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Data de lançamento
19 Dez. 1969Duração
André Devereaux (Frederick Stafford) é um homem contratado para checar rumores de mísseis russos em Cuba durante a Guerra Fria. Além disso, ele deve descobrir tudo sobre um espião da Otan chamado Topázio, o que nos leva à mortes, traições e um suspense para sabermos se ele irá conseguir ou não expôr o agente.
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29.11.1984
Tem Alguns Spoilers...
Guerra Fria, Cuba by URSS + França X EUA e espiões apaixonados. Com uma trama muito mais politica do que suspense, "Topázio" do Hitchcock é um baita thriller de espionagem, com agentes se pegando a torto e a direita, na guerra fria, durante a famosa crise de misseis em Cuba.
O filme começa mostrando ex agente Boris Kusenov (Per-Axel Arosenius) e sua família, fugindo dos russos em Copenhague e sendo resgatados pelos gringos e levados para os EUA, naqueles famosos asilos, onde essa turma precisa vender a alma pro diabo do Tio Sam, pra poder viver feliz em terras gringas.
Sem poder contar com espiões americanos, o agente francês, André Devereaux (Frederick Stafford), é chamado para investigar uma operação secreta, descobrir nomes, informações e tudo que esses 00 fazem pra ficar no emprego. Nessa ele vai parar em Cuba, onde ele precisa de provas que constatam o que ele descobriu. E como ele sempre viaja pra aquele paraíso de pessoas ricas, bem de vida e alimentadas, ver a anfitriã na ilha, ele o útil ao agradável.
Sabendo da agradável anfitriã, Devereaux perde a linda esposa espiã, mas a Juanita de Cordoba (Karin Dor), faz qualquer americano nadar pra Cuba pra ficar com ela, e pra esse francês um oceano á nado é pouco. Mesmo seno uma das cabeças da revolução de merda, Juanita é uma espiã importante, que ajuda o amante a descobrir toda operação e fugir de lá.
Embora a ação não seja o ponto forte da trama, o filme tem cenas quentes, com um corre corre dos bons, com os cubanos nos EUA, e cenas bem dramáticas na ilha de Fidel. O desfecho da trama ocorrem em terras francesas, onde é revelada a operação Topázio é revelada de forma frustrante para o agente, mas que leva ele descobrir a verdade de tudo.
O filme teve múltiplos finais, devido a problemas de produção e interferências do estúdio, mas acredito que assisti, teve um vencedor, mas nenhum derrotado. Foi 6 por 1/2 dúzia, suco de água, pastel de chuchu. O final que o Hitchcock queria e que foi lançado anos depois, deve ter sido muito melhor!
Além de Frederick Stafford e Karin Dor, o filme conta com Dany Robin, John Vernon, Michel Piccoli e Philippe Noiret.
Eu estava bem descrente com "Topázio" do Hitchcock, achava que era um tiro no pé, mas fui surpreendido com um belo filme de espionagem. A trama não tem aquelas cenas de ação do "Intriga Internacional", mas apresenta uma atmosfera foda de filme de espião. Coisa que traduz muito o que deve ter sido aquele clima da Guerra Fria, bem no fígado da crise dos misseis.
A produção é ótima, as sequencia em Nova York são excelente, com nervos a saltarem das têmporas por causa daquela mala vermelha, os momentos de Cuba impressionam, pelo realismo e pela forma dramáticos dos eventos, ilustrando bem a ditadura de Fidel, em festa pelos seus lideres, iguais aos fascistas com Führer.
P.S. O filme é baseado no Caso Safira, que foi um escândalo de espionagem que ocorreu em França no início de 1962. Onde informações dadas pelo ex-membro da KGB Anatoliy Golitsyn, que desertou para o Estados Unidos um ano antes, afirmaram que os soviéticos tinham agentes colocados em toda a inteligência militar francesa e até mesmo dentro do gabinete do presidente francês...
Brabo.
clássico da espionagem.
Assisti em 18/08/1979, sábado, no canal 2 (TV Guaíba, pelo que lembro), em 80 Anos de Alfred Hitchcock.
Não vejo como Topázio poderia ser um filme menor na filmografia de Hitchcock. Ao contrário, considero uma de suas obras mais elegantes. No entanto, entendo o motivo dele não ser muito apreciado, já que sua condução não faz muito o estilo do Mestre do Suspense.
Hitchcock, quando criava suas tramas de espionagem, sempre fazia uso do recurso do MacGuffin, um objetivo a ser desvendado e que não era grande coisa, sendo a mera motivação para o desenrolar dos fatos. Com isso, normalmente quando descobríamos os segredos pouco nos importávamos com eles, sendo muito mais interessante o desenrolar da trama em si, com as consequências ao personagem, do que aquilo que ele precisava descobrir. Isso pode ser visto em Os 39 Degraus e Intriga Internacional.
Aqui Hitchcock age de uma maneira completamente diferente: seu MacGuffin é grandioso e real. Todos sabemos qual é e o que aconteceu historicamente, então Hitchcock não consegue criar uma trama de suspense sobre esse grande “segredo”. Ainda, por ter diversos elementos históricos, acaba tendo que dedicar muito tempo para explica-lo, com cenas, tramas e reuniões, o que resulta no filme mais longo feito pelo diretor.
Com isso, o público costumeiro de Hitchcock, aquele que assiste um filme ou outro e fora de ordem acaba perdendo o interesse. No entanto, acompanhando o raciocínio do diretor ao longo de cada lançamento é possível apreciar muito mais. Isso porque Topázio sabe que não é possível enganar o espectador sobre o seu segredo, então ele passa a explorar seus personagens, que são muito interessantes. Rico Parra é um dos melhores personagens de toda a filmografia de Hitchcock, bem como o espião da Martinica, que trabalha como florista. O uso de imagens históricas, algo incomum na filmografia, por vezes nos faz acreditar que os próprios personagens retratados são reais.
Vale muito a pena assistir, mas é necessário ter um bom conhecimento da carreira de Hitchcock para apreciar.
Olha! Confesso que "Topázio", de 1969, é uma das obras não aclamadas da filmografia hitchcockiana.
Talvez o problema seja a lentidão no roteiro, cuja adaptação para a tela é de um romance de espionagem com resultado não tão fascinante. Contudo, a trama se desenvolve meticulosamente no decorrer da produção.
Destaque para o competente elenco e boas cenas de ação. Pela boa nostalgia, vale 04 estrelas.