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Data de lançamento
19 Out. 1972Duração
Uma jornalista americana (Jane Fonda), acompanhada do um diretor de filmes francês que se transformou em publicitário, vão à uma fábrica de alimentos em greve e acabam sendo aprisionados pelos trabalhadores no mesmo escritório que o diretor da empresa. Os trabalhadores repetem slogans políticos para a câmera; o diretor da fábrica quer ir ao banheiro, mas não consegue; o casal tem suas desavenças, tudo ao mesmo tempo devido a um cenário que permite a visão das histórias individuais sem privilegiar apenas um ponto de vista. Os personagens recapitulam Maio de 68 em relação aos novos tempos políticos e consumistas. Um questionamento a posição que os intelectuais devem tomar na luta de classes.
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20/04/2023
SOCIALISMO X COMUNISMO = JANE FONDA
A fim de transmitir sua mensagem sobre a luta de classes (capital x trabalho), Godard contratou dois atores famosos, Jane Fonda e Yves Montand. O enredo de Tout va bien existe apenas, como diz Godard no filme, para fornecer "uma história para quem não deveria precisar dela". Fonda é uma repórter norte-americana que mora em Paris com seu marido, Montand, um ex-diretor de cinema da “Nouvelle Vague” (O termo Nouvelle Vague (que, em tradução literal, significa “nova onda”), foi usado inicialmente entre o final da década de 1950 e o início dos anos 1960, na França, por um grupo de críticos cinematográficos da popular revista Cahiers du Cinéma; entre as principais características da nouvelle vague estão as técnicas inovadoras de movimentação de câmera e de montagem, a narrativa não linear, a sensualidade sutil que explorava com perfeição a beleza das musas da época e os temas ousados abordados na maioria dos filmes), que partiu para a direção de filmes de propagandas comerciais. Eles fazem uma visita a uma fábrica de embutidos e se veem no meio de uma paralisação dos trabalhadores (GREVE). Os trabalhadores espalham slogans reivindicatórios e leem discursos políticos para as câmeras enquanto ocupam os escritórios corporativos da fábrica. O gerente da fábrica está trancado em seu escritório e não tem permissão nem para ir ao banheiro. Tout va bien termina sem amarrar nitidamente a narrativa, permitindo que "cada indivíduo crie a sua própria história". Os visuais mais impressionantes são um corte em vários níveis de um prédio de escritórios que permite uma visão de todo o complexo, ao mesmo tempo, e uma bravura de rastreamento em um supermercado ultramoderno. Tout va bien foi um esforço nobre para levar o cinema " antiburguês" às massas; nem é preciso dizer que as massas ficaram em casa, pelo que parece.
Reivindicando o cinema para se indignar socialmente mesmo que a causa já esteja perdida.
“Se vc continuar assim, Salumi, a classe operária vai chutar sua bunda.”
“Este foi um conto para quem não tem nenhum.”
P.S.: Eu não me preparei pra cena repentina do pênis em tela cheia.
tem filmes que passam alguns minutos e você sente ter passado horas pela quantidade de informação que ele consegue dar. mas tem filmes que passam alguns minutos e você sente ter passado horas pelo tédio mesmo. esse filme é o primeiro caso.
parece muito tempo pela quantidade de diálogo, o que é bom e ruim ao mesmo tempo. de um lado, é cansativo. por outro lado, os diálogos são perfeitamente construídos e só acrescentam a história. é um filme que vale muito a pena.