” de Cecil B.De Mille. O ator Jon Hall (1915-1979) era o galã das “aventuras das mil e uma noites”ao lado de Maria Montez. Os dois eram muito populares e o produtor Samuel Goldwyn colocou-os neste furacão muito realista para o tempo anterior à técnica CGI, chamando o mestre John Ford para assumir a direção. Rodado em preto e branco o filme impressionou uma geração e ficou como um titulo diferente na obra de Ford.
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Essa produção comprova que John Ford era muito mais do que um diretor de faroestes. Do início ao fim ele entrega sequências tanto tecnicamente como dramaticamente grandiosas. Os efeitos visuais ainda impressionam nos dias de hoje. O que envelheceu mal foi a escalação do elenco com franceses que se parecem com ingleses e um protagonista que deveria ser nativo, mas é tão branco como os chamados colonizadores.
Um mix de Romance/Aventura/filme-Catástrofe em que a direção vigorosa do mestre Ford compensa a trilha sonora melosa e o fato de John Hall ser tão "nativo" quanto eu sou astronauta! A sequência do furacão até hoje impressiona e a discussão "defesa rígida das leis vs. moralidade" continua relevante.
Falar das direções de John Ford nessa época é extremamente prazeroso.Consegue unir vários gêneros e tudo funciona da melhor forma possível.Filme movimentado e com algumas cenas antológicas,o final é único.
>Assistido em 25 de Junho de 2023
Como sempre sou suspeito em comentar filmes de John Ford, gosto muito do seu trabalho como diretor e em o Furação não seria diferente, logo de cara vemos o navio passando por uma ilha com um rosto conhecido, não tem como não lembrar de Doc Boone (Thomas Mitchel) de no Tempo das Diligencias 1939, que faz um papel aqui de um médico e bebe também, hum ele pulou de film para o outra, enfim.
Bem logo depois do casamento de Marama e Terangi, depois das festas sua esposa fala sobre um terrível pesadelo. Mas como sempre vem as injustiças numa briga de bar Terangi é injustiçado, ele leva um tapa na cara e revida, Terangi é condenado no Taiti, mas como sempre os representantes da civilização fazem as coisas erradas, as influencias políticas e as injustiças sociais que John Ford aborda muito bem aqui no filme, preso injustamente ele acaba tendo sua pena aumentada por tentativa de fuga, depois de sua pena chegar a 16 anos, ele foge de novo, mas o pior estava chegando agora, o furação chegou as ilhas e o governador agora faz uma caçada em pleno furação atrás de Terangi, o furação destrói tudo, doc fazendo um parto em plana destruição, o padre abandonando o barco, quero dizer a igreja, nisso o governador chega para ver o que sobrou da ilha e achar sua esposa, ele a acha, como o destino é interessante, Terangi salva a mulher do governador do furação e quando ele e encontra ela, ele vê os passos de outras pessoas, mas sua mulher insiste que não há nada e no momento de lucidez ele entende isso, Terangi, Marama e sua filha vão embora livres.
Filme de ilha dos anos 30 com uma pitadinha de Os Miseráveis e Enchente: Quem Salvará Nossos Filhos kk. Aliás, que fissura é essa que Hollywood tinha com fazer filme em uma ilha com população nativa hein? Mas esse aqui é bem bom. Muito muito massa os efeitos do furacão.