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Data de lançamento
31 Dez. 2021Duração
Leda (Olivia Colman) é uma professora universitária de férias em uma cidade litorânea na Grécia. Com passar dos dias, sua obsessão por uma jovem mãe hospedada nas proximidades traz à tona antigas lembranças sobre sua própria maternidade.
Baseado no romance homônimo de Elana Ferrante.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Vejo como um filme que aborda muito bem a situação familiar sem um vitimíssimo ou direcionamento para um "vilão" no relacionamento, como em Marriage Sotry (2019) - por Noah Baumbach - cuja forma abordada me parece convergir para o Marido vilão.
De primeira vê-se um elenco incrível e uma história que intermedia entre o mistério e tensão e troca para uma história maternal através principalmente de flashbacks do passado de Leda (Olivia Colman); um pouco como em Pieces of a Woman (2020) - por Kornél Mundruczó. Não obstante, Maggie Gyllenhaal parece sempre instigar à proximidades de ápices dessas duas histórias e quando há uma boa base e caminho, este é logo trocado para o outro. Essa repetição de substituição presente/passado acaba tornando o longa maçante e sem rumo.
Contudo, isso não tira o mistério e interesse que as cenas proporcionam e instigam para se saber o que de fato irá ou está acontecendo, mesmo que cada proximidade com a troca temporal pareça um "Cliffhanger" comuns em finais de seriados televisivos, atraindo o espectador mais à resolução do que a jornada em sí.
Olhei e elenco e pensei: melhor filme que verei esse mes.
kkkkkkkkk muito fraco. Bem esquizo.
Eu até entendi a proposta reflexiva do filme e ele é bom para o que se propõe, então só vou listar meus incômodos mesmo para registrar.
A família da Nina é bem louca, donos da praia sem noção nenhuma. E se os adultos não têm limites, imagina as crianças. E aí tem o choque do comportamento britânico com estadunidense que realmente me chamou atenção. Eu no lugar da Leda já tinha saído de perto desse povo no primeiro dia! Um monte de adulto e conseguem perder uma criança...
A Leda roubar a boneca da menina... Talvez fosse melhor nem ter tido filhos. A responsabilidade com as crianças é muito subestimada, aí depois ninguém entende quando eles crescem e somem. Resumindo, ela precisava de um psicólogo.
Olivia Colman e Jessie Buckley dão vida a uma personagem imensamente humana que, de maneira muito provocativa, vive a maternidade de maneira nada idealizada.
O que mais me incomodei foi que do começo ao fim,
a família da Nina se comportando como dona da ilha kkkk
De tudo que poderia chocar, me choquei com a Nina
enfiando aquele alfinete gigante na Leda por causa de uma boneca!!! Foi doido segurar aquela boneca tanto tempo mas tudo bem na concepção da Nina ir lá na casa da mulher se relacionar com o garçom né??? kkk tutto buona gente.
Além disso, Isso da boneca tem a ver com quem a Leda é, uma mãe/pessoa nada natural. E por Deus, Leda viu a criança pondo a boca na boneca, viu que vazava algo da boneca depois, limpou e nem deu tempo de avisar kkkk dei graças que finalmente resolveu entregar a boneca, ótimo. Mas a Nina "nossa por que fez isso? a gente ta tudo maluco por causa da boneca! gente, adultos deixando crianças comandarem suas vidas... isso era a parte mais irritante do filme, não tinha ordem, não tinha educação comportamental, nada.
mas ok, alem de mostrar as dificuldades da pessoa quando entra na figura materna, acredito que o filme serve pra mostrar também uma mulher no lugar de um homem que decide abandonar a família seguir aquilo que quer. Não é sobre defender ou concordar mas utilizar outra lente pra enxergar isso... era pra uma certa empatia ou critica em relação a pais que abandonam filhas e familias para perseguir seus sonhos? fiquei reflexiva com isso mesmo.
E Leda retornou não porque suas filhas precisam dela, mas porque ela admitiu sentir falta delas.