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Duração
Titus Andronicus (Anthony Hopkins) é um bem-sucedido general romano que está de volta à sua terra natal, após várias vitórias sobre os inimigos do Império Romano. Junto consigo traz Tamora (Jessica Lange), a rainha dos godos, povo inimigo aos romanos, que se torna prisioneira, juntamente com seus três filhos. Buscando vingança da morte de 21 de seus 25 filhos na guerra, Titus decide por matar em nome de sua honra o primogênito de Tamora. As consequências de tal ato se desencadearão mais tarde, quando Tamora se tornar a nova rainha do Império Romano.
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Bonito, somente.
É indiscutível que as obras de Shakespeare continuam inspirando novas criações. As adaptações de seus textos, literais ou quixotescas, assim como toda arte, sempre são suscetíveis à criticas, e isso não é novidade.
A tragédia "Titus Andronicus", uma das mais complexas do dramaturgo, reescrita dessa vez por Julie Taymor, me agradou. É um retrato do mundo moderno dentro da antiga Roma, de violência das guerras, das vinganças e das disputas de poder.
A Roma perversa é cercada de vaidade e ambição e, nesse sistema, não há vitória e nem glória sem sacrifícios. Infortúnio e progresso se tornam aliados, o que, ironicamente, não poderia ser mais atual. "Salve Roma, no luto vitoriosa!"
Quanto à qualidade dos cenários, figurinos e atores, impecável e a trilha sonora, envolvente.
Apesar da extensa duração,é um filme que nos reserva ótimos momentos.A direção de arte é incrivelmente bela.Os detalhes são impressionantes,a maquiagem,o figurino,tudo é muito caprichoso.
Jessica Lange,novamente,é o centro das atenções.Com a melhor e mais poderosa personagem do filme.Anthony Hopkins é sempre determinado.Suas expressões metem medo.Alan Cumming,descartável.
>Maratona Anthony Hopkins - Assistido em 31 de Julho de 2018
-Dou nota 7/10
HAIL ROME VICTORIOUS IN THY MORNING WEEDS
Eu ia começar esse review de forma muito PRETENSIOSA mas mudei de ideia e vou mandar aquele jeitinho freestyle, já que de pseudocult o filmow já tá cheio.
Enfim esse filme é DOIDO e é provavelmente uma das melhores adaptações de Shakespeare pro cinema (mas vale lembrar tb que Titus Andronicus foi escrita em colaboração entre George Peele e Shakespeare, além de outro dramaturgo misterioso, possivelmente Thomas Middleton, que acrescentou a cena da mosca). O anacronismo no filme faz sentido, e poderia até mesmo ser justificado com base tanto no texto da peça, que não se baseia em nenhuma época específica de Roma e parece mostrar uma civlização decadente com elementos de praticamente todas as épocas da história romana, quanto na suposta representação de uma performance da peça nos tempos de Shakespeare, o Peacham drawing, que mostra Titus vestido como romano, Tamora com um vestido medieval e soldados com uniforme militar elisabetano (ou seja, uma misturada do caralho, tão grande quanto a do filme). ENFIM.
Ao contrário do Liam Neeson em BUSCA IMPLACÁVEL, Titus, depois de proteger Roma por tantos anos e sacrificar mais de 20 filhos (paridos por uma mãe romana ultra fértil que misteriosamente sequer é citada na peça) na guerra contra os Godos, acaba fracassando em defender sua família dos próprios godos que ele trouxe para Roma depois de sua campanha militar bem sucedida. Titus é o anti-Liam Neeson, mas muito mais do que isso. Ele é também um pouco Lear, um pouco Hamlet e um pouco Hannibal Lecter, mas nenhum deles completamente. Titus pode não ter a profundidade dos grandes heróis trágicos, mas foda-se pq ele é um DOIDÃO COM UMA MÃO SÓ, e é melhor estar mutilado, vestido de chef cozinhando carne humana mas vingando sua família do que ser um general romano todo certinho que no fim só faz merda.
As fusões de épocas confundem, porém exaltam a essência e a ação da trama que podem ser tomadas como atemporais. Se não fosse por um elenco tão forte, certamente o filme seria um fiasco.