O casamento de Joe e Angela está por um fio. Quando eles convidam o enigmático casal de vizinhos do andar de cima para um jantar, a noite toma um rumo inesperado e tudo pode acontecer.
Adorei! Desde a montagem, trilha sonora, os silêncios e falas constrangedoras, sofri a cada minuto, com cada decisão e indecisão desses casais. Seth Rogen fez o papel da vida aqui, Penelope está estonteante como sempre, todos estão incríveis e sinceramente? Acho que a grande maioria dos casais modernos já passou por alguma coisa meio parecida ao menos uma vez na vida. Sacada ótima, Olivia arrasou! Ri de nervoso.
Embora esta obra cinematografica para quatro personagens pareça, por vezes, um tanto espalhafatosa, com um roteiro e uma atuação que beiram o excesso, não demora muito para que seu ritmo peculiar conquiste o espectador, mantendo o interesse ao longo de toda a sua duração. As reviravoltas surgem da própria dinâmica social no centro da trama; o jantar, marcado por um constrangedor desconforto, oscila entre o fascinante e o frustrante inúmeras vezes. 'The Invite (2026)' tem ares de uma peça feita para o palco, e a direção segura de Olivia Wilde não tenta esconder isso. Pelo contrário, ela nos insere no mesmo espaço que os personagens, forçando-nos a sentir o desconforto enquanto eles navegam por suas dinâmicas em constante transformação. É uma obra que equilibra o constrangedor e o encantador, movida por uma mistura de humor, angústia, perplexidade e mau comportamento. Embora a narrativa seja intensificada, ela nunca chega ao ponto de se tornar inverossímil; as emoções, por mais variadas que sejam, mantêm-se sempre nuançadas e críveis. O elemento que mais distrai é, talvez, a trilha sonora — que, embora não apareça com frequência, torna-se notavelmente enjoativa e forçada durante alguns dos monólogos de maior carga emocional. Ainda assim, é um detalhe menor que não compromete a eficácia desses momentos. As atuações são de altíssimo nível — inclusive a de Seth Rogen, sempre carismático (ele, que por vezes é rotulado como um ator de um único registro, mostra-se muito mais talentoso do que costumam reconhecer). Edward Norton e Penélope Cruz estão, como esperado, excelentes, e Olivia Wilde assume um papel que, até onde me recordo, ela nunca havia interpretado antes. O roteiro é afiado e espirituoso — pecando pelo excesso apenas ocasionalmente, perdendo aquele equilíbrio sutil que demonstra em outros momentos —, e a montagem compreende que, em um filme como este, o ideal é ser completamente invisível. Trata-se de uma obra muito bem realizada, que entretém do início ao fim, ainda que, em certos pontos, aproxime-se de convenções e encerre com uma ambiguidade previsível. É frequentemente engraçado e, por vezes, (levemente) comovente; é, ao mesmo tempo, sexy e nada sexy — de uma forma satisfatória (a obra compreende o constrangimento inerente a qualquer tipo de encontro físico e soa naturalista na dinâmica de atração e repulsa, entre medo e desejo, que impulsiona tais situações). No geral, é uma experiência bastante sólida, que não chega a ser prejudicada pelo fato de parecer, inegavelmente, mais longa do que realmente é — podendo ter terminado pelo menos duas vezes antes do desfecho final (embora, pensando bem, ainda bem que não terminou). É uma obra que me atrai bastante, ainda que eu não saiba explicar exatamente o porquê; talvez ela não chegue a ultrapassar o patamar de "muito boa" para se tornar "genuinamente excelente" — pelo menos para mim, embora possa ser diferente para outras pessoas. De qualquer forma, considero-a muito boa, e isso já diz tudo.
É tipo "Deus da Canificina" com uma vibe Woody Allen, como já foi dito — e eu odeio Woody Allen.
Não foi uma obra terrível, mas não é meu tipo de filme. Se eu não estivesse ocupada arrumando o cabelo, teria me entediado muito e dormido ou largado. Um casal em crise, o casal no início da relação cheio de fogo e cheios de liberdades sexuais... sei lá, eu esperava mais. Pelo menos algo mais divertido.
Dependendo da cabeça de quem assistir, acredito que cada um terá um sentimento diferente em relação ao convite. Eu só senti demasiado constrangimento. O final é vago e um tanto óbvio. O maior mérito do filme são as atuações, com certeza.
Acabei com o mesmo pensamento que tive vendo "O Drama": muitos personagens fazendo coisas estúpidas que me irritavam e constrangiam, e eu sem entender o porquê de estar perdendo meu tempo assistindo àquilo. "O Convite" é um filme que eu pularia.
P.S.: Antigamente eu era superfã do Seth Rogen, hoje eu reviro os olhos a cada novo trabalho seu. Ele é sempre ele mesmo, com maconha e tudo.
Gostei mais do que esperava, e esperava algo bem diferente! Seth Rogen é fantástico!
Já começa pela excelente escolha de elenco, mas assumo que fiquei meio frustrado
, em alguns momentos insinuava que a para ia ficar mais quente e no final não apareceu nada kkkkkk
Excelentes reflexões feitas no filme!
Adorei! Desde a montagem, trilha sonora, os silêncios e falas constrangedoras, sofri a cada minuto, com cada decisão e indecisão desses casais. Seth Rogen fez o papel da vida aqui, Penelope está estonteante como sempre, todos estão incríveis e sinceramente? Acho que a grande maioria dos casais modernos já passou por alguma coisa meio parecida ao menos uma vez na vida. Sacada ótima, Olivia arrasou! Ri de nervoso.
Embora esta obra cinematografica para quatro personagens pareça, por vezes, um tanto espalhafatosa, com um roteiro e uma atuação que beiram o excesso, não demora muito para que seu ritmo peculiar conquiste o espectador, mantendo o interesse ao longo de toda a sua duração. As reviravoltas surgem da própria dinâmica social no centro da trama; o jantar, marcado por um constrangedor desconforto, oscila entre o fascinante e o frustrante inúmeras vezes. 'The Invite (2026)' tem ares de uma peça feita para o palco, e a direção segura de Olivia Wilde não tenta esconder isso. Pelo contrário, ela nos insere no mesmo espaço que os personagens, forçando-nos a sentir o desconforto enquanto eles navegam por suas dinâmicas em constante transformação. É uma obra que equilibra o constrangedor e o encantador, movida por uma mistura de humor, angústia, perplexidade e mau comportamento. Embora a narrativa seja intensificada, ela nunca chega ao ponto de se tornar inverossímil; as emoções, por mais variadas que sejam, mantêm-se sempre nuançadas e críveis. O elemento que mais distrai é, talvez, a trilha sonora — que, embora não apareça com frequência, torna-se notavelmente enjoativa e forçada durante alguns dos monólogos de maior carga emocional. Ainda assim, é um detalhe menor que não compromete a eficácia desses momentos. As atuações são de altíssimo nível — inclusive a de Seth Rogen, sempre carismático (ele, que por vezes é rotulado como um ator de um único registro, mostra-se muito mais talentoso do que costumam reconhecer). Edward Norton e Penélope Cruz estão, como esperado, excelentes, e Olivia Wilde assume um papel que, até onde me recordo, ela nunca havia interpretado antes. O roteiro é afiado e espirituoso — pecando pelo excesso apenas ocasionalmente, perdendo aquele equilíbrio sutil que demonstra em outros momentos —, e a montagem compreende que, em um filme como este, o ideal é ser completamente invisível. Trata-se de uma obra muito bem realizada, que entretém do início ao fim, ainda que, em certos pontos, aproxime-se de convenções e encerre com uma ambiguidade previsível. É frequentemente engraçado e, por vezes, (levemente) comovente; é, ao mesmo tempo, sexy e nada sexy — de uma forma satisfatória (a obra compreende o constrangimento inerente a qualquer tipo de encontro físico e soa naturalista na dinâmica de atração e repulsa, entre medo e desejo, que impulsiona tais situações). No geral, é uma experiência bastante sólida, que não chega a ser prejudicada pelo fato de parecer, inegavelmente, mais longa do que realmente é — podendo ter terminado pelo menos duas vezes antes do desfecho final (embora, pensando bem, ainda bem que não terminou). É uma obra que me atrai bastante, ainda que eu não saiba explicar exatamente o porquê; talvez ela não chegue a ultrapassar o patamar de "muito boa" para se tornar "genuinamente excelente" — pelo menos para mim, embora possa ser diferente para outras pessoas. De qualquer forma, considero-a muito boa, e isso já diz tudo.
É tipo "Deus da Canificina" com uma vibe Woody Allen, como já foi dito — e eu odeio Woody Allen.
Não foi uma obra terrível, mas não é meu tipo de filme. Se eu não estivesse ocupada arrumando o cabelo, teria me entediado muito e dormido ou largado. Um casal em crise, o casal no início da relação cheio de fogo e cheios de liberdades sexuais... sei lá, eu esperava mais. Pelo menos algo mais divertido.
Dependendo da cabeça de quem assistir, acredito que cada um terá um sentimento diferente em relação ao convite. Eu só senti demasiado constrangimento. O final é vago e um tanto óbvio. O maior mérito do filme são as atuações, com certeza.
Acabei com o mesmo pensamento que tive vendo "O Drama": muitos personagens fazendo coisas estúpidas que me irritavam e constrangiam, e eu sem entender o porquê de estar perdendo meu tempo assistindo àquilo. "O Convite" é um filme que eu pularia.
P.S.: Antigamente eu era superfã do Seth Rogen, hoje eu reviro os olhos a cada novo trabalho seu. Ele é sempre ele mesmo, com maconha e tudo.