Numa escura noite de verão, pelas ruas da fria Bruxelas, nos cafés, nos quartos ou em vãos de escadas, casais cruzam-se, separam-se, reencontram-se, abraçam-se, fogem um do outro numa espécie de movimento de indecisão. Até ao amanhecer, a cidade oferece os seus fragmentos de cenas amorosas: encontros, reencontros e rupturas. Seguindo mais de duas dúzias de pessoas diferentes, numa atmosfera quase sem palavras, Akerman examina os encontros e desencontros no mundo do romance.
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Abraços, danças e desejos. Assim como eu não queria ver o amanhecer imagino que os personagens também não queriam, como devo me sentir em relação isso?
Belíssimo como fotografia, mas como filme, nem tanto.
Indicado ao Leão de Ouro no Festival de Veneza. Fui assistir sem saber absolutamente nada, há anos planejo começar a ver as obras da diretora e finalmente iniciei por este. É deveras estranho, assisti de madrugada depois das 3 da manhã e não senti sono. Mas confesso que teve momentos que achei cheio de significados e outros completamente vazio. Há histórias que mereciam mais tempo na tela e outras menos. Mas é muito interessante como somos meros voyeurs de momentos ínfimos de uma história de amor, vemos apenas um lampejo de um todo, como quando estamos na mesa do lado e acompanhamos uma discussão ou um momento de ternura. Gostei da proposta, gostei de vários momentos, mas ficou um sentimento de que poderia ser algo mais se conseguíssemos nos conectar mais... mas daí, talvez, seria só mais um filme como tantos outros. O filme pode não agradar muita gente, mas tem personalidade. Me vi em várias situações. Gostei.
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tem taaaaantaaaaa coisa pra falar desse filme
L’amore perdonera.