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Guima (Gabriel Pardal) é um poeta que está em crise. Em Salvador, ele sofre com as altas temperaturas do verão e acredita ter uma estranha doença: a "ultra violência solar", causada pelo calor. No submundo, bem distante dos cartões postais da cidade, Guima é usuário de crack e vive na marginalidade. Um dia, parte em uma jornada de autoconhecimento em busca de um ar-condicionado.
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Achei estranho e não me prendeu, logo larguei de mão.
Estranho seria, se eu não tivesse me identificado tanto.
Uma viagem muito bem comandada por Daniel Lisboa na mente de um jovem baiano que vê o sol (escaldante da época) como seu maior inimigo. Tropykaos usa metáforas e alucinações do personagem para tratar do problema que ele sofre, 'ultra violência solar' e as próprias nóias do Crack e funciona! Assisti no NetBotafogo e deu pra perceber até um pouco da pitada cômica que segue o filme sem ser intencional com algumas risadas da platéia, a curta duração mal é percebida por conta da originalidade do filme, nunca vi algo parecido.... Cinema BR com muita coisa boa saindo diapósdia, bela atuação esquizofrênica de Gabriel Pardal.... não merece a nota que tem!
Gabriel Pardal foi fantástico unindo o natural ao extraordinário na sua atuação. Deu a impressão de estarmos presos num livro de Kafka, ou Dostoievski, em que nos prendemos na própria mente. O texto foi bem criativo e poético, e com o baixo orçamento, conseguiram desenvolver as metáforas muito bem. Em alguns momentos achei as cenas corridas e desconexas, como o culto interrompido que foi deixado de lado. Foi um filme bem audacioso, e realmente era bem difícil dar ao enredo uma colagem perfeita. O diretor, a equipe e o elenco estão de parabéns.
Vale à pena!