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Quando Georg (Franz Rogowski) tenta fugir da França após a invasão nazista, ele rouba os manuscritos de um autor falecido e assume sua identidade. Preso em Marseille, acaba conhecendo Marie (Paula Beer), que está desesperada para encontrar seu marido desaparecido - o mesmo que ele está fingindo ser. Para complicar ainda mais, ele começa a se apaixonar por ela.
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Trazer a invasão nazi para aos dias atuais foi um escolha bem original e dialoga bem com os ataques aos refugiados tãocomins hoje, mas o filme descarta isso e parte para um romance fraco. A narração definitivamente não ajudou, parece ficar explicando algo que pode ser visto. Franz Rogowski vai muito bem nesses papéis mais tímidos. 25/04/2026
"Transit", de Christian Petzold, fala sobre os resquícios de uma guerra; aquele momento em que o novo regime se infiltra no país e começa a perseguir refugiados e imigrantes ilegais. A história é ambientada na França, mas não deixa claro a que época se refere, pois mistura elementos do passado e do presente.
Talvez a intenção tenha sido demonstrar como a opressão é cíclica e sempre vem acompanhada de crises históricas representando o atraso, uma forma ultrapassada dos regimes exercerem sua força sobre os indivíduos.
"Transit" não é sobre fugir, é sobre o que acontece quando não há mais lugar para ir. Petzold filma tudo isso com uma calma inquietante, juntando personagens no grande mosaico de vidas fragmentadas, sem passado sólido nem futuro garantido.
Ver pessoas exaltando esse filme como se fosse genial me faz pensar em como muita gente encara qualquer mediocridade como algo "revolucionário"
- inteligente demais da parte do diretor adaptar uma história que se passa durante a segunda guerra para os dias atuais
- causa uma estranheza no principio, mas quem assiste logo aceita
- dessa forma consegue dar um foco muito maior aos personagens do que na parte histórica, já deixa um alerta para todos que a cadela do fascismo está sempre no cio e o que aconteceu no passado pode sempre se repetir e finalmente, economiza bastante no orçamento
- roteiro muito bem escrito! toda a parte da troca de identidade, a marie atrás do marido e o porque acreditar que ele ainda está vivo, a relação e a paixão dos dois.. muito tocante!
- o uso de um narrador externo que depois é explicado também é ótima, nos faz ter uma visão guiada pela história que é contada
- e que final impactante! pega a pessoa desprevenida
Impactante