Dirigido por
Data de lançamento
30 Set. 1990Duração
A busca pelo assassino de Laura Palmer, rainha da escola da cidade, se vira contra o Agente Dale Cooper. Alvejado por um misterioso assaltante ao voltar ao Hotel Great Northern, ele sobrevive ao ataque... e recebe algumas estranhas pistas sobre o assassinato de Laura, de um gigante que surge de repente durante sua recuperação. Um incêndio no moinho deixa vários moradores - e possíveis suspeitos - desaparecidos. E o diário secreto de Laura Palmer é descoberto, contendo detalhes arrepiantes.
Com 22 episódios, exibidos entre 30 de setembro de 1990 e 10 de junho de 1991, esta segunda temporada de "Twin Peaks" revelou o assassino de Laura Palmer mas apresentou novos mistérios e horrores na pequena cidade onde nada é o que parece ser.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
É imensamente notável quando a série começa a perder a qualidade na segunda metade da temporada, mas em meio disso tudo tem episódios que você nunca vai ver em outro lugar, são coisas únicas que faz valer a pena em continuar assistindo a serie.
Recomendo jogarem Alan Wake, é um jogo que se inspira muito nessa série.
Poderia ter encerrado no nono episódio, com a descoberta de quem matou Laura Palmer ( que ep. sensacional!), mas escolhe abraçar de vez a busca pelo sobrenatural, e de uma forma que somente uma obra de David Lynch poderia fazer.
Teve seus percalços, deixou muitas pontas soltas, mas segue uma obra extraordinária.
Já me sinto órfã dessa maluquice maravilhosa.
Sei que teve seus problemas de pressão do estudio, fillers e cancelamento, mas ficaram MUITAS pontas soltas.
Dentre todas as temporadas a primeira parte da 2ª pra mim foi a melhor, fechando o arco de quem matou Laura Palmer. Daí em diante perdeu a mão...
Histórica ao seu tempo acho a série excelente na construção de universo e mistérios. Uma pena ela ter um "barriga" na segunda temporada, que claramente foi responsável pela perda de qualidade narrativa por interferências do estúdio.
Após a forçada revelação de quem matou o Laura Palmer a série perde muito tempo em arcos narrativos desinteressantes e que não acrescentam nada a trama principal. Porém, quando volta aos trancos e o Lynch pega de volta o controle criativo e direção da parte final, volta a ser sensacional.
O que mais gostei nessas duas temporadas "originais" é autenticidade dos personagens e carisma. Twin Peaks parece uma cidade viva, com pessoas reais, com personalidade própria sendo a verdadeira protagonista da história. Cooper está longe de ser o policial clichê amargurado das séries de investigação, é magnético em captar a atenção para ele.
Claro que resumir em poucas palavras tudo que absorvi da série é uma atividade árdua principalmente porque são muitos episódios e nuances, mas não posso deixar de falar do quão acho ousado esse final de temporada completamente simbólico. Cooper falha ao percorrer o labirinto psicológico do Black Lodge, ele falha em enfrentar o seu Doppelgängers, e sua sombra.
Twin Peaks é uma série inteiramente voltada a conceito Junguiano de sombra, até o próprio nome da cidade é relativo a esse conceito de "duplo". Os personagens íntegros e puros em suas superfícies, apresentam "sombras" de personalidades contestáveis em suas vidas privadas. Cada um deles. E medida que eles negam a ela, esse "mal" vai crescendo ali, coletivamente.
A próprio Laura Palmer é símbolo disso, e é constantemente descontruída conforme vamos descobrindo sua sombra. O foto dela em cada final de episódio, que exala inocência de apenas uma garota do colegial vai sendo "corroída" em nosso imaginário conforme os episódios avançam.
O final dessa temporada é tão simbólico e importante porque ele mostra a consequência mais severa de negar nossas projeções do que não aceitamos em nós mesmos. E o Lynch pega nosso personagem tão amado e integro e nos fala em imagem: até o mais puro entre os impuros apresenta falhas morais que precisam ser encaradas.
Cooper falha no teste. Ele não era intocável, apenas aparentava ser. E também tinha uma sombra e como todos ali, falhou a confrontá-la ao invés de reconhece-la.