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Data de lançamento
10 Julho 1942Duração
Indianápolis, final do século XIX. A família Amberson se revela relutante em acompanhar as transformações que a rodeiam. Uma mulher desperdiça sua vida ao deixar de se casar com sua grande paixão por dois motivos: o primeiro foi em razão de uma serenata na qual houve um pequeno acidente, que fez com que ela se sentisse ridícula e acabasse se casando com um homem que não amava. O segundo foi a interferência do único filho na vida da mãe. Quando este homem, agora viúvo assim como ela, tenta se reaproximar, o filho por pura estupidez bate a porta na sua cara.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Gostei mais da ambientação do que dos personagens e história em si.
A beleza trágica de *Soberba* reside menos na queda de seus personagens e mais no luto por um tempo que escorreu pelas mãos. Orson Welles filma o crepúsculo de uma era com a doçura dolorosa de quem assiste a uma casa de memórias ser desmantelada tijolo por tijolo pelo avanço implacável do progresso. A aristocracia decadente dos Amberson não é apenas vitimada pela própria arrogância, mas pelo esquecimento: o mundo lá fora acelera, engole as velhas carruagens com o ronco dos motores e reduz o peso das tradições a poeira e ferrugem. É um retrato melancólico de como a vida insiste em seguir adiante, deixando para trás ecos solitários de pessoas que amaram o passado com força suficiente para se perderem nele.
Um moleque daquele cagando na boca de todo mundo, e todo mundo abaixando a cabeça para ele. Dá raiva de ver que ninguém o colocava em seu devido lugar. George cresce sem limites, mimado por todos da família, achando que tem o direito de fazer o que quer, com quem quer, e quando bem entender. É o retrato clássico do estrago que se faz quando uma criança nunca é contrariada.
Confesso que eu não tinha nenhuma motivação para terminar de ver esse filme a não ser de ver o personagem de George se foder.
Apesar de ser um filme bem parado e de ter uma história simples, eu gosto de enredos assim — que na metade fazem a gente imaginar vários possíveis desfechos diferentes, e ainda conseguem surpreender, porque nenhum dos dez que a gente imagina acontece.
Quando Isabel morreu, o filme acabou para mim. Qualquer chance de um final bom foi por água abaixo. A partir daí, o filme cai muito.
Achei muito brusca a forma como Isabel e seu filho George viajaram e, de repente, Isabel volta doente, debilitada, sem conseguir andar. O filme não aborda claramente o motivo disso — fica muito vago e mal explicado, o que poderia ter sido melhor trabalhado. Pelo que entendi, ela adoece durante a viagem e morre pouco tempo depois, de causas naturais, e o filme mostra isso de maneira muito apressada, provavelmente por conta dos cortes feitos pelo estúdio.
Confesso que fiquei feliz com a desgraça que assolou os Ambersons no final do filme. Principalmente por George ter desacreditado de Eugene e de seu sucesso com os automóveis. Ele, que sempre foi um vagabundo mimado, não queria saber de trabalhar ou aprender um ofício, e muito menos ser empregado de alguém. No final, com sua família perdendo tudo, ele se fodeu e eu fiquei feliz com isso.
George não deu um sorriso durante o filme inteiro
E o final, apesar de não ser bem elaborado nem desenvolvido da melhor forma (assim como a morte de Isabel), mostra George sofrendo um atropelamento — o fdp se fodeu com os carros que tanto torceu o nariz. Ele é gravemente ferido, e esse momento serve como uma espécie de punição e redenção. Depois disso, ele pede desculpas a Eugene, o homem que ele tanto desprezou. Mas sinceramente, de que adianta agora? Já tinha privado Eugene da chance de ter sua segunda oportunidade com a mulher que amava, e que o amava também. Ainda assim, Eugene consegue ser nobre e gentil diante dessa situação, o que mostra o contraste entre o caráter dele e a arrogância de George.
Essa finalização com a apresentação do elenco principal e a narração do Orson Welles foi simplesmente foda.
Mas, infelizmente, o filme é chato e arrastado demais, apesar da curta duração; parece ter mais tempo do que realmente tem.
Assistido em 08/10/2025
Tem boas atuações e também o final mais diferente que já vi. E o que falar dessas relações entre pais e filhos? Aja psicanálise. 03/10/2025
Chato, só vale pela parte técnica mesmo.