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Data de lançamento
23 Maio 2008Duração
Após completar o serviço militar, o jovem Asa retorna à sua região natal, os estepes desertos do Cazaquistão. Ele quer tornar-se pastor de ovelhas, mas para ter seu próprio rebanho precisa casar-se. A única solteira disponível em quilômetros de deserto é sua bela vizinha Tulpan. A moça, no entanto, recusa por conta das orelhas de abano de seu pretendente. Para piorar, Asa não demonstra nenhuma habilidade na lida com os animais. Porém, o jovem está disposto a provar a tudo e a todos que pode se tornar um bom marido e pastor. Prêmio Um Certo Olhar no Festival de Cannes 2008.
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é um filme bem poético sobre um ex-marinheiro, e seu grande desejo de se tornar um bom marido e um bom pastor, além de viver uma vida tranquila nas areias desérticas do casaquistão. O ritmo é muito lento de clima bem árido e por ser uma história que não traz um grande enredo, pelo menos com mais elementos, não chegou a me satisfazer tanto.
É belo e simples como um redemoinho de areia nas estepes do Cazaquistão. Pastorear ovelhas e ter uma mulher sob as estrelas da imensa paisagem cazaque é o sonho de Asa. Seu próprio rancho, sua vida simples. O filme conquista pela simplicidade da vida das personagens neste cenário inóspito tornado lírico pelo desejo de Asa um ex- marinheiro que em plena paisagem desértica faz transbordar poeticidade como no desenho na gola de seu uniforme de homem do mar. O lirismo aqui não naufraga nas areias pois que fica impresso nos sonhos que são sempre um modo de porvir, uma possibilidade de vida a mais como uma ovelha que nasce e vive nesse turbilhão entre a força da natureza e a cultura humana como capacidade de renovação de suas raízes no que estas tem de esperança.
É um filme bem realista, a poeira e a aridez parecem ultrapassar a tela, e a edição de som complementa bem a experiência. Eu fiquei incomodada com o uso de animais, não acredito que tenham usado efeitos, e espero mesmo que não tenham sofrido. O mesmo espero das crianças que foram submetidas àquele ambiente. É uma experiência bem realista, então não espere grandes acontecimentos.
Projeto Volta ao Mundo em 80 Filmes
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O filme parece querer entregar um roteiro, mas não entrega. História muito perdida. Não parece haver a intenção de ser um filme bucólico.
Muitos filmes desses que participam de festivais pelo mundo afora são mais na linha “A vida como ela é” do que um filme de narrativa clássica. Aqui, o estilo semi-documental impera na história do rapaz que quer casar com a moça chamada Tulpan, mas é rejeitado. Nada de tão importante acontece no filme, mostra mais a família do rapaz que cuida de um rebanho de ovelhas nos confins do Cazaquistão. Lembra filmes como “Vidas Secas”, é aquele clima árido em meio a muito tédio. Interessante conhecer aquele povo, mas tem que ter muita disposição para aturar o ritmo lento.