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O escritor e cineasta Alain Robbe-Grillet embarca em uma viagem com a sua esposa e um produtor de cinema que sugere que ele faça um filme ambientado no trem em que eles viajam – O Trans-Europ-Express de Paris para Amberes – envolvendo tráfico de drogas e estupro. Então o cineasta propõe uma trama que conta com o ator Jean-Louis Trintignant como Elias, um novato no mundo do tráfico, que viaja pela primeira vez para Amberes, para pegar sua mercadoria. Assim, uma dimensão paralela nos é apresentada e acompanhamos a trama do filme enquanto ela é criada. A jornada de Elias é constantemente desconstruída e reescrita pelos três no trem, que o envolvem com prostitutas, falsos policiais e bombas. Nessa narrativa fragmentada, Robbe-Grillet examina os desdobramentos do processo criativo e celebra a magia do cinema.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Trans-Europ-Express é muito criativo, mostrando de fato como pode-se criar um filme, porém, o roteiro criado pelos 3 protagonistas é completamente desinteressante, com diálogos completamente vazios, e personagens com zero carisma. Infelizmente uma ideia muito mal aproveitada.
Algumas cenas merecem ser capturadas e impressas.
Filmaço! A ideia do filme e toda metalinguagem nos dá uma experiência muito boa. A direção e as atuações ajudam muito na obra.
Não é tão genial quanto a colaboração posterior entre Trintignant e Robbe-Grillet (a abordagem aqui é mais séria, policialesca), mas não há como não ficar fascinado por esta ode à metalinguagem e às estórias que surgem e se imiscuem no cotidiano. Elenco acessório muito bom, erotismo audacioso (e um tanto machista, no contexto de época), que rende um desfecho alucinante. Muito bom! (WPC>)
a moça parece a anna karina