Sol, de sete anos, passa o dia na casa do avô, ajudando nos preparativos de uma festa surpresa para o pai. Ao longo do dia, o caos toma conta aos poucos, destruindo os alicerces da família.
Um filme tristemente bom, daqueles que fazem pensar. Ainda que o começo do filme demore muito para engrenar depois que as personagens são apresentadas melhora muito, sendo o ponto alto os diálogos durante a festa. Nota 7,0.
O filme é muito corrido, os personagens correm o tempo todo em seus afazeres, tudo para aproveitar o último fio de vida de um deles.
Reparem na cena que a menina fica sozinha na sala, um dos raros momentos sem correria enquanto alguém parece a espionar (seria a própria Morte?). Esse momento logo é interrompido com a chegada da tia e mais correrias de arrumações domésticas, afastando a sensação de finitude da vida que paira sobre o local.
Essa obra também tem grande fascinação pelos animais, podem ver que a pintura que o pai faz pra menina possui animais, enquanto tem várias cenas com insetos, logo no começo do filme vemos formigas subindo uma parede, talvez indicando o clima de trabalho e correria que veremos a seguir, em outra cena podemos notar a menina colocando caracóis e lesmas nos quadros que retratam dor e sofrimento, talvez esse gesto simbólico seja para dizer que ainda existe vida brigando lentamente para permanecer.
E todo o filme termina em uma grande festa de aniversário, mas também um velório antecipado, uma festa de despedida, de celebração a vida e a morte, ao legado de uma vida, aos amigos feitos e lembranças deixadas, lembrando bastante a celebração mexicana do Dia de Los Muertos que também é bem festiva (Reparem que a criança prima da protagonista usa uma roupa de caveira). Seria também um totem da cultura mexicana para nos proteger do destino de todo ser humano?
E o que é uma festa de aniversário, se não uma celebração da passagem do tempo e consequentemente de estarmos mais perto da morte?
No final nos deparamos com a residência abandonada, mato alto e escorpiões espalhados pelo local, cena que parece querer nos lembrar que apesar do caos e da destruição a vida continua presente na casa, só que de outras formas. Seria a passagem do tempo o novo pedido da garotinha ao apagar as velas do bolo?.
Sinceramente, o início não me chamou atenção quase em nada, seja no drama ou no cotidiano daquela família. Gosto muito do encerramento e da performance da menininha protagonista, no entanto.
Dos filmes sobre "inventario" famiiliar como Festa de Casamento e Album de Familia, este aqui não renova, apesar de uma boa premissa. É apenas regular, mas poderia ser melhor.
Triste...18/06/25.
Um filme tristemente bom, daqueles que fazem pensar. Ainda que o começo do filme demore muito para engrenar depois que as personagens são apresentadas melhora muito, sendo o ponto alto os diálogos durante a festa. Nota 7,0.
O filme é muito corrido, os personagens correm o tempo todo em seus afazeres, tudo para aproveitar o último fio de vida de um deles.
Reparem na cena que a menina fica sozinha na sala, um dos raros momentos sem correria enquanto alguém parece a espionar (seria a própria Morte?). Esse momento logo é interrompido com a chegada da tia e mais correrias de arrumações domésticas, afastando a sensação de finitude da vida que paira sobre o local.
Essa obra também tem grande fascinação pelos animais, podem ver que a pintura que o pai faz pra menina possui animais, enquanto tem várias cenas com insetos, logo no começo do filme vemos formigas subindo uma parede, talvez indicando o clima de trabalho e correria que veremos a seguir, em outra cena podemos notar a menina colocando caracóis e lesmas nos quadros que retratam dor e sofrimento, talvez esse gesto simbólico seja para dizer que ainda existe vida brigando lentamente para permanecer.
E todo o filme termina em uma grande festa de aniversário, mas também um velório antecipado, uma festa de despedida, de celebração a vida e a morte, ao legado de uma vida, aos amigos feitos e lembranças deixadas, lembrando bastante a celebração mexicana do Dia de Los Muertos que também é bem festiva (Reparem que a criança prima da protagonista usa uma roupa de caveira). Seria também um totem da cultura mexicana para nos proteger do destino de todo ser humano?
E o que é uma festa de aniversário, se não uma celebração da passagem do tempo e consequentemente de estarmos mais perto da morte?
No final nos deparamos com a residência abandonada, mato alto e escorpiões espalhados pelo local, cena que parece querer nos lembrar que apesar do caos e da destruição a vida continua presente na casa, só que de outras formas. Seria a passagem do tempo o novo pedido da garotinha ao apagar as velas do bolo?.
Representante do México no Oscar 2024.
Sinceramente, o início não me chamou atenção quase em nada, seja no drama ou no cotidiano daquela família. Gosto muito do encerramento e da performance da menininha protagonista, no entanto.
Dos filmes sobre "inventario" famiiliar como Festa de Casamento e Album de Familia, este aqui não renova, apesar de uma boa premissa. É apenas regular, mas poderia ser melhor.