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O agente da C.I.A. Joseph Turner (Robert Redford), codinome Condor, e a equipe a qual faz parte apenas lê livros e imagina possíveis situações que podem ser usadas pela C.I.A. Um dia ele vai comprar comida, mas como chovia sai por uma "saída secreta" em vez de sair pela porta da frente. Ao retornar, vê que todos os seus colegas de trabalho tinham sido mortos. Apavorado, pois não é um agente de campo, liga para seu chefe, que diz que logo vão resgatá-lo. Porém na hora tentam matá-lo, mas Turner escapa ileso. Sem saber o que fazer, acaba seqüestrando Kathy Hale (Faye Dunaway), uma fotógrafa, e vai para o apartamento dela, pois precisa de um lugar que ninguém da C.I.A. conheça enquanto tenta entender por qual razão querem vê-lo morto.
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**Três Dias do Condor** é a materialização do medo absoluto em um mundo onde a verdade foi enterrada sob camadas de burocracia estatal. O filme não trata apenas de espionagem, mas do colapso da realidade de um homem comum que, ao encontrar um erro no sistema, descobre que sua vida nunca pertenceu a ele. É uma crônica sobre a solidão de enxergar o que ninguém mais deseja ver, movida por uma paranoia que reverbera em cada esquina sombria de Nova York.
A narrativa respira desconfiança, transformando o silêncio e o acaso em perigos fatais. O protagonista é o reflexo de nossa própria vulnerabilidade: uma peça intelectual que, subitamente, torna-se descartável na engrenagem fria de quem detém o poder. Não há glamour na fuga, apenas o desespero de quem entende que a instituição, antes vista como escudo, é agora uma ameaça implacável.
Cada plano transmite uma atmosfera de opacidade, onde a lealdade é um conceito abstrato e o perigo veste terno e gravata. É uma obra que não busca respostas fáceis, mas questiona o custo ético da proteção nacional. Ao final, resta a sensação de que os fios que movem o mundo são invisíveis, perigosos e operam sem qualquer compromisso com a vida humana. Um retrato seco, tenso e profundamente inquietante sobre o preço da integridade em um cenário de mentiras institucionalizadas. O Condor não apenas nos alerta; ele revela que, para o sistema, nós somos apenas variáveis em uma equação que deve sempre, e a qualquer custo, ser resolvida.
Bom, mas confuso, tive dificuldade de entender a trama em si. Parte do
romance
O romance estragou o filme
- vendo superficialmente é um bom filme de espionagem, mas se parar pra pensar um pouco em toda a trama vai ficando cada vez mais difícil de engolir
- síndrome de Estocolmo legalizada
- o roteiro mostra que o cara realmente acredita que tudo que lê nos livros é de verdade, usa essa "habilidade" várias vezes
- o motivo de tudo é muito fraco, mas da pra entender ter funcionado minimamente na época
- tem boas cenas de suspense e o personagem do von sydow é topado, apesar de tomar aquela escolha sem sentido no final
Eita filme chato!!