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Sinopse
Quando Mike leva a namorada para um acampamento nas montanhas, ela desaparece misteriosamente. Procurando por conta própria, ele encontra uma pequena cabana - e entre as velas e crucifixos de um culto de degenerados, o horror vai começar.
Uma moça é assediada e quase violentada por três marginais e o que ela diz ao namorado logo em seguida? Para ele se livrar da arma que tinha levado pois ela, como enfermeira, "já tinha visto gente demais morrer". E o sujeito obedece sem qualquer argumentação. É esse tipo de personagens que os realizadores desse filme querem que a gente simpatize? Aliás a cena do assédio que mencionei é a única que consegue ser realmente tensa, lembrando o clássico Amargo Pesadelo (1972).
TIMBER FALLS Direção: Tony Giglio Ano: 2007 Assistido em: 07/03/2026
Eu sou o tipo de fã de filme de terror que se mantém muito no mainstream. Eu assisto basicamente aquilo que está fazendo sucesso em Hollywood e não tenho nenhum tipo de vergonha em assumir isso. Às vezes eu vejo algo mais underground, mas é muito raro. E, se tem algo de que eu definitivamente passo longe, é do terror B: aqueles filmes feitos com baixo orçamento, elenco pouco conhecido e roteiros mais furados que peneira. Isso eu admito que tenho bastante preconceito. Mas acabei caindo neste aqui e resolvi assistir de mente aberta, sem esperar nada grandioso, mas também sem nenhum preconceito prévio. Infelizmente, a fruta nunca cai muito longe da árvore.
Mike e Sheryl, um casal que decide passar alguns dias acampando nas montanhas da Virgínia Ocidental, procuram se afastar da rotina da cidade e aproveitar a tranquilidade da natureza. Durante uma caminhada por trilhas pouco frequentadas, eles acabam se perdendo e entrando em uma área isolada da floresta. O que parecia apenas um passeio relaxante se transforma em pesadelo quando encontram moradores locais violentos que capturam Sheryl e levam o casal para uma cabana escondida na mata. Separados e presos, os dois percebem que foram escolhidos para um propósito macabro e precisam lutar desesperadamente para sobreviver.
Existem muitos filmes em que eu consigo me colocar no lugar do protagonista e me imaginar naquela situação, pensando no que eu faria se fosse comigo. Por outro lado, existem aqueles em que nem em um milhão de anos eu conseguiria me imaginar, porque é simplesmente impossível eu fazer algo parecido — e este é um desses casos. Nunca que eu me enfiaria no meio do mato, por mais bonito que seja o lugar, com apenas uma outra pessoa para passar um final de semana, um feriado, seja lá o que for. Jamais. Eu sou uma criatura urbana, que "gosta" de poluição visual, sonora e até odorosa.
Aqui no Brasil existe um caso criminal muito famoso, conhecido como caso Champinha, envolvendo o casal Felipe Caffé e Liana Friedenbach, que foram fazer um passeio desse tipo e infelizmente acabaram sendo brutalmente assassinados por um criminoso que tinha 16 anos na época. Com isso em mente, eu já imaginava para que lado essa história iria — e ela foi exatamente para esse rumo mesmo.
O roteiro apela para o clichê da família maluca isolada no meio do nada, aqui com o agravante de serem também fanáticos religiosos. Aliás, esse é o verdadeiro terror, porque não há nada pior do que crente querendo dizer como você deve ou não conduzir a sua vida. O problema é que aqui praticamente não existe terror. É tudo tão protocolar, tão previsível, que você já imagina exatamente o que vai acontecer. Tem uma cenazinha aqui, outra de tortura ali, mas nada verdadeiramente assustador. Até a cena final, que tenta sugerir uma ameaça à família que sobreviveu ao vilão, soa completamente genérica.
O elenco também não tem ninguém muito famoso. Aliás, um dos motivos de eu ter escolhido assistir a este filme foi ver que o Josh Randall estava no elenco — e ele estava no auge da beleza aqui, gostoso para caramba, com direito a cena sem camisa. Então, para quem gosta, já é alguma coisa. Para quem gosta da outra fruta, também tem a protagonista com pouca roupa, mas são cenas muito rápidas. Fora isso, não existe nenhum grande atrativo.
Timber Falls é o mesmo do mesmo do mesmo. É o terror em sua forma mais genérica, mais comum, mais ordinária, aquele tipo de filme feito de qualquer maneira, e que a Band exibiria na programação como se fosse um grande blockbuster. Eu sei que existe um público muito específico para esse tipo de filme e que essas pessoas são bastante fiéis a ele, mas eu definitivamente não faço parte desse grupo. E provavelmente ainda vai demorar muitos anos para eu assistir outra coisa nessa mesma linha.
PS: O título no Brasil não faz o menor sentido. Pânico na Floresta é outra franquia de terror que não tem absolutamente nada a ver com este filme, que é completamente isolado nesse rolê todo.
Slasher bem genérico e clichê, mas faz o arroz com feijão bem feito. Tem boas mortes, uma bela ambientação e algozes doentios. Brianna Brown está excelente, além de linda é uma ótima atriz.
OBS: É simplesmente lamentável esse titulo Pânico na Floresta 2, Timber Falls não tem absolutamente nada a ver com a franquia...
ua
Pensei que seria pior, mas achei um pouco exagerado na loucura.
Uma moça é assediada e quase violentada por três marginais e o que ela diz ao namorado logo em seguida? Para ele se livrar da arma que tinha levado pois ela, como enfermeira, "já tinha visto gente demais morrer". E o sujeito obedece sem qualquer argumentação. É esse tipo de personagens que os realizadores desse filme querem que a gente simpatize? Aliás a cena do assédio que mencionei é a única que consegue ser realmente tensa, lembrando o clássico Amargo Pesadelo (1972).
TIMBER FALLS
Direção: Tony Giglio
Ano: 2007
Assistido em: 07/03/2026
Eu sou o tipo de fã de filme de terror que se mantém muito no mainstream. Eu assisto basicamente aquilo que está fazendo sucesso em Hollywood e não tenho nenhum tipo de vergonha em assumir isso. Às vezes eu vejo algo mais underground, mas é muito raro. E, se tem algo de que eu definitivamente passo longe, é do terror B: aqueles filmes feitos com baixo orçamento, elenco pouco conhecido e roteiros mais furados que peneira. Isso eu admito que tenho bastante preconceito. Mas acabei caindo neste aqui e resolvi assistir de mente aberta, sem esperar nada grandioso, mas também sem nenhum preconceito prévio. Infelizmente, a fruta nunca cai muito longe da árvore.
Mike e Sheryl, um casal que decide passar alguns dias acampando nas montanhas da Virgínia Ocidental, procuram se afastar da rotina da cidade e aproveitar a tranquilidade da natureza. Durante uma caminhada por trilhas pouco frequentadas, eles acabam se perdendo e entrando em uma área isolada da floresta. O que parecia apenas um passeio relaxante se transforma em pesadelo quando encontram moradores locais violentos que capturam Sheryl e levam o casal para uma cabana escondida na mata. Separados e presos, os dois percebem que foram escolhidos para um propósito macabro e precisam lutar desesperadamente para sobreviver.
Existem muitos filmes em que eu consigo me colocar no lugar do protagonista e me imaginar naquela situação, pensando no que eu faria se fosse comigo. Por outro lado, existem aqueles em que nem em um milhão de anos eu conseguiria me imaginar, porque é simplesmente impossível eu fazer algo parecido — e este é um desses casos. Nunca que eu me enfiaria no meio do mato, por mais bonito que seja o lugar, com apenas uma outra pessoa para passar um final de semana, um feriado, seja lá o que for. Jamais. Eu sou uma criatura urbana, que "gosta" de poluição visual, sonora e até odorosa.
Aqui no Brasil existe um caso criminal muito famoso, conhecido como caso Champinha, envolvendo o casal Felipe Caffé e Liana Friedenbach, que foram fazer um passeio desse tipo e infelizmente acabaram sendo brutalmente assassinados por um criminoso que tinha 16 anos na época. Com isso em mente, eu já imaginava para que lado essa história iria — e ela foi exatamente para esse rumo mesmo.
O roteiro apela para o clichê da família maluca isolada no meio do nada, aqui com o agravante de serem também fanáticos religiosos. Aliás, esse é o verdadeiro terror, porque não há nada pior do que crente querendo dizer como você deve ou não conduzir a sua vida. O problema é que aqui praticamente não existe terror. É tudo tão protocolar, tão previsível, que você já imagina exatamente o que vai acontecer. Tem uma cenazinha aqui, outra de tortura ali, mas nada verdadeiramente assustador. Até a cena final, que tenta sugerir uma ameaça à família que sobreviveu ao vilão, soa completamente genérica.
O elenco também não tem ninguém muito famoso. Aliás, um dos motivos de eu ter escolhido assistir a este filme foi ver que o Josh Randall estava no elenco — e ele estava no auge da beleza aqui, gostoso para caramba, com direito a cena sem camisa. Então, para quem gosta, já é alguma coisa. Para quem gosta da outra fruta, também tem a protagonista com pouca roupa, mas são cenas muito rápidas. Fora isso, não existe nenhum grande atrativo.
Timber Falls é o mesmo do mesmo do mesmo. É o terror em sua forma mais genérica, mais comum, mais ordinária, aquele tipo de filme feito de qualquer maneira, e que a Band exibiria na programação como se fosse um grande blockbuster. Eu sei que existe um público muito específico para esse tipo de filme e que essas pessoas são bastante fiéis a ele, mas eu definitivamente não faço parte desse grupo. E provavelmente ainda vai demorar muitos anos para eu assistir outra coisa nessa mesma linha.
PS: O título no Brasil não faz o menor sentido. Pânico na Floresta é outra franquia de terror que não tem absolutamente nada a ver com este filme, que é completamente isolado nesse rolê todo.
Slasher bem genérico e clichê, mas faz o arroz com feijão bem feito. Tem boas mortes, uma bela ambientação e algozes doentios. Brianna Brown está excelente, além de linda é uma ótima atriz.
OBS: É simplesmente lamentável esse titulo Pânico na Floresta 2, Timber Falls não tem absolutamente nada a ver com a franquia...