Baseado em uma história verídica, o filme é centrado em um grupo de mulheres jovens em 1972, que foram confinadas em um hospital por 98 dias e obrigadas a fumar maconha diariamente como parte de um estudo de pesquisa médica sobre os efeitos da cannabis nas mulheres
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"Nada disso é justo. Você é uma jovem assustada que sente a falta da família e quer se sentir amada e segura." Enfermeira Alice
Esse curioso filme tem o roteiro e direção assinada por Craig Pryce, que assina várias séries para tv e filme B, dos quais não assisti a nenhum.
Esse longa metragem tem um roteiro que utiliza um evento real e logo nos minutos iniciais é mostrado na tela de uma tv em tubo alguns especialista falando sobre o uso da maconha, seus danos, aspectos legais e até o primeiro-ministro canadense Pierre Trudeau falando sobre a inconclusividade do relatório de Gerald Le Dain, reitor da Osgoode Hall Law School, escola de direito da York University em Toronto , Ontário , Canadá.
A sinopse me deixou bem curioso com relação a história e o filme tem pontos favoráveis com relação ao figurino, a trilha sonora marcante dos anos 70, com destaque para Steppenwolf, Lighthouse e Maddy Kirby.
O elenco conta com alguns atores já bem conhecidos e outros nem tanto, mas há um com conjunto de atuações convincentes, além de uma boa fotografia.
Pelo que pesquisei, o roteiro é bem fiel a história real, visto que houve um amplo trabalho de pesquisa e consultoria junto as reais participantes do experimento, chamado de Projeto Vênus, bem parecido, em alguns aspectos, com o experimento de aprisionamento da Universidade de Stanford (Califórnia), que ocorreu 1 ano antes.
Nesse filme, além de retratar o drama vivido pelas participantes, mostra de forma explícita suas angústias e os laços de amizades formados em situações extremamente impactantes. O fator histórico aqui é de extrema importância e deve soar como um alerta sobre esse tipo de aprisionamento "legal", calcado numa boa intenção que, no fim, só gerou desgaste e danos psicológicos irreparáveis.
Segundo relatos reais, as participantes fizeram tantas coletas para exame de sangue a ponto de deixar inúmeras marcas nos braços, que cada uma delas recebeu uma carta do médico datilografada e assinada indicando que faziam parte de uma “investigação clínica” e não eram viciados em drogas.
Passados mais de 40 anos, ainda se perguntam o que exatamente aconteceu com elas durante seu período de três meses como cobaias humanas.
Na época a pesquisa fazia parte de um programa de um milhão de dólares, quando o então primeiro-ministro Pierre Elliott Trudeau cogitou a ideia de legalizar a maconha.
Enfim, um ótimo filme.