Dirigido por
Duração
Baseado na Primeira educação sentimental de Gustave Flaubert. Em 1967, Henri e Jules são amigos próximos que cresceram juntos numa pequena cidade do interior da França. Mas quando completaram 17 anos, começaram a seguir caminhos diferentes na vida; Henri foi para Paris estudar, enquanto Jules ficou para se concentrar em sua carreira de escritor. Henri acabou se envolvendo com Emilie, mulher de um de seus professores, fugiram para os Estados Unidos mas com o tempo acabaram se separando porém Jules continuou se comunicando com Emilie..
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Tenho dificuldade em embarcar no cinema de Green. Esta catatônica forma de atuação me incomoda, seu fetiche por pés então me parece um recurso tolo , seus textos até soam inteligentes ou pelo menos ela tenta buscar um ar de intelectualidade que não consegue me atingir. Enfim, ainda que daquilo que vi , este talvez seja um dos exemplares menos irritantes de um diretor que se esforça demais para parecer diferentão e esquisito , logo tudo soa forçado.
Supremo. Desde a delicadeza e inocência de cada personagem (os olhares e os gestos... deus!) até a técnica perfeccionista do Eugène Green. Meu primeiro filme dele e amor à primeira vista.
Chacun de nous doit dormir seul, mais je serai avec vous tous les soirs.
Tudo que Eugène faz é lindo. Esses olhos dos atores que ultrapassam o físico eu não encontrarei em lugar nenhum (ainda bem). Obrigatório para quem ama a arte e o humano.
Eugène Green é um diretor de cinema singular. Sua obra é impossível de ser classificada segundo algum cânone cinematográfico. O que ele faz está além do cinema. É uma mescla poético teatral. Seu cinema é um delírio seco. Um sonho realista. Dicotomias? É exatamente daí que brota sua originalidade. Já tinha assistido outros filmes seus. Hoje, acabei de assistir seu longa de estreia. E sua personalidade artística já estava toda ela lá. Inclusive seus atores fetiches. Sua fixação por pés e sapatos. A câmera frontal. Incrível como os sapatos ganham aqui o status de personagem. Green é genial. Sua genialidade reside em sua naturalida fílmica. É assustador. A experiência de assistir um filme seu é simplesmente arrebatora. Seus filmes são verdadeiros tratados filosóficos. "Toutes Les Nuits" acompanha dois amigos em sua jornada pelo mundo. Parece simples. E é. Mas não na ótica de Green. Nada escapa. Nada falta. Nada sobra. Seu cinema é pontual. E ao mesmo tempo mágico. Uma ode à noite e seus mistérios insondáveis.