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Com base na vida do próprio cineasta, o filme conta a história de Johannes, e sua esposa, Signe, que são atingidos por uma das piores tragédias que qualquer família poderia imaginar. Signe, em um ataque psicótico, mata o jovem filho do casal. O casal tenta encontrar uma razão para continuar a viver e a se amar.
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Um drama crú e dolorido, a história vai se desenrolando aos poucos e provoca na gente certas inquietações.... complexo e muito interessante.
Apesar do tema forte no início, o filme é sóbrio e realista, que faz pensar sobre o porque de nossas atitudes e também sobre a complexidade dos relacionamentos. Altamente recomendado.
“Tristeza e Alegria” foi o último trabalho do diretor Nils Malmros para fechar sua carreira. Esse filme não é indicado para todo tipo de público, a estória é contada através de flashbacks, em um ritmo lento e carregado por todos os conflitos e perturbação emocional de Signe (Helle Fagralid), que mata sua própria filha após um surto psicótico. Isso mesmo, esse é um filme pesado que mostra de perto a vida de uma mulher que é diagnosticada com psicose maníaco-depressiva, antigo nome usado para denominar o transtorno bipolar.
O filme desperta vários questionamentos ao longo da história, contada através do próprio drama no passado de Nils Malmros.
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começa bem e polêmico , mas o diretor ñ soube desenvolver bem tornando o filme maçante , ruim por isso
A vida de qualquer pessoa é marcada por uma sequência de estados de espírito, normalmente resumidos em tristeza e alegria, considerando também a reta graduada de sentimentos que vai de um extremo a outro. Nenhum dos dois estados dura para sempre e ambos acabam tornando a vida uma luta constante para conseguir suportar a tristeza e encontrar, de novo e por um pequeno tempo, a alegria.
A dinâmica do filme é bastante inteligente e, se colocarmos de lado a pequena confusão de tempos que a reta final nos traz o único espaço de pouca coesão da fita temos em mãos uma obra tocante, forte e de certa forma polêmica, dada a discussão explorada em vários canais: o fato de o cineasta Johannes ter abalado negativamente o mundo de Signe e feito com que ela voltasse a ter ataques de ansiedade; a vontade de algumas pessoas em reintegrarem Signe à comunidade após o trágico acontecimento; e o relacionamento matrimonial entre Johannes e Signe, que devido aos problemas da mulher, acaba requerendo uma atenção toda especial, atenção esta que Johannes não está preparado para dar, posto que isso foge demais de seu estilo de vida e visão de mundo.
Mas é nesse ponto que as coisas ficam interessantes. Porque o roteiro mostra o passado em flashbacks, de maneira alternada, enquanto vemos a tragédia do presente definir posturas inimagináveis para o casal protagonista e as pessoas ao redor. A nossa imediata busca por culpados acaba caindo na armadilha do diretor, que entrelaça momentos de tristeza e alegria em que tanto uma parte quanto outra tem um papel importante. Não estamos diante de uma condenação, mas uma obra humana, que não se afasta, com apatia, das fraquezas, doenças e erros dos personagens, mas também não faz apologia clamando por circunstâncias atenuantes sobre os erros cometidos.
Nils Malmros dirige um conto sobre a tragédia e o perdão. Sobre o amor em vários tempos da vida. Sobre a necessidade de companhia, de proteger ou ser protegido.